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Revisado pelo(a) Sr. Ari Henrique Faustino Batista, CRP/PR 0838955
A dor da separação é como um luto pelo qual a pessoa passa: há fases, é difícil superar e pode mudar a maneira como se enxerga a vida. O sentimento pode ser doloroso, inclusive, quando ambas as partes concordam em se separar.
Isso acontece porque um relacionamento representa mais do que a união de duas pessoas: é o reflexo de sonhos e planos feitos juntos em um futuro construído a cada dia.
Assim, quando há a interrupção das expectativas e, principalmente, do vínculo, é preciso lidar com os desafios de seguir por caminhos diferentes.
Contudo, é possível gerenciar os sentimentos e mudanças de forma mais leve e saudável durante esse momento.
Saiba mais sobre o assunto "Separação: como superar?" a seguir.
Com algumas dicas, como as descritas abaixo, é possível começar a superar uma separação.
Contudo, é importante lembrar que, caso haja um sofrimento contínuo e impactos significativos em diferentes aspectos da vida, pode ser necessário buscar a ajuda de um psicólogo.
Não é incomum encontrar pessoas que, ao passarem por uma separação, mudam o visual.
Cortar e/ou pintar o cabelo, refazer o guarda-roupa e mudar o estilo são alguns exemplos de mudanças externas que podem ajudar a lidar com o processo por um ponto de vista de renovação.
A alteração na aparência pode ser uma forma de externalizar a nova fase, ajudando a redescobrir o que você gosta.
É muito importante falar sobre os sentimentos dolorosos, para organizar as ideias e aprender a lidar com eles.
Conversar com amigos, escrever e/ou procurar um psicólogo pode ajudar na autorreflexão, contribuindo para a construção da força necessária em um momento de separação.
Em muitos casos, manter o contato com a pessoa que era parceira pode resgatar sentimentos e tópicos sensíveis, tornando o processo de separação mais desafiador.
Além disso, mesmo se não há a possibilidade de reatar, pode ser construída a expectativa de que a relação seja retomada.
Principalmente quando há dependência emocional, ter essa esperança pode causar ainda mais sofrimento.
Por isso, o ideal é que os dois mantenham contato apenas para solucionar o que for estritamente necessário, como divisão de bens ou guarda dos filhos.
É comum que muitas pessoas, ao passarem pela separação, comecem a viver novas experiências e, principalmente, compartilhá-las nas redes sociais.
Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.
Para quem busca superar o término, o ideal é evitar buscar atualizações sobre a outra pessoa, inclusive pela internet.
Além de poder despertar sentimentos negativos e desencadear o desejo de retomar a relação, observar a outra pessoa estando em um momento doloroso pode criar a falsa sensação de que o outro já superou e de que você também já deveria ter seguido em frente.
Manter a rotina como era antes da separação pode tornar mais difícil superá-la.
Por isso, ao se permitir descobrir novos gostos, lugares e conhecer pessoas, é possível se sentir melhor consigo e se manter motivado.
Construir novas conexões e se reaproximar de pessoas que fazem bem pode fazer toda a diferença na recuperação do otimismo.
Faz parte da separação se questionar sobre essa ter sido a melhor decisão. Contudo, é importante manter em mente o motivo que levou a isso.
Listar os principais pontos negativos da relação e buscar ser racional em momentos em que se deseja reatar pode ajudar a não "voltar atrás".
Quando se está em um relacionamento, é comum que a maior parte do tempo disponível seja dedicada a essa pessoa.
Mas, após o término, há mais disponibilidade para se dedicar a pessoas queridas.
Assim, visitar familiares, marcar compromissos com amigos e se reaproximar de colegas, além de fortalecer os vínculos com pessoas próximas, pode ajudar a aliviar a sensação de solidão.
Não é incomum que algumas pessoas, assim que terminam um relacionamento, iniciem outro sem processar a separação e refletir sobre os motivos que levaram a ela.
Muitas vezes, esse pode ser um mecanismo para evitar a dor, mas além dela, outros sentimentos podem ser carregados e projetados no novo relacionamento.
Dessa forma, pode ser iniciado um novo ciclo de situações, comportamentos e conflitos.
Isso, além de trazer sofrimento para o novo parceiro, pode tornar ainda mais difícil identificar as causas dos problemas na relação e solucioná-las.
O tempo ocioso é um dos principais desafios para a superação de uma separação, uma vez que é inevitável relembrar e pensar na pessoa que era sua parceira.
Por isso, o ideal é ocupá-lo de maneira produtiva e direcioná-lo para si. É possível incluir na rotina novos hobbies, atividades físicas e, inclusive, sessões de psicoterapia.
Se o término se deu com uma pessoa com quem se morava junto, o ideal é reajustar os pensamentos e o ambiente.
Trocar móveis, cores das paredes, itens de decoração, cama e banho, entre outros, pode ajudar a evitar a lembrança do outro em todos os lugares.
Além disso, pode ser uma oportunidade de tornar o ambiente mais confortável e que reflita a personalidade de quem o habita.
Superar uma separação fica ainda mais difícil quando a pessoa foca no que viveu durante o relacionamento, no que foi ou poderia ter sido.
Por isso, é fundamental focar no momento presente, vivendo de forma plena e consciente.
Fazer meditação e ioga, por exemplo, pode ajudar a se concentrar em si, tanto fisicamente quanto mentalmente.
Cada pessoa lida com o término de forma única, por isso, é importante se lembrar de que não há tempo ou forma ideal de superá-lo.
Para algumas pessoas, o processo pode ser mais leve, contudo, para outras pode ser mais desafiador, seja devido à forma como se sentem, à conexão construída ou à longevidade da relação.
Independente do relacionamento, se há a necessidade de ter suporte para lidar com a separação, o psicólogo é o profissional indicado.
Além de ser capacitado para oferecer técnicas ao paciente para lidar com seus pensamentos e emoções, ele ajuda a trilhar caminhos novos, ressignificar os momentos passados e encarar os erros como fonte de aprendizado.
Acompanhe, a seguir, as fases mais comuns pelas quais as pessoas passam na separação.
Na primeira fase, é possível que um dos parceiros ou ambos, mesmo sabendo que o relacionamento não funciona mais, desejem voltar.
É comum a busca pelo outro por meio de mensagens, ligações ou qualquer meio que possa mantê-los conectados.
Na segunda fase, a pessoa percebe que realmente o relacionamento não tem mais volta e que ela precisa lidar com isso.
Comumente, nessa etapa surge uma série de sentimentos, como dor, raiva, medo e culpa, que podem surgir de forma alternada e intensa.
Se os sentimentos não são gerenciados de forma saudável e persistem, podem desencadear desde ansiedade até depressão.
A terceira fase acontece quando a pessoa aceita que a vida continua e consegue retomar sua rotina independente do outro.
Nesse momento, começam a surgir outras prioridades na vida, há a busca por novas atividades e a retomada de experiências que trazem bem-estar.
Na quarta fase, a pessoa se sente mais preparada para iniciar um novo relacionamento, caso seja sua vontade, além de se sentir mais madura.
Ela já não tem sentimentos negativos de forma intensa e reconhece que o melhor foi o fim do relacionamento.
Agora, sente-se mais confiante e tem mais vontade de focar em si mesma.
A duração varia conforme o vínculo, intensidade da relação e a forma como a pessoa lida com o término. Não existe um tempo padrão, sendo um processo individual.
Manter contato frequente com o ex; acompanhar suas redes sociais; entrar em outro relacionamento sem refletir; isolar-se das pessoas queridas; ignorar os próprios sentimentos.
Recomeçar exige aceitar o fim, reorganizar a vida com novos hábitos, retomar vínculos afetivos e focar no presente, resgatando o autocuidado e a independência emocional.
Isso varia para cada pessoa, mas a fase dos sentimentos confusos costuma ser a mais delicada, por envolver dor, raiva, medo e culpa, podendo afetar profundamente o bem-estar emocional.
Como mostrado neste post "Separação: como superar", não é fácil terminar um relacionamento, mas há diversos caminhos que uma pessoa pode seguir para superá-lo.
Vivenciar o processo, entender que é temporário e que faz parte se sentir triste, é fundamental para encarar os desafios relacionados ao término.
Contudo, vale ressaltar que, caso haja um sofrimento contínuo e impactos negativos para a vida, é ideal buscar a ajuda profissional de um psicólogo.