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Endoscopia é um exame que permite a visualização das estruturas internas do corpo e o diagnóstico de alterações com o uso do endoscópio, um tubo fino e flexível com uma pequena câmera em sua extremidade.
Hoje em dia, o exame de endoscopia é praticamente sinônimo de endoscopia digestiva alta. Nessa técnica, o tubo é inserido pela boca para avaliar esôfago, estômago e começo do intestino. É sobre esse tipo que vamos tratar neste artigo.
Vale observar que existem outros tipos de endoscopia, como endoscopia nasal e endoscopia ginecológica. Além disso, existe a endoscopia terapêutica, que é destinada ao tratamento de diversas condições do tubo digestivo, como a redução de estômago por endoscopia.
Algumas pessoas acham que a endoscopia dói e têm receio de realizar esse exame. Porém, esse desconforto não existe, pois trata-se de um exame indolor, já que são utilizados anestésicos durante o procedimento.
Para isso, borrifa-se um spray de anestésico local (geralmente xilocaína) na garganta para reduzir sua sensibilidade e evitar acessos de tosse ou engasgo durante a inserção do tubo. A anestesia para endoscopia também inclui a aplicação de sedativos por via intravenosa para que o paciente relaxe e durma durante o exame.
No caso de endoscopia em crianças menores, costuma-se utilizar a anestesia geral por via inalatória, já em maiores é possível utilizar a sedação intravenosa.
O exame de endoscopia geralmente é feito com o paciente deitado de lado