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    1. Como saber se tenho TDAH?
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    TDAH
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    Como saber se tenho TDAH?

    17/03/2026 • Tempo de leitura 8 min

    Revisado pelo(a) Sr. Ari Henrique Faustino Batista, CRP/PR 0838955

    O transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) é uma condição neurobiológica comum que afeta crianças, adolescentes e adultos. Caracteriza-se por sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade que podem causar dificuldades significativas no desempenho acadêmico, profissional e nos relacionamentos interpessoais.

    Você já se perguntou "como saber se tenho TDAH"? Descubra a seguir os principais sintomas do transtorno, características e quais profissionais procurar para o diagnóstico e tratamento.

    O que é o TDAH?

    O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta a capacidade de prestar atenção, controlar impulsos e regular o comportamento.

    De acordo com a Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA), o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é uma condição que afeta de 5% a 8% da população mundial.

    No entanto, a complexidade do TDAH vai além dos sintomas principais, pois estudos apontam que a maioria das crianças diagnosticadas com o transtorno apresenta também outras comorbidades.

    Estima-se que cerca de 70% das crianças com TDAH apresentam pelo menos uma comorbidade, enquanto pelo menos 10% delas têm três ou mais comorbidades associadas.

    As comorbidades são condições de saúde mental que ocorrem em conjunto com o TDAH, podendo agravar os sintomas e a dificuldade de funcionamento da pessoa afetada.

    Esse transtorno é caracterizado por sintomas persistentes e debilitantes de desatenção, hiperatividade e impulsividade, que estão presentes em diferentes contextos, como em casa, na escola e no trabalho.

    O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um distúrbio neurobiológico que afeta pessoas de todas as idades.

    Fatores de risco do TDAH

    O TDAH não é causado por um único fator, mas sim por uma combinação de elementos genéticos, neurobiológicos e ambientais.

    Fatores genéticos

    O TDAH tem uma forte influência genética. Pessoas com parentes de primeiro grau com TDAH têm um risco maior de desenvolver o transtorno.

    Pesquisas sugerem que genes relacionados ao funcionamento dos neurotransmissores, como dopamina e noradrenalina, podem estar envolvidos no desenvolvimento do TDAH.

    Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.


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    Alterações funcionais em circuitos dopaminérgicos e noradrenérgicos

    Alterações nos níveis de dopamina e noradrenalina têm sido observadas em pessoas com TDAH.

    Essas alterações podem afetar o sistema de recompensa e motivação, a regulação do humor e o controle cognitivo.

    Disfunção Executiva

    A disfunção executiva consiste em ter dificuldades no controle e regulação das funções cognitivas superiores, como o planejamento, a organização, a memória de trabalho e a autorregulação emocional.

    Estudos indicam que o TDAH está associado a déficits nessas habilidades, o que pode resultar em dificuldades no foco, na atenção e no controle de impulsos.

    Fatores ambientais

    Embora a influência genética seja significativa, fatores ambientais também desempenham um papel importante no desenvolvimento do TDAH.

    Exposição pré-natal ao tabaco, álcool e drogas, além de complicações durante a gravidez e parto, têm sido associadas a um maior risco de desenvolver TDAH.

    O ambiente familiar, incluindo níveis de estresse, dinâmica familiar e estilo de criação, também pode influenciar no desenvolvimento e na manifestação dos sintomas do TDAH.

    É importante ressaltar que o TDAH é um transtorno complexo e que a combinação desses fatores pode variar em cada indivíduo.

    Além disso, é possível que haja uma interação entre fatores genéticos, neurobiológicos e ambientais, o que torna o diagnóstico e o tratamento do TDAH um desafio.

    Embora as causas exatas do TDAH ainda não sejam completamente compreendidas, o conhecimento sobre os fatores contribuintes tem auxiliado no desenvolvimento de abordagens terapêuticas e intervenções adequadas.

    Sintomas do TDAH

    Os sintomas podem variar de uma pessoa para a outra e a condição pode se manifestar de maneira diferente em crianças, adolescentes e adultos. A seguir, veja os principais sintomas do TDAH:

    Sintomas de desatenção

    Os sintomas de desatenção são caracterizados por dificuldades em manter o foco, prestar atenção aos detalhes, seguir instruções e organizar tarefas. Alguns sinais comuns de desatenção são:

    • dificuldade em prestar atenção em detalhes;
    • cometer erros por descuido;
    • dificuldade em se concentrar em tarefas ou atividades;
    • desorganização e dificuldade em gerenciar o tempo;
    • esquecimento frequente de compromissos ou tarefas;
    • dificuldade em seguir instruções ou em concluir tarefas;
    • distração fácil por estímulos externos;
    • perda frequente de objetos pessoais;
    • evitar tarefas que exijam esforço mental prolongado.

    Sintomas de hiperatividade

    Os sintomas de hiperatividade são caracterizados por um excesso de energia e inquietude motora. Entre os principais sinais de hiperatividade estão:

    • inquietude constante e dificuldade em permanecer sentado;
    • agitação das mãos e pés;
    • dificuldade em se envolver em atividades tranquilas;
    • falar excessivamente e de forma impulsiva;
    • dificuldade em esperar a sua vez, seja para falar ou realizar uma atividade.

    Sintomas de impulsividade

    Os sintomas de impulsividade incluem a dificuldade em controlar os impulsos e tomar decisões precipitadas. Entre os principais sintomas de impulsividade estão:

    • falar ou responder antes de pensar;
    • dificuldade em esperar a vez em situações de grupo;
    • tomar decisões impulsivas sem considerar as consequências;
    • interrupção frequente de outras pessoas durante conversas ou atividades;
    • dificuldade em controlar emoções intensas.

    É importante destacar que, para o diagnóstico, os sintomas devem:

    • estar presentes desde a infância (geralmente antes dos 12 anos).
    • ocorrer em pelo menos dois contextos diferentes (ex.: casa e escola/trabalho).
    • causar prejuízo significativo no funcionamento social, acadêmico ou profissional.

    A presença isolada de alguns desses comportamentos não é suficiente para o diagnóstico, pois podem ser comuns em várias situações ou em outros transtornos.

    Diagnóstico do TDAH

    Ao identificar a presença dos sintomas mencionados anteriormente, que tenham início na infância, persistem por pelo menos seis meses e causam prejuízos significativos nas diferentes áreas da vida, é importante buscar uma avaliação profissional para confirmar o diagnóstico de TDAH.

    O diagnóstico do TDAH deve ser feito por um profissional de saúde especializado, como o psicólogo e o psiquiatra, sendo frequentemente realizado por uma equipe multidisciplinar.

    Os especialistas avaliam os sintomas, histórico médico e realizam testes específicos para determinar se o indivíduo atende aos critérios diagnósticos do TDAH.

    Para isso, os especialistas avaliam os sintomas, histórico médico e desenvolvimento, realizam entrevistas clínicas estruturadas, aplicam escalas de avaliação com o paciente e, quando possível, com familiares ou professores.

    A partir da avaliação clínica, determina-se o indivíduo atende aos critérios diagnósticos do TDAH estabelecidos por manuais como o DSM-5 ou CID-11.

    Ao reconhecer os sintomas da condição, é possível buscar o suporte necessário para lidar com os desafios associados.

    O entendimento e a conscientização sobre o TDAH são essenciais para garantir uma abordagem adequada e o bem-estar contínuo das pessoas que vivem com essa condição.

    Tratamento e gerenciamento do TDAH

    O tratamento do TDAH geralmente envolve uma abordagem que combina intervenções comportamentais, terapia psicossocial e, em alguns casos, medicação.

    É importante ressaltar que o tratamento é individualizado, levando em consideração a idade, intensidade dos sintomas e necessidades de cada pessoa.

    Terapias comportamentais

    As intervenções comportamentais desempenham um papel fundamental no tratamento do TDAH.

    A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é frequentemente utilizada, ajudando a pessoa a identificar padrões de pensamento negativos e a desenvolver estratégias de autogerenciamento.

    A TCC pode auxiliar no aprimoramento das habilidades sociais, no controle de impulsos e na organização das tarefas diárias.

    Terapia psicossocial

    A terapia psicossocial também desempenha um papel importante no tratamento do TDAH, especialmente para lidar com questões emocionais e melhorar a autoestima.

    A terapia individual ou em grupo pode oferecer suporte emocional, ajudar a desenvolver habilidades de enfrentamento e melhorar os relacionamentos interpessoais.

    Medicação

    Para muitos indivíduos, a medicação é fundamental no tratamento, especialmente quando os sintomas são moderados a graves.

    Os medicamentos mais comumente prescritos são os estimulantes, que atuam no sistema nervoso central para ajudar a aumentar a atenção e reduzir a hiperatividade.

    Também existem opções de medicamentos não estimulantes que atuam de forma diferente, como aqueles que aumentam a disponibilidade de neurotransmissores no cérebro.

    A prescrição e o acompanhamento medicamentoso devem ser feitos por médicos, como o psiquiatra ou o neurologista, levando em consideração os riscos e benefícios para cada paciente.

    O tratamento medicamentoso é considerado seguro e altamente eficaz quando bem indicado e monitorado.

    Estratégias de gerenciamento

    Além das intervenções comportamentais e da medicação, existem outras estratégias de gerenciamento que podem ser adotadas para lidar com os desafios do TDAH. Algumas delas são:

    • criar um espaço de trabalho organizado e livre de distrações pode ajudar a melhorar o foco e a concentração;

    • estabelecer uma rotina consistente, o que pode ajudar a pessoa com TDAH a se organizar;

    • definir metas claras e alcançáveis, o que pode ajudar a manter a motivação e o senso de realização;

    • a realização de atividade física regular, o que pode ajudar a reduzir a hiperatividade, melhorar o humor e promover o bem-estar geral;

    • uma dieta saudável e equilibrada (recomenda-se a orientação de um nutricionista), com a ingestão adequada de nutrientes, o que pode contribuir para a saúde mental e o funcionamento cerebral.

    Além disso, contar com o apoio de familiares, amigos e profissionais de saúde pode auxiliar no enfrentamento dos desafios do TDAH, uma vez que é possível receber suporte emocional e orientações práticas, além de compartilhar experiências.

    É importante destacar que o tratamento do TDAH é contínuo e pode exigir ajustes ao longo do tempo.

    O acompanhamento médico regular é essencial para monitorar a eficácia do tratamento, ajustar a medicação, realizar terapias de acompanhamento e fornecer suporte contínuo.

    O tratamento adequado do TDAH pode trazer melhorias significativas na qualidade de vida, permitindo que a pessoa desenvolva estratégias eficazes para lidar com os sintomas, melhore o desempenho acadêmico e profissional, fortaleça os relacionamentos interpessoais e aumente a autoconfiança.

    Conclusão

    Como mostrado no post "Como saber se tenho TDAH?", diagnosticar o transtorno requer uma análise profissional, pois é preciso avaliar o paciente, seu histórico e os sintomas presentes, como desatenção, hiperatividade e impulsividade, além do impacto em situações do dia a dia.

    Com o tratamento adequado e o suporte necessário, é possível gerenciar os sintomas do TDAH e melhorar a qualidade de vida.

    É importante lembrar que cada pessoa é única, assim como a manifestação do transtorno. Portanto, ao suspeitar do diagnóstico, é fundamental buscar ajuda profissional.