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Revisado pela Equipe de Redação da Medprev
A tuberculose muitas vezes é vista como uma doença que ficou no passado, mas ela continua dando as caras atualmente. Há alguns meses, por exemplo, a cantora Simaria, que faz dupla com Simone, foi diagnosticada com tuberculose, condição que afeta sete brasileiros por hora.
Todos os anos, são detectados 70 mil novos casos da doença no país, levando 4,5 mil pessoas a óbito. No mundo todo, são registrados 10 milhões de casos e 1 milhão de mortes nesse mesmo período, fazendo da tuberculose a infecção mais perigosa do planeta.
Felizmente, a tuberculose tem cura – desde que o paciente siga o longo tratamento à risca conforme orientado pelo médico.
Tuberculose é uma infecção contagiosa que afeta principalmente os pulmões. Ela é causada por uma bactéria com características específicas chamada Mycobacterium tuberculosis, também conhecida como bacilo de Koch.
Em 10% a 15% dos casos, essa doença pode atingir outros órgãos, recebendo então o nome de tuberculose extrapulmonar. Depois dos pulmões, os locais mais afetados são a pleura (membrana que recobre o pulmão) e os gânglios linfáticos (ínguas), mas ela também pode se instalar nos ossos, na meninge, nos rins etc.
Nos últimos anos, observou-se um aumento nos casos de tuberculose entre homens de 25 a 40 anos de idade. Porém, em geral, os grupos mais vulneráveis são indígenas, pessoas com HIV/Aids, indivíduos privados de liberdade e pessoas em situação de rua, pois a doença está fortemente associada às defesas do organismo e às condições socioeconômicas da população.

Os sintomas da tuberculose variam de pessoa para pessoa dependendo das condições de seu sistema imunológico. Em geral, as manifestações da doença incluem:
A tuberculose é transmitida pelo ar quando uma pessoa sem a doença inala gotículas de saliva expelidas por uma pessoa infectada (na fase ativa da doença) durante a fala, espirros ou tosse.
Essas gotículas carregam o bacilo de Koch, que entra nos pulmões da pessoa que inalou os aerossóis e provoca uma inflamação em seus tecidos, originando tosse e muco (catarro). Além disso, a bactéria destrói a estrutura dos alvéolos pulmonares e rompe os vasos sanguíneos, fazendo com que a pessoa apresente tosse com sangue.
O risco de transmitir tuberculose diminui progressivamente com o início do tratamento, atingindo chances muito pequenas em cerca de 15 dias.
O diagnóstico leva em conta os sintomas apresentados pelo paciente e pode necessitar de exames complementares, incluindo:
A tuberculose é uma doença grave e que pode levar à morte, mas que pode ser curada em 75% dos casos. Para isso, é preciso fazer um tratamento com antibióticos que dura pelo menos seis meses.
A principal dificuldade do tratamento é que, como os pacientes já se sentem bem melhor nas primeiras semanas, muitas vezes eles deixam de tomar os comprimidos conforme o plano terapêutico, que pode inclui de dois a quatro antibióticos por dia dependendo da fase.

Como resultado, a tuberculose pode voltar ainda mais forte e mais difícil de tratar, pois as bactérias podem apresentar resistência aos primeiros antibióticos utilizados. Por isso, é fundamental seguir o tratamento exatamente conforme as orientações médicas.
A prevenção da tuberculose envolve medidas individuais e coletivas incluindo:
Ao sentir qualquer sintoma suspeito de tuberculose, utilize o site ou o aplicativo do MEDPREV para agendar sua consulta com o clínico-geral ou o pneumologista.
Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.