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Revisado pelo(a) Sr. Ari Henrique Faustino Batista, CRP/PR 0838955
Muitas vezes, as inseguranças da infância ou ao longo da vida podem alcançar a fase adulta, gerando problemas de ansiedade e impactando, inclusive, as relações sociais. É o caso do medo de rejeição e abandono.
Esse sentimento pode levar as pessoas a tomar ou deixar de tomar muitas iniciativas como uma tentativa de evitar que a situação negativa aconteça.
Além disso, mesmo a preocupação constante sobre a possibilidade de ser rejeitado já pode causar sofrimento.
Você quer entender mais sobre o medo de rejeição e abandono: causas e como lidar? Acompanhe o conteúdo a seguir.
O medo de rejeição e abandono é uma ansiedade intensa e persistente de ser excluído, deixado de lado ou rejeitado por outras pessoas.
Embora seja uma experiência humana comum, torna-se problemática quando é intensa, desproporcional e causa prejuízos significativos na vida do indivíduo.
Ou seja, é quando as experiências passadas de alguém acabam definindo suas emoções em determinadas situações, provocando medo de que aquelas emoções negativas ressurjam.
Quem convive com esse medo internamente também sente que nunca será aceito, que ser quem é não é o suficiente e que pode ser abandonado a qualquer momento.
A consequência disso é um estado de ansiedade constante que pode interferir nas mais diversas áreas da vida.
Esse sentimento abrange mais do que o distanciamento físico: também inclui o medo do abandono emocional, de não ter suas necessidades supridas e expectativas cumpridas.
Para identificar o medo de rejeição e abandono, é preciso conhecer os seus sinais, como se manifesta e as consequências na vida da pessoa afetada por ele, como:
Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.
O medo de rejeição e abandono gera um impacto significativo e negativo, tanto na vida pessoal quanto profissional.
Na esfera pessoal, a pessoa pode se sentir insegura e não querer se mostrar vulnerável, criando uma barreira na construção de novos relacionamentos.
Assim, se isola, evita conhecer pessoas novas e fazer conexões emocionais, uma vez que há o temor de se magoar.
Portanto, devido à sua negatividade, ela se autossabota e afasta experiências que poderiam ser positivas.
Já em sua vida profissional, uma pessoa com esse sentimento tem medo de que terceiros rejeitem suas ideias, por exemplo.
Assim, raramente se expressam em reuniões e, mesmo com colegas mais próximos, elas mantêm esse comportamento para que não sejam criticadas ou tenham o desinteresse como reação.
A consequência disso pode ser uma limitação no crescimento profissional e na evolução da carreira, devido à perda voluntária de oportunidades.
Quem tem medo de rejeição e abandono frequentemente adota uma postura defensiva em qualquer área da vida, como uma comunicação agressiva ou atitudes de procrastinação.
Elas também costumam deixar de atender suas próprias necessidades em detrimento da vontade dos outros.
Ao tentar agradá-los sempre, iniciam uma dinâmica que não é saudável, além de promover o desequilíbrio na relação.
O medo de perder, inclusive, contribui para a dependência emocional, levando o indivíduo a manter a situação ou relacionamento devido ao receio do abandono, mesmo quando há prejuízos para si.
Outro ponto do comportamento que pode refletir a condição mental de alguém que tem medo do abandono é não conseguir lidar com opiniões contrárias; elas podem ter a percepção de que esse tipo de situação é uma rejeição.
Esses são alguns dos exemplos que podem afetar o indivíduo em diferentes contextos.
Contudo, somente profissionais da saúde, como o psicólogo, podem fazer uma avaliação precisa para identificar os aspectos relacionados ao quadro mental do paciente.
As causas do medo de rejeição e abandono podem ser variadas e geralmente estão relacionadas a experiências na infância, ainda que não se resumam a ela. Alguns exemplos são:
Para lidar com o medo de ser rejeitado ou abandonado, é preciso acompanhamento profissional de um psicólogo.
A psicoterapia possibilita que a pessoa identifique os traumas que geraram este medo e que criaram seus padrões negativos de pensamento.
A partir disso, é possível trabalhar para revertê-los ou para lidar com eles de forma mais saudável, sem que continuem interferindo e prejudicando a vida do indivíduo.
Confira a seguir as perguntas mais comuns feitas por quem deseja entender mais sobre medo de rejeição e abandono.
É o receio de ser deixado de lado, o que acontece geralmente após situações traumáticas. Assim, causa a sensação de que pessoas importantes podem ir embora a qualquer momento.
As causas do medo de rejeição geralmente estão ligadas a experiências emocionais marcantes, principalmente durante a infância.
Exemplos incluem abandono parental, bullying na escola, negligência, críticas constantes e relacionamentos abusivos.
Existem diversos sinais de que uma pessoa sofre com o medo de ser rejeitada, como evitar situações sociais, desistir de objetivos por medo de fracassar, sentir-se constantemente ansiosa e ter baixa autoestima.
Lidar com o medo de abandono e rejeição exige um processo de autoconhecimento, que pode ser desenvolvido com o apoio da psicoterapia.
O acompanhamento com um psicólogo ajuda a identificar os traumas que causaram esses medos e a trabalhar os padrões de pensamento negativos.
Entre os sinais de trauma de abandono, estão: dificuldade em confiar nos outros, necessidade constante de validação, medo de intimidade, comportamento de autossabotagem, hipersensibilidade a críticas, postura defensiva e isolamento social.
Nos relacionamentos adultos, o trauma de abandono pode aparecer como medo de ter suas ideias rejeitadas por colegas ou superiores no trabalho, por exemplo. Na vida pessoal, leva o indivíduo a ter dificuldade de dizer "não" e à necessidade de agradar constantemente.
O complexo de rejeição é um padrão psicológico em que a pessoa interpreta muitas situações como rejeição, mesmo quando não são.
Isso pode levá-la a se sentir inferior, evitar relações sociais, interpretar críticas de forma exagerada e viver com medo constante de ser excluída ou abandonada.
O medo do abandono pode causar transtorno de ansiedade, depressão e afastamento social. A pessoa pode evitar novos relacionamentos e perder oportunidades profissionais.
Quem sofre com trauma de abandono costuma adotar uma postura defensiva e se antecipa à rejeição, afastando pessoas ou sendo agressivo na comunicação. Pode aceitar qualquer afeto, mesmo insuficiente, por medo de perder vínculos.
Perder o medo da rejeição é um processo que exige tempo, paciência e apoio.
A psicoterapia é essencial para ajudar a pessoa a identificar os traumas e crenças que alimentam esse medo, promovendo o desenvolvimento de novos padrões de comportamento.
Como mostrado neste post "Medo de rejeição e abandono: causas e como lidar", muitas vezes há sentimentos negativos que surgem de situações impactantes que podem acontecer desde a infância até a vida adulta.
Esses sentimentos podem se tornar desafios ao longo dos anos, afetando significativamente diferentes aspectos das relações se não houver suporte profissional para lidar com eles.
Por isso, ao se identificar com essa situação, é fundamental procurar auxílio de um profissional como o psicólogo, que guia os pacientes para que eles mesmos possam solucionar os seus desconfortos e recuperar a sua autoconfiança.