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    Poliomielite (paralisia infantil): o que é, sintomas, causas e vacina

    30/01/2026 • Tempo de leitura 4 min

    Revisado pela Equipe de Redação da Medprev

    A poliomielite, mais conhecida como pólio ou paralisia infantil, é uma doença grave que afeta principalmente as crianças menores de cinco anos e pode levar à morte. O Brasil recebeu o certificado de eliminação da doença em 1994, mas o risco de contraí-la ainda existe.

    De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma em cada 200 pessoas com poliomielite vai sofrer a chamada paralisia irreversível, que geralmente acomete as pernas. Dentro desse grupo, estima-se que 5% a 10% dos pacientes vão a óbito devido à paralisia dos músculos respiratórios.

    O que é poliomielite?

    Poliomielite é uma doença infectocontagiosa que pode atingir o sistema nervoso e destruir os neurônios responsáveis pelos movimentos, causando paralisia total em poucas horas. Em função disso, ela também é conhecida como paralisia infantil, embora os adultos também possam ser afetados.

    Quando o vírus da poliomielite atinge a medula e o cérebro, podem ocorrer sequelas que permanecem pelo resto da vida, incluindo:

    • Dores e problemas nas articulações;
  1. Pé torto;
  2. Paralisia das pernas;
  3. Acúmulo de secreção na boca devido à paralisia dos músculos da deglutição;
  4. Dificuldades na fala causadas pela paralisia dos músculos envolvidos nessa função;
  5. Atrofia muscular;
  6. Diferença no crescimento das pernas, fazendo com que a pessoa manque.
  7. Causas da poliomielite

    A pólio ou poliomielite é causada pelo poliovírus, que é transmitido pelo contato direto com fezes, saliva ou catarro de pessoas infectadas ou pela ingestão de água ou alimentos contaminados.

    O vírus se multiplica no intestino e pode passar para a corrente sanguínea, podendo assim chegar ao sistema nervoso e causar a versão mais grave da doença, conhecida como forma paralítica.

    Sintomas da poliomielite

    A maior parte das pessoas infectadas não apresenta sintomas de poliomielite, que acaba passando despercebida. Nos casos em que há sintomas, eles variam de acordo com a forma da doença.

    No início da infecção, os principais sintomas da poliomielite são:

    • Febre;
    • Dor de cabeça;
    • Dor de garganta;
    • Dor no corpo;
    • Vômitos;
    • Diarreia ou prisão de ventre;
    • Espasmos musculares;
    • Rigidez na nuca;
    • Meningite.

    Quando a doença evolui para a poliomielite paralítica (forma mais grave) e atinge os neurônios motores, os sintomas iniciais são seguidos pela flacidez muscular que geralmente acomete as pernas, deixando-as paralisadas. Em dois terços dos casos, a paralisia pode persistir por mais de 60 dias depois do início da infecção.

    Diagnóstico da poliomielite

    O médico pode suspeitar de poliomielite sempre que o paciente apresentar sintomas como a paralisia repentina, especialmente em pessoas com menos de 15 anos. O diagnóstico deve ser confirmado por exames laboratoriais, incluindo:

    • Exame para a detecção do poliovírus nas fezes ou no catarro;
    • Exame para a pesquisa de anticorpos IgM no sangue;
    • Cultura de LCR (líquido cefalorraquidiano) para a pesquisa do agente causador;
    • Eletromiografia para o estudo da atividade elétrica do membro paralisado.

    A importância da vacina contra a poliomielite

    A única medida de prevenção específica contra a paralisia infantil é a vacina. A erradicação da doença no Brasil se deve à ampliação das campanhas de vacinação desde 1980, com o último caso tendo sido registrado em 1989.

    Porém, como a poliomielite ainda existe em outros países, especialmente no continente africano, pessoas que não foram imunizadas correm o risco de ser infectadas caso haja exposição ao vírus.

    Além disso, a erradicação da paralisia infantil só é mantida se pelo menos 95% das crianças com menos de cinco anos forem vacinadas. Quando isso não acontece, toda a comunidade enfrenta um risco maior de viver um surto da doença.

    Existem dois tipos de vacina contra a poliomielite:

    • VOP ou vacina oral contra a poliomielite: trata-se de vacina em gotinhas, feita com o poliovírus vivo porém enfraquecido. A VOP é uma vacina bivalente que protege contra os sorotipos 1 e 3 da doença;
    • VIP ou vacina inativada contra a poliomielite: esta é a vacina injetável, aplicada via intramuscular. Ela é produzida com partes do poliovírus (completamente inativado). A VIP é uma vacina trivalente que protege contra os sorotipos 1, 2 e 3 da doença.

    A Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim) recomenda que a imunização contra a poliomielite seja feita em três doses (aos 2, 4 e 6 meses de vida), com um reforço entre 15 e 18 meses e outro até os 5 anos de idade.

    Embora as duas vacinas sejam extremamente seguras, a OMS orienta que países com baixo risco para a doença, como o Brasil, deem preferência à VIP, que é feita com o vírus inativado. Essa recomendação também é válida para pessoas que vão viajar para destinos onde existe risco de transmissão da pólio.

    A VOP (gotinha) não é recomendada para pessoas com comprometimento do sistema imunológico, como aquelas que têm HIV.

    Utilize o site ou o aplicativo do MEDPREV para saber qual das vacinas contra a poliomielite é mais indicada para você ou para o seu filho.

    Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.


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