
• Tempo de leitura 6 min
Revisado pelo(a) Dra. Claudia Eliane Massola, CRP/SP 06141519
A autocrítica pode trazer pontos positivos quando ela vem acompanhada do reconhecimento dos erros e da busca pela melhoria interna. Contudo, a autocrítica excessiva pode levar a questionamentos desnecessários, desencadeando baixa autoestima.
Se uma pessoa se cobra constantemente e espera de si mesma a perfeição, ela pode perder a autoconfiança e a autoestima, uma vez que essa é uma idealização inalcançável.
Quer saber mais sobre o assunto? Descubra se a autocrítica excessiva pode causar ansiedade ou depressão, a seguir.
A autocrítica excessiva é aquela que foge à percepção dos próprios erros, provocando um sentimento de infelicidade, frustração e culpa com os resultados de ações ou falta delas.
Quando a percepção da responsabilidade e da consequência das ações começa a provocar dor emocional e desmotivação, a autocrítica supera os limites aceitáveis.
Isso ocorre porque, em vez de estimular a pessoa a seguir em frente, trabalhando melhor suas oportunidades, ela provoca vergonha por ter errado e/ou se equivocado.
A autocrítica excessiva afeta a autoestima da pessoa e provoca uma série de sentimentos ruins.
Por isso, ela pode contribuir para o desenvolvimento de transtornos como ansiedade e depressão.
Uma pessoa com autocrítica excessiva possui uma cobrança interna muito grande para sempre acertar.
Assim, está constantemente avaliando e reavaliando suas próprias ações, pensando em como elas poderiam ser diferentes.
Ao focar nessa narrativa de que sempre poderia melhorar e nada do que faz está bom o suficiente, o indivíduo começa a se preocupar de forma contínua.
A possibilidade de errar passa a provocar medo de ser julgada, desencadeando ansiedade.
Quando este problema perdura por muito tempo, a ansiedade passa a ser uma constante, podendo se tornar crônica.
Quando uma pessoa começa a se questionar incansavelmente sobre suas falhas, mantendo padrões inalcançáveis, pode passar a conviver com um sentimento de insuficiência que, ao longo do tempo, tem potencial para evoluir para uma depressão.
Isso porque a autocrítica excessiva leva a pensamentos de fraqueza, de fracasso, frustração, insegurança e incapacidade.
Com essa imagem de si mesma, uma pessoa pode se sentir triste e desesperançosa, lidando com outros sintomas negativos que levam à depressão.
Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.
Além da ansiedade e da depressão, a autocrítica excessiva pode provocar transtornos como a fobia social, distúrbios alimentares e problemas como:
Eliminar a autocrítica excessiva é uma necessidade para evitar problemas mentais e emocionais. Mas, para fazer isso, é preciso aprender a identificá-la.
A seguir, confira os sinais de que há exagero na visão e avaliação que uma pessoa tem de si mesma:
É importante utilizar a autocrítica de forma saudável, com equilíbrio, aproveitando-a para melhorar diferentes aspectos da vida.
Além disso, é preciso entender que há um limite aceitável para pensar sobre os erros, refletir, avaliar e aprender a não cometê-los mais.
Se a autocrítica não está levando a essa melhoria e está causando dor, ela precisa ser repensada.
Lembre-se de que errar faz parte da condição humana, ou seja, é inevitável.
Outro ponto importante é se atentar ao perfeccionismo, e perceber se as autocobranças são realistas.
Muitas vezes, as críticas feitas são infundadas e atuam somente como promotoras de sentimentos negativos.
Diferenciar esses pensamentos, e buscar um fundamento lógico para eles, é essencial para filtrar pontos que precisam, de fato, de atenção, daqueles que são somente preocupações irrelevantes.
É indicado buscar ajuda sempre que houver autocobrança excessiva em um nível significativo, ou seja, quando o problema passa a interferir na rotina da pessoa e no seu bem-estar.
Se ela começa a deixar de vivenciar certas situações por medo de errar, evita conversar com pessoas (até mesmo próximas) para não ser julgada, isso indica a necessidade de acompanhamento profissional, por meio de uma consulta psicológica.
Com o tempo, esses sentimentos negativos podem levar a problemas como insônia e alterações no apetite, afetando a saúde física, além da mental.
Lidar com a pressão interna pode, inclusive, contribuir para o desenvolvimento de transtornos mentais.
Por isso, um psicólogo é o profissional ideal para auxiliar o indivíduo na mudança de padrões de comportamento e ações.
Com técnicas específicas, ele pode intervir até que o paciente desenvolva capacidade de diferenciar o ideal do possível, minimizando a autocobrança do que ela espera que aconteça.
Além disso, ele pode ensinar o paciente a gerir o estresse e a promover um diálogo interno que não seja autodepreciativo e que impulsione sua melhora constante.
Abaixo estão perguntas feitas comumente por pessoas que buscam entender as causas e consequências da autocrítica excessiva.
O excesso de autocrítica ocorre quando a análise dos próprios comportamentos ultrapassa o limite saudável, e passa a provocar culpa constante, desânimo e sensação de fracasso.
Esse padrão de pensamento deixa de ser um estímulo à melhora e se torna um obstáculo emocional, gerando sofrimento e paralisando ações por medo de falhar novamente.
Superar a autocrítica exagerada exige reconhecer os limites entre aprender com os erros, e se punir por eles.
É necessário desenvolver consciência sobre os próprios pensamentos, questionar padrões irrealistas, identificar gatilhos emocionais e adotar atitudes mais equilibradas e racionais.
Na psicologia, a autocrítica é entendida como a capacidade de refletir sobre as próprias atitudes e falhas, buscando crescimento e evolução pessoal.
Quando equilibrada, contribui para o amadurecimento emocional; porém, quando intensificada, pode se transformar em um padrão mental nocivo, afetando a autoestima, motivação e bem-estar.
Esse tipo de perfeccionismo se caracteriza pela exigência constante de resultados impecáveis, e pela desvalorização do que foi feito diante de qualquer falha, mesmo mínima.
Está diretamente ligado à autocrítica intensa, levando ao medo de errar, à insatisfação crônica com o desempenho pessoal e à dificuldade de reconhecer conquistas como legítimas.
Autocrítica negativa é aquela que, em vez de contribuir para o crescimento, gera insegurança e desvalorização, pois a pessoa não aceita quando algo não atinge o objetivo esperado.
Ela atinge diretamente a autoestima, levando a pessoa a focar apenas nos erros ou falhas, sem oferecer direcionamentos úteis ou apoio construtivo.
Como mostrado neste post "Autocrítica excessiva pode causar ansiedade ou depressão?", quando a autocobrança acontece de forma recorrente e atrapalha diferentes aspectos da vida, precisa de atenção.
Aceitar que tudo nem sempre é feito corretamente, além de se comparar constantemente com os outros, pode prejudicar a autoestima, autoconfiança e até potencializar o desenvolvimento de problemas mentais e físicos.
Qualquer sinal de sofrimento emocional precisa ser avaliado e acompanhado por um profissional, como o psicólogo.