
• Tempo de leitura 4 min
Revisado pela Equipe de Redação da Medprev
Você já deve ter ouvido falar que tomar sol faz bem porque fortalece os ossos, certo? Pois então saiba que isso é verdade, já que a exposição solar é a principal forma de obter vitamina D, uma substância essencial para a manutenção da saúde óssea. Também conhecida como calcitriol, a vitamina D é classificada como vitamina lipossolúvel, ou seja, que se dissolve em gordura, assim como as vitaminas A, E e K. É possível encontrar as formas precursoras dessa vitamina nos alimentos, mas a dieta é capaz de suprir no máximo de 10% a 20% das necessidades do organismo. Por isso, a melhor fonte de vitamina D é a exposição solar, já que a pele é capaz de produzir mais de 90% das quantidades necessárias a partir do contato com os raios ultravioleta.
A principal função dessa vitamina é regular o metabolismo do cálcio e do fósforo, dois minerais essenciais para a saúde dos ossos, mas ela também atua em outros órgãos e mecanismos. Saiba mais sobre o papel da vitamina D no organismo:
A vitamina D atua no intestino para estimular a absorção do cálcio e do fósforo provenientes da alimentação. Dessa forma, o organismo pode utilizar esses minerais para a construção e a reparação dos ossos, em um processo conhecido como mineralização.
A contração muscular, que acontece inclusive no coração para o bombeamento do sangue, também depende da presença de cálcio e fósforo para ocorrer de forma adequada.
A vitamina D ativa algumas das nossas principais células de defesa, como os linfócitos, por isso ela tem papel no reforço da imunidade contra doenças infectocontagiosas.
Diversos estudos relacionam quantidades suficientes da vitamina no organismo com uma menor taxa de doenças como obesidade, diabetes, pressão alta, esclerose múltipla e diversos tipos de câncer, como câncer de mama, reto e cólon.
A deficiência de vitamina D ou hipovitaminose D leva à redução da absorção de cálcio e fósforo pelo intestino. Consequentemente, todas as funções que dependem dessa vitamina ou desses minerais são prejudicadas. Veja o que a deficiência de vitamina D pode causar:
Caso uma gestante tenha deficiência de vitamina D, o bebê também pode ser afetado, aumentando o risco de desenvolver raquitismo, uma doença que leva ao amolecimento e enfraquecimento dos ossos. Além disso, a hipovitaminose D na infância pode causar atraso no crescimento, prejuízo no desenvolvimento dos dentes, maior tendência a cáries e arqueamento das pernas.
Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.
Assim como as crianças são atingidas pelo raquitismo, os adultos com deficiência de vitamina D podem desenvolver osteomalácia, que se caracteriza pelo amolecimento e enfraquecimento dos ossos, tornando-os mais vulneráveis a fraturas. Além disso, a hipovitaminose D pode levar à desmineralização, ou seja, à perda de cálcio dos ossos, deixando-os mais porosos e suscetíveis a quebras. Essa condição caracteriza a osteoporose, que é mais comum em pessoas mais velhas, especialmente nas mulheres depois da menopausa.
Como a falta de vitamina D leva à redução na absorção de cálcio, pode haver também um prejuízo na contração dos músculos. A partir disso, podem surgir sintomas como dores, espasmos e fraqueza muscular. Somado com o enfraquecimento dos ossos, o prejuízo à contração muscular leva a um risco maior de quedas e consequentes fraturas.
Diversos estudos científicos encontraram evidências de que a deficiência de vitamina D aumenta as chances de desenvolver doenças autoimunes como artrite reumatoide e lúpus. Além disso, a falta dessa vitamina parece estar associada uma maior intensidade no grau de manifestação dessas doenças.
Os pesquisadores também encontraram indícios de que a deficiência de vitamina D pode aumentar o risco de desenvolver câncer de cólon, mama, pulmão e bexiga, além de aumentar a mortalidade dessa doença. Ainda, níveis baixos de vitamina D foram associados à ocorrência de acidente vascular cerebral (AVC ou derrame) com sequelas mais graves, reduzindo as chances de recuperação da pessoa afetada.
Embora a vitamina D seja encontrada em alimentos como óleo de fígado de bacalhau, salmão, sardinha, ovos e fígado de frango e gado, seria necessário consumir grades quantidades desses produtos para obter toda a quantidade necessária.
Por isso, a melhor forma de garantir níveis saudáveis da vitamina é tomando sol diariamente, de preferência pela manhã e sem utilizar protetor solar.
Para pessoas de pele branca, cerca de 15 minutos são suficientes; já para pessoas de pele negra, recomenda-se uma exposição de aproximadamente uma hora. A suplementação dessa vitamina deve ser feita apenas com orientação médica.
Se você tem dúvidas sobre o assunto, agende sua consulta pelo site ou aplicativo do MEDPREV.
Fonte(s): Hospital Sirio Libanes, RBAC e Saúde Abril.