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Revisado pelo(a) Dra. Eva Gabryelle Vanderlei Carneiro Machado, CRM/PR 58112
Dolorosa e muito incômoda, a infecção urinária atinge o trato urinário, incluindo órgãos como rins, bexiga e uretra.
É mais comum em mulheres: estima-se que 50% delas terá ao menos um episódio do problema na vida.
Essa infecção atinge a marca de mais de 2 milhões de casos todos os anos no Brasil, como descrito pela SBN (Sociedade Brasileira de Nefrologia).
Saiba mais sobre o que causa infecção urinária, principais tipos e características a seguir.
A infecção urinária é um dos tipos de infecção mais comuns e ocorre quando bactérias atingem o trato urinário, que é composto por:
A doença acomete principalmente mulheres em idade reprodutiva, ou seja, entre os 20 e 30 anos.
Isto deve-se à anatomia do sistema urinário feminino, que favorece a entrada de fungos e bactérias.
Os principais sintomas, de modo geral, são:
Existem dois tipos principais de infecção urinária: pielonefrite e a cistite.
A primeira atinge os rins (apresenta sintomas mais severos e mais perigosos) e a segunda atinge a bexiga.
A cistite é uma infecção da bexiga, sendo um dos tipos mais comuns de doenças do sistema urinário, acometendo principalmente pessoas que têm diabetes não controlada.
A cistite compromete a imunidade do indivíduo e, assim como a Pielonefrite, também é causada principalmente pela bactéria E. coli.
É importante lembrar que essa bactéria está presente de forma natural no intestino e é fundamental para o processo de digestão.
A pielonefrite é um estágio avançado da cistite. Ela afeta os rins através dos tubos que conectam a bexiga a este órgão (ureteres).
Geralmente, as infecções urinárias começam na bexiga e depois, se não tratadas, podem espalhar-se para outros órgãos do sistema urinário.
Sua causa está ligada, principalmente, à bactéria . Porém, outras bactérias como a e também podem causar a infecção.
Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.
A causa principal para a infecção urinária é a entrada de bactérias nocivas no trato urinário do ser humano, que quando se proliferam, criam as colônias.
Assim, à medida que crescem, comprometem o funcionamento de todo o trato urinário, desencadeando sintomas que afetam a qualidade de vida e o bem-estar do paciente.
Vale salientar que, em algumas pessoas, a infecção urinária pode se manifestar de forma assintomática, ou seja, não apresentar sintomas.
Vários aspectos podem contribuir para o surgimento da doença, como o uso de peças íntimas apertadas (que dificultam a transpiração da pele), a falta de higiene íntima e a própria anatomia (em mulheres, a vagina se encontra próxima ao ânus). Saiba mais a seguir.
Além de comprometer diretamente o funcionamento dos rins em longo prazo, a falta de hidratação correta faz com que o corpo deixe de produzir urina suficiente para realizar a "lavagem" interna do trato urinário.
Isto permite que microrganismos (que deveriam ser eliminados pela urina), subam até a bexiga, provocando o problema.
Para manter o trato urinário saudável e em funcionamento adequado, é preciso consumir a quantidade de água ideal de acordo com o peso.
A atividade sexual pode, em alguns casos, introduzir bactérias na uretra, aumentando significativamente o risco de infecção, principalmente em mulheres.
Por isso, é muito importante realizar a higiene íntima após a relação sexual e estimular a micção (urinar) logo em seguida, para ajudar a limpar a uretra feminina (uma vez que este órgão é mais curto do que o masculino, o que torna mais fácil o alcance da bexiga por bactérias e fungos).
A urina ajuda a limpar as paredes da uretra e da bexiga, reduzindo a possibilidade de bactérias subirem até a bexiga.
Quando o indivíduo demora muito tempo para eliminar a urina, dificulta este processo de limpeza e facilita o desenvolvimento das bactérias.
Além disso, quando ocorre o acúmulo de urina no órgão, a bexiga se dilata ainda mais, não conseguindo a contração necessária para eliminar completamente a urina.
Por essa razão, o líquido pode permanecer na bexiga, aumentando a proliferação de microrganismos.
Deve-se substituir o absorvente ou o protetor sempre que necessário ao longo do dia.
Apesar de ambos serem uma ótima forma de manter a higiene durante o período menstrual, quando ficam sujos, os absorventes facilitam o desenvolvimento e a proliferação de bactérias.
Por isso, é preciso realizar a troca de acordo com a indicação do fabricante ou sempre que necessário.
O uso frequente de antibióticos altera o equilíbrio natural da microbiota do estômago e também do trato urinário, aumentando o risco de infecção, principalmente por bactérias que têm mais resistência a antibióticos.
Ao notar um ou mais sintomas, é fundamental procurar um clínico geral, ginecologista ou urologista para diagnóstico adequado, uma vez que uma infecção não tratada pode se tornar generalizada.
A infecção urinária em gestantes (ITU gestacional) pode ter impactos negativos diretos na mãe e no bebê.
Quando o corpo da mulher começa a se adaptar à gravidez, o sistema urinário fica mais suscetível a infecções, sendo esta a principal causa do problema.
Entre os principais sintomas neste quadro, estão:
Para o tratamento, é preciso consultar-se com a obstetra, que indicará os cuidados necessários de acordo com o quadro da paciente.
A infecção urinária em idosos é bastante comum e pode ser causada por diversos fatores, como:
Há mais de uma forma de reduzir o risco de contrair uma infecção urinária, mas é importante salientar que ter cuidados complementares não previne completamente a doença, somente diminui os fatores que podem desencadeá-la.
Entre alguns deles, estão:
Como mostrado no post sobre o que causa infecção urinária, conhecer mais sobre a doença é essencial para receber tratamento médico adequado e evitar a piora do quadro de saúde.
Essa doença comumente afeta as mulheres, podendo atingir qualquer órgão do trato urinário, incluindo bexiga, rins e uretra.
Entre as principais causas para o problema estão a falta de higiene íntima, a relação sexual sem proteção e o uso frequente de alguns remédios, principalmente diuréticos.
Vale salientar que a prevenção desempenha um papel crucial na redução dos riscos de infecções urinárias.
Outro ponto importante a ser destacado é a atenção maior que pessoas com diabetes ou anomalias no trato urinário devem dar à condição. O acompanhamento médico é crucial neste processo.
Ao notar um ou mais sintomas da infecção urinária, é indicado buscar orientação especializada para investigação do caso clínico e diagnóstico.