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    Ansiedade
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    Como diminuir a ansiedade e o estresse no dia a dia?

    02/02/2026 • Tempo de leitura 8 min

    Revisado pelo(a) Sr. Ari Henrique Faustino Batista, CRP/PR 0838955

    A vida adulta comumente é marcada pela alta carga de trabalho e por compromissos, tanto profissionais quanto pessoais. Essa rotina intensa pode provocar ansiedade e estresse, sendo possível evoluir para um problema de saúde mental grave se não houver o seu gerenciamento.

    Conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS), 90% da população mundial lida com estresse crônico.

    Esse problema desestrutura a saúde mental e física, provocando diversos sintomas, além de poder perdurar por toda a vida em alguns casos.

    Você quer saber como diminuir a ansiedade e o estresse no dia a dia? Saiba mais sobre o assunto a seguir.

    O que é estresse?

    O estresse é uma reação do organismo que acontece quando há uma sensação de ameaça (mesmo que não seja real), levando à tensão e ao estado de alerta.

    Quando crônico, persiste por um longo período, mesmo que em intensidade menor, mas é capaz de trazer prejuízos significativos para a qualidade de vida e saúde.

    Quando agudo, manifesta-se de forma curta e intensa, sendo comumente causado por acontecimentos impactantes e repentinos.

    A ansiedade pode surgir devido ao estresse ou ser intensificada por ele, causando diversos sintomas, como tremores, náuseas e falta de ar.

    Quando o estresse e a ansiedade surgem, principalmente em conjunto, exigem cuidado redobrado para o seu gerenciamento.

    O que é ansiedade?

    Assim como o estresse, a ansiedade está relacionada a situações percebidas como ameaçadoras, novas e desafiadoras (com resultado incerto), gerando uma grande preocupação devido às ações que podem ser tomadas. Quando surge, provoca medo e sensação de urgência.

    Sentir-se ansioso é natural e comum, principalmente em situações do dia a dia, funcionando como um mecanismo de proteção.

    Contudo, quando se torna frequente, desproporcional ou incapacitante, causa sofrimento significativo e há prejuízos em algum aspecto da vida, pode se tornar um transtorno mental: o transtorno de ansiedade.

    A ansiedade, quando evolui para um transtorno de ansiedade, pode se dividir nos seguintes tipos:

    • Agorafobia - medo de estar em locais ou circunstâncias em que parece ser difícil escapar ou receber ajuda em caso de uma crise de pânico;
    • Fobia social (ou transtorno de ansiedade social) - medo intenso e persistente causado por interações ou exposições públicas, além de medo de ser julgado, humilhado ou rejeitado pelas pessoas;

    Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.


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  1. Transtorno (síndrome) do pânico - episódios súbitos de medo extremo acompanhados de sintomas físicos (como dor no peito) e psicológicos intensos;
  2. Transtorno de ansiedade generalizada (TAG) - preocupação contínua e exagerada com diversos aspectos da vida, com tendência a analisar em excesso cada situação;
  3. Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) - presença de ideias intrusivas e obsessivas que provocam comportamentos repetitivos e ritualizados.
  4. O estresse e a ansiedade apresentam sensações semelhantes, como medo, agitação e angústia.

    No entanto, o estresse geralmente é uma reação a situações externas e específicas, enquanto a ansiedade tende a ser uma resposta interna de antecipação a uma ameaça percebida, podendo surgir mesmo sem um motivo aparente.

    Além disso, a ansiedade pode aparecer em consequência de períodos prolongados de estresse, ou ser agravada por eles.

    Sintomas do estresse e da ansiedade

    A ansiedade e o estresse no dia a dia apresentam sintomas similares que podem aparecer em conjunto ou não, como:

    • agitação constante;
    • alterações no apetite;
    • alterações no desejo sexual;
    • aperto na mandíbula;
    • apreensão frequente;
    • batimentos cardíacos rápidos;
    • boca ressecada;
    • desconforto muscular;
    • dificuldade para adormecer;
    • dificuldade para se concentrar;
    • dores no peito;
    • dores no estômago;
    • fadiga persistente;
    • inquietação;
    • irritabilidade intensa;
    • lapsos de memória;
    • mãos e pés gelados;
    • medo sem motivo claro;
    • obsessão por preocupações;
    • respiração acelerada;
    • roer as unhas;
    • sensação de falta de controle;
    • sensibilidade emocional elevada;
    • suor excessivo;
    • tensão nos músculos;
    • tristeza constante;
    • tremores corporais.

