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Revisado pelo(a) Dra. Bárbara Ponce, CRM/MA 8911
O tétano é uma doença conhecida por ser causada pela contaminação de feridas com a bactéria anaeróbica Clostridium tetani. Apesar de ser perigosa, há vacina para sua prevenção e, além disso, a recuperação ocorre na maioria dos casos.
É preciso mencionar que, se a contaminação acontece em idosos ou pessoas que usam drogas injetáveis, os sintomas podem avançar de forma mais rápida.
Por isso, é importante conhecer a doença, como surge e formas de prevenção, uma vez que isso aumenta as chances de recuperação.
Saiba mais sobre o tétano: o que é, sintomas, causa e tratamento, a seguir.
O tétano é uma infecção que a toxina da bactéria Clostridium tetani causa quando alcança lesões feitas na pele.
A bactéria está presente nas fezes dos seres humanos e de animais, na terra, em plantas e objetos.
Quando uma pessoa lesionada entra em contato com esses agentes, pode ser infectada. Portanto, a doença é grave, mas não é transmissível de uma pessoa para a outra.
Divide-se o tétano em dois tipos:
É importante mencionar que ter tétano uma vez não implica imunidade em relação à doença, de modo que uma pessoa pode adoecer duas ou mais vezes. Por isso é importante cuidar bem de feridas e manter o cartão de vacinas atualizado.
Os sintomas do tétano decorrem do seu ataque ao sistema nervoso central, o que leva a:
A causa do tétano é o contato da bactéria Clostridium tetani com feridas.
Contudo, no caso do tétano neonatal, os principais fatores que colaboram para a contaminação são:
O diagnóstico do tétano pode ser feito por um clínico geral ou infectologista, que analisa a presença de rigidez muscular e espasmos.
Em geral, exames de cultura são desconsiderados porque podem dar falso-positivo ou falso-negativo.
Ao suspeitar do tétano, o médico indica o tratamento conforme o caso do paciente e sua gravidade.
O tratamento ocorre na unidade de tratamento intensivo (UTI) e pode incluir:
Após o tratamento, é fundamental tomar a vacina antitetânica.
O tétano é uma doença grave, mas que pode ser prevenida com algumas das seguintes medidas:
É uma infecção causada pela toxina da bactéria Clostridium tetani, que entra no organismo por meio dos ferimentos. A contaminação ocorre quando a lesão entra em contato com objetos, solo ou fezes contaminadas.
Os primeiros sinais incluem rigidez muscular, principalmente no pescoço, e dificuldade para abrir a boca. Também pode surgir desconforto ao engolir e espasmos leves.
A causa é a contaminação de feridas pela bactéria Clostridium tetani, que vive na terra, em plantas e em fezes humanas ou de animais.
Sim, tem cura, desde que o tratamento seja iniciado rapidamente (deve ser feito em ambiente hospitalar, geralmente na UTI).
Sim, se o arranhão permitir a entrada da bactéria no corpo. Mesmo ferimentos pequenos podem representar risco quando em contato com materiais contaminados.
A suspeita surge quando há rigidez muscular e dificuldade para movimentar a mandíbula, pois esses sintomas indicam ação da toxina no sistema nervoso.
A vacina deve ser aplicada o mais rápido possível após o ferimento. O ideal é não ultrapassar 48 horas.
O diagnóstico é feito por avaliação clínica (pelo médico) baseada em rigidez e espasmos musculares. Exames laboratoriais costumam ser dispensados por falta de precisão.
A ferrugem, em si, não causa tétano, mas objetos enferrujados geralmente acumulam sujeira e bactérias. Isso facilita que a Clostridium tetani esteja presente.
Sim, se as doses de reforço não forem tomadas a cada 10 anos.
Não, o tétano não é transmitido de pessoa para pessoa. A infecção ocorre apenas por meio de feridas que se contaminam.
Utilizam-se antibióticos para eliminar as bactérias e impedir novas toxinas. O tipo exato depende da orientação médica durante o tratamento hospitalar.
O corpo apresenta rigidez intensa e espasmos dolorosos. A coluna, o pescoço e as pernas podem arquear para trás devido às contrações.
O tratamento inclui antitoxina, antibióticos e controle dos sintomas com uso de ventiladores mecânicos e sedativos, por exemplo.
Sim, desde que o corte entre em contato com a bactéria. A profundidade da ferida não elimina o risco.
A dose de reforço deve ser aplicada a cada 10 anos. Após acidentes, o médico pode indicar nova dose mesmo antes desse prazo.
Sim, porque vidros podem estar contaminados e a vacinação ajuda a evitar complicações graves.
É aplicada no músculo, geralmente no braço ou na nádega. A escolha do local depende da orientação profissional.
É a curvatura involuntária do corpo para frente, causada pela contração dos músculos da coluna.
Os principais sintomas envolvem rigidez muscular, espasmos, febre leve e suor excessivo, dificuldade para engolir e respirar.
Sim, pois superfícies enferrujadas geralmente estão contaminadas. Nesses casos, é essencial lavar bem o ferimento e procurar atendimento.
A necessidade depende do tipo de ferimento e do tempo da última dose. Feridas profundas ou sujas exigem avaliação médica imediata.
Podem ocorrer rigidez prolongada, cansaço e dificuldades motoras. Em casos graves, há danos neuromusculares permanentes.
Os espasmos tornam-se intensos e contínuos, com rigidez generalizada. A respiração e o coração podem falhar devido à ação da toxina.
Sim, a vacina precisa de reforço a cada 10 anos para manter a proteção ativa contra a bactéria.
Como mostrado neste post "Tétano: o que é, sintomas, causa e tratamento", esta doença é uma infecção bacteriana que pode ser adquirida por meio de objetos infectados que entram em contato com a ferida.
Devido à gravidade da condição quando não há tratamento, ao suspeitar de sua presença, é necessário buscar o atendimento médico imediato.
O tétano tem cura, e conhecer as suas principais formas de contaminação é essencial para preveni-lo.
Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.