O refluxo gastroesofágico, popularmente conhecido como refluxo, é uma condição que afeta milhares de pessoas ao redor do globo. Ele atinge todas as faixas etárias: crianças, adultos e também idosos.
Em suma, a condição se caracteriza pelo retorno do conteúdo estomacal ácido ao esôfago, causando diversos desconfortos.
Embora o refluxo seja ocasional e aconteça após as refeições, ele pode se tornar um problema sério quando se torna crônico.
Caso não seja tratado de forma adequada, pode levar a diversas complicações a longo prazo, incluindo outras doenças e condições mais graves como a esofagite (inflamação do esôfago), estreitamento do esôfago ou até mesmo o desenvolvimento de câncer (casos extremos).
Diante deste problema, é importante saber o que fazer diante de uma crise de refluxo.
Saiba sobre o refluxo: o que fazer, causas, sintomas e mais a seguir!
O refluxo é uma condição de saúde na qual o ácido estomacal presente no estômago (responsável por digerir os alimentos) retorna para o esôfago, levando a uma série de problemas.
Isso ocorre devido ao mau funcionamento do esfíncter esofágico inferior (EEI), um músculo responsável por evitar que o ácido retorne ao esôfago.
Ele funciona como uma válvula que abre e fecha conforme a necessidade. Quando ocorre a volta do conteúdo para o esôfago, podem surgir reações físicas diversas.
Entre alguns dos principais sintomas do refluxo, estão:
A causa para o refluxo é multifatorial, ou seja, existem diversos fatores que contribuem para o aparecimento do problema.
Embora não sejam determinantes, entre os aspectos que podem influenciar no surgimento do refluxo, estão:
O diagnóstico do refluxo é feito com base na análise de todos os sintomas relatados pelo paciente, além de exames complementares como a endoscopia, manometria esofágica e pHmetria esofágica.
Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.
Com base nestes dados, o gastroenterologista elabora um plano de tratamento específico para o paciente que pode incluir mudanças no estilo de vida (como a perda de peso, evitar alimentos que desencadeiam os sintomas, evitar comer muito antes de dormir, etc.), elevação da cabeceira da cama para dormir, além de uso de medicamentos específicos.
Em casos muito graves, onde o tratamento inicial não surte efeito, pode ser considerada a intervenção cirúrgica para melhorar o quadro de saúde do paciente.
Existem diferentes tipos de medicamentos utilizados para o tratamento do refluxo gastroesofágico e cada um é indicado para um objetivo específico.
É importante lembrar da importância de buscar orientação de um clínico geral ou gastroenterologista para receber um plano de tratamento adequado a fim de evitar complicações.
Entre alguns dos principais medicamentos que podem ser utilizados, estão:
Diante de uma crise de refluxo, existem algumas medidas que podem ajudar a aliviar os sintomas, mas que não substituem a orientação médica. Entre elas, estão:
Vale ressaltar que estas medidas são paliativas e destinadas apenas para aliviar os sintomas temporariamente.
Caso as crises de refluxo sejam persistentes, busque imediatamente a ajuda de um profissional da saúde.
Se alimentar bem faz toda a diferença quando o assunto é refluxo.
Dessa forma, fazer escolhas alimentares adequadas pode desempenhar um papel importante na redução dos sintomas.
Descubra a seguir alguns alimentos que ajudam a evitar ou mesmo diminuir as crises de refluxo.
Legumes são ricos em fibras e nutrientes, além de ajudar a manter a sensação de saciedade.
Lentilhas, grão-de-bico, pepino, aspargo e abóbora são boas opções.
Eles não contêm gordura e/ou açúcar em sua composição, o que ajuda a reduzir a quantidade de ácido gástrico.
Folhas verdes são baixas em calorias e promovem uma digestão saudável.
Por isso, vegetais como couve, acelga, espinafre e rúcula são ótimas opções e podem ser consumidos por quem tem refluxo.
Frutas como banana, melão e maçãs são ricas em vitaminas, minerais e fibras, além de terem menor probabilidade de desencadear o refluxo.
Optar por carnes magras como peito de frango sem pele, ou mesmo peixes, como salmão e tilápia, também faz parte do grupo de alimentos que ajudam na diminuição das crises de refluxo.
Produtos lácteos ricos em gordura podem contribuir para o surgimento do refluxo gastroesofágico. Dessa forma, é importante escolher queijos e iogurtes com baixo teor de gordura.
É indicado usar ervas e temperos suaves, como salsa, coentro, manjericão e alecrim. Pimenta e molhos picantes devem ser evitados.
Você sabia que o estresse não controlado pode agravar os sintomas do refluxo?
O estresse é uma resposta física e emocional a situações desafiadoras que acontecem no dia a dia.
Quando há muito estresse, o corpo libera hormônios como o cortisol, que afetam diretamente o funcionamento do sistema digestivo.
A relação entre o estresse e o refluxo pode ser explicada de várias maneiras, veja algumas a seguir.
O estresse leva ao aumento da produção de ácido no estômago, levando a um maior risco de refluxo.
Além disso, ele também causa irritação e inflamação no esôfago, resultando em sintomas do refluxo gastroesofágico.
Em momentos de estresse, muitas pessoas alteram seus hábitos alimentares, comumente aumentando a ingestão de alimentos não saudáveis, como aqueles ricos em gordura, ácidos ou picantes, o que pode intensificar as crises de refluxo.
O estresse pode ainda levar a uma tensão muscular, inclusive na região do diafragma (que ajuda a manter a válvula entre o estômago e o esôfago fechada).
Assim, se ela não funciona de forma adequada, o ácido escapa para o esôfago, levando aos sintomas de refluxo.
O estresse pode afetar a qualidade do sono e desencadear distúrbios como a insônia. Como consequência, essas alterações influenciam o funcionamento adequado do sistema digestivo, aumentando o risco de ter refluxo.
Como visto no post "Refluxo: o que fazer?", cada pessoa tem sensibilidades individuais a certos alimentos.
Assim, é primordial prestar atenção nos sinais do seu próprio corpo e adaptar uma alimentação que funcione de acordo com o seu organismo.
Caso seja necessário, é indicado consultar-se com um médico ou nutricionista para obter informações ainda mais específicas sobre as escolhas alimentares.