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Revisado pelo(a) Sr. Ari Henrique Faustino Batista, CRP/PR 0838955
Comportar-se com medo ou insegurança ao redor de pessoas, mesmo que sejam queridas, pode indicar a presença da dificuldade em se relacionar.
Quando alguém tem algum bloqueio que o impede de estar em locais cheios, de falar sobre si e de estreitar relacionamentos, é comum que um sentimento negativo surja e possa evoluir para quadros como a ansiedade.
Contudo, é preciso lembrar que há estratégias e técnicas para lidar com a situação, ajudando a construir conexões de forma saudável.
Conheça as 5 principais causas da dificuldade em se relacionar e descubra o que fazer.
A dificuldade em se relacionar consiste em ter bloqueios e problemas que interferem nos relacionamentos pessoais e profissionais.
É importante não confundir, contudo, características da personalidade de uma pessoa com dificuldade em se relacionar.
É possível que alguém tenha timidez e não consiga falar diante de um público ou sobre assuntos pessoais, por exemplo.
O comportamento se torna preocupante quando há um excesso de retração social que, além do medo de julgamento, se manifesta fisicamente em tensão, ansiedade e outras sensações negativas.
Nesse caso, pode haver ou passar a existir um transtorno de saúde mental em desenvolvimento, como a fobia social, transtorno de ansiedade social ou a depressão.
Vale lembrar que é possível haver dificuldade em estabelecer uma conexão e construir um relacionamento com pessoas de diferentes contextos sociais, como familiar, profissional e pessoal, por exemplo.
Não existe apenas uma causa para a dificuldade em se relacionar, cada pessoa possui suas próprias razões para manifestar esse bloqueio.
Pode ser desde insegurança, baixa autoestima e medo da rejeição até indisponibilidade emocional.
Por sua vez, esses sentimentos podem ter origem até mesmo na infância, em questões dolorosas que foram vivenciadas.
Ao sofrer com elas, a pessoa pode desenvolver um bloqueio emocional como uma forma de evitar sentir dor novamente.
Dessa forma, ela passa a não se colocar em situações em que possa ser rejeitada, desenvolver dificuldades para falar sobre seus sentimentos ou desenvolver padrões de comportamento disfuncionais.
Mesmo que a causa seja individual, é possível definir os 5 principais fatores desencadeantes das dificuldades em se relacionar:
Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.
O ser humano é um ser social, por isso, não socializar e ter dificuldade em se relacionar pode ser muito desafiador.
Muitas pessoas, inicialmente, têm dificuldade em manter relações com as outras, mas conseguem superá-las ao longo do tempo.
Contudo, quando alguém não consegue lidar com esse bloqueio, pode haver impactos significativos em sua vida, como:
Muitos sintomas podem indicar dificuldade em socializar. Contudo, apenas um psicólogo é capaz de avaliar o paciente e definir quais são as suas dificuldades e potenciais problemas de saúde mental.
Confira os sinais que, se presentes, indicam a necessidade de fazer uma avaliação com o profissional.
Uma pessoa com dificuldade em se relacionar pode ter os seguintes sintomas físicos ao precisar socializar:
Em relação aos sintomas psicológicos, podem surgir:
Para algumas pessoas, pode ser difícil mudar por conta própria os comportamentos e pensamentos relacionados à dificuldade em se relacionar.
Por isso, contar com um profissional, como o psicólogo, pode ser a melhor opção, uma vez que este especialista pode direcionar o paciente para descobrir o seu potencial e ressignificar seus receios.
Também é importante participar ativamente da terapia, permitindo-se conhecer novas camadas de si mesmo por meio da abertura sobre seus medos, vulnerabilidades e inseguranças.
É preciso buscar ajuda psicológica sempre que a dificuldade em socializar estiver sendo um incômodo que a pessoa não consegue lidar sozinha.
É especialmente indicado procurar um profissional quando o medo e o desconforto de estar entre outras pessoas forem grandes, além de quando houver sinais de uma fobia social em desenvolvimento.
Um psicólogo pode ajudar a manejar os sintomas e identificar padrões de pensamento e comportamento, além de indicar estratégias para que a dificuldade em socializar seja superada.
O profissional não faz julgamentos e o paciente tem total abertura para falar sobre suas inseguranças.
Confira, a seguir, as perguntas mais feitas por quem quer entender as causas da dificuldade em se relacionar.
As dificuldades para se relacionar podem ter origens diversas, como vivências traumáticas, criação rígida, fatores genéticos, ambientes sociais desfavoráveis ou experiências psicológicas recentes.
Além disso, insegurança, medo da rejeição e baixa autoestima também podem estar por trás desse bloqueio.
A dificuldade extrema de se relacionar geralmente está ligada a bloqueios emocionais criados para evitar sofrimento.
Essas barreiras podem ter se formado a partir de experiências negativas ou dolorosas, que acabam impedindo a criação de vínculos afetivos ou sociais.
Existem momentos em que preferir a solidão é algo natural e até saudável, especialmente após situações desgastantes.
No entanto, quando essa recusa ao convívio se torna constante e traz sofrimento, pode ser sinal de uma questão mais profunda que precisa de atenção.
Relacionamentos são afetados por uma série de fatores, incluindo traumas passados, padrões emocionais disfuncionais, dificuldades de comunicação, insegurança e medo do julgamento.
Esses elementos interferem tanto nos laços afetivos quanto nas interações do dia a dia.
A falta de conexão pode estar relacionada a sentimentos de inadequação, experiências negativas anteriores, padrões de apego inseguro ou até traços de personalidade, como o medo da exposição.
Quando esses fatores se tornam intensos, geram um afastamento emocional e dificultam a aproximação.
O bloqueio social costuma se manifestar tanto no corpo quanto no comportamento, com sinais como ansiedade ao interagir, medo excessivo de julgamentos, desconforto em locais públicos, dificuldades para manter relações e sintomas físicos, como tensão e falta de ar.
A psicologia entende que pessoas mais fechadas podem ter desenvolvido esse comportamento como uma forma de proteção diante de experiências difíceis ou inseguranças.
Ao investigar esses padrões, é possível compreender suas origens e promover a abertura gradual ao convívio social.
Como mostrado neste post “5 principais causas da dificuldade em se relacionar”, é comum e natural não ser aberto a se relacionar em situações específicas.
Contudo, quando há um medo de estar com pessoas, prejuízos na vida social e profissional, além de sofrimento, pode ser necessária a intervenção de um profissional como o psicólogo.
Por meio de estratégias abordadas na terapia, é possível modificar pensamentos e comportamentos ligados ao bloqueio emocional, além de ser uma oportunidade para conhecer mais sobre si e entender as possíveis causas relacionadas a essa dificuldade.