    Uma pessoa com estresse ou ansiedade deve consultar um médico psiquiatra ou um psicólogo para avaliação.

    O profissional verificará a presença dos sintomas compatíveis com essas condições e sua intensidade, além de realizar uma avaliação do contexto de vida do paciente, para determinar corretamente o tratamento.

    A psicoterapia pode ser indicada, assim como o uso de medicação de forma complementar, dependendo do quadro do paciente.

    Causas do estresse e da ansiedade

    O estresse e a ansiedade, geralmente, possuem as mesmas causas, sendo as principais:

    • Cobrança excessiva - exigir demais de si ou dos outros gera exaustão e ansiedade;
    • Dificuldade de equilibrar rotina - falta de tempo para lazer e descanso prejudica o bem-estar;
    • Perda de entes queridos - o luto traz sofrimento emocional e sensação de desamparo;
    • Problemas de saúde - doenças prolongadas ou cirurgias despertam medo e apreensão;
    • Problemas financeiros - dificuldades para quitar as contas geram tensão e preocupação constante;
    • Questões ambientais - ruídos frequentes e ambientes desconfortáveis elevam o estresse e a irritação;
    • Questões profissionais - pressão e excesso de tarefas no trabalho causam desgaste e inquietação;
    • Relacionamentos pessoais - conflitos familiares, amorosos ou entre amigos provocam angústia e nervosismo;
    • Traumas - experiências marcantes ou "choques" emocionais aumentam o medo e a tensão;
    • Fatores biológicos e genéticos - histórico familiar de transtornos de ansiedade e diferenças na química cerebral também desempenham um papel.

    Como reduzir a ansiedade e o estresse no dia a dia?

    É possível ajudar a aliviar a ansiedade e o estresse no dia a dia adotando algumas medidas:

    • ter uma alimentação balanceada e hidratação adequada para melhorar a resposta do organismo ao estresse;
    • buscar o autoconhecimento para compreender situações que são estimulantes do estresse e ativam a ansiedade, os pensamentos que elas provocam e as melhores formas de lidar com eles;
    • começar a estabelecer prioridades, dizer "não" quando for necessário e preservar o autocuidado;
    • fazer higiene do sono, adotando rotina regular e hábitos saudáveis para promover um ambiente que estimule o sono, como evitar telas e bebidas cafeinadas durante a noite;
    • meditar ou fazer exercícios de relaxamento para reduzir o número de pensamentos e trazer o foco à respiração e às sensações, promovendo a redução dos batimentos cardíacos e uma respiração mais profunda;
    • praticar atividades físicas regulares para reduzir a produção de cortisol (hormônio do estresse) no organismo e estimular a produção de endorfina e serotonina, hormônios do bem-estar e da felicidade.

    É importante lembrar que essas são algumas dicas que podem auxiliar na redução da ansiedade e do estresse, leves a moderados.

    Contudo, em casos de sintomas intensos, persistentes ou que causam prejuízo significativo, é fundamental buscar avaliação e orientação de um profissional de saúde mental (psicólogo ou psiquiatra), que poderá indicar os cuidados e tratamentos mais adequados, como psicoterapia específica (ex.: TCC) ou intervenção farmacológica quando necessário.

    FAQ (Perguntas frequentes)

    Quais são os sinais de que uma pessoa está estressada?

    Entre os principais sintomas, estão cansaço constante, irritação fácil e dificuldade para relaxar e dormir.

    O que uma pessoa com ansiedade deve evitar?

    Evitar excesso de informações, consumo de cafeína e outras substâncias estimulantes, superexposição a notícias estressantes, isolamento social, procrastinação de problemas que geram preocupação e ambientes muito agitados.

    Qual é o órgão mais afetado pela ansiedade?

    O cérebro é o órgão mais impactado, porque ele controla as reações emocionais e físicas do corpo. Sistemas como o cardiovascular, digestivo e muscular também são frequentemente impactados.

    Qual é o gatilho da ansiedade?

    Existe mais de um gatilho: situações de pressão, mudanças repentinas (como a perda de um ente querido ou do emprego) ou lembranças negativas, por exemplo.

    Como ter controle da ansiedade?

    Desenvolver estratégias de manejo como técnicas de respiração e grounding (ancoragem no presente), praticar a reestruturação cognitiva (questionar pensamentos ansiosos) e manter uma rotina saudável são fundamentais. Para quadros mais severos, psicoterapia (como a TCC) e, em alguns casos, medicação (sob prescrição médica) são os tratamentos de escolha.

    Como desestressar rápido?

    Em situações de estresse agudo, técnicas de respiração profunda (inspirar por 4 segundos, segurar por 4, expirar por 6), alongamentos suaves ou uma breve caminhada podem ajudar a regular o sistema nervoso em minutos.

    Como posso acalmar minha mente?

    Com silêncio, respiração consciente, afastamento de estímulos excessivos e engajando-se em uma atividade monótona e repetitiva (ex.: fazer tricô, colorir).

    Quais são os sinais de esgotamento mental?

    Dificuldade de concentração, apatia e sensação de esvaziamento emocional são alguns deles. Seu aparecimento exige acompanhamento profissional.

    Como posso tirar meu cérebro do modo de alerta?

    Realizar atividades relaxantes e pausas regulares reduz a sensação de vigilância constante.

    O que acalma o sistema nervoso?

    Atividades que promovem o relaxamento profundo: respiração lenta e profunda, meditação, yoga, tai chi chuan, massagem, contato com a natureza e atividades prazerosas e sem pressão.

    Como posso controlar minha mente ansiosa?

    Identificando os padrões de pensamento ansioso ("E se...?"), desafiando-os com perguntas realistas, praticando o foco no presente (mindfulness) e redirecionando a atenção para uma tarefa concreta quando os pensamentos acelerarem. A psicoterapia é altamente eficaz para desenvolver essas habilidades.

    Quais são os sintomas físicos do estresse?

    É comum que haja batimentos rápidos, tensão muscular, dores de cabeça, alterações gastrointestinais (náusea, diarreia, constipação), sudorese, palpitações e alterações no sono, dentre outros.

    Quais são os sintomas de ansiedade?

    Além dos sintomas emocionais, como preocupação excessiva e medo, são comuns sintomas físicos, como respiração curta, mãos frias, tremores, aceleração dos batimentos cardíacos, tontura, nó na garganta, ondas de calor/frio e inquietação.

    O que alivia a ansiedade rápido?

    Respirar fundo e se concentrar em algo real, como o toque das mãos e sensações corporais (lavar o rosto com água fria), reduz a ansiedade momentânea. Contudo, se houver crises constantes, um médico deverá ser consultado. Para crises frequentes ou intensas, é essencial buscar ajuda profissional.

    O que piora a ansiedade?

    Falta de sono, excesso de preocupações, alimentação irregular, falta de rotina, consumo de cafeína/álcool/estimulantes, sedentarismo, isolamento social podem intensificar um quadro de ansiedade.

    Conclusão

    Como mostrado neste post "Como diminuir a ansiedade e o estresse no dia a dia?", ambos são causados por gatilhos similares, podendo gerar diversos sintomas e prejuízos.

    Quando a ansiedade e o estresse são agudos, podem ser reduzidos com medidas simples envolvendo mudanças no estilo de vida.

    Contudo, se os sintomas são intensos, persistentes, causam sofrimento significativo ou prejuízo funcional, o diagnóstico e o auxílio de um profissional de saúde mental (psicólogo ou psiquiatra) são fundamentais para um tratamento adequado e eficaz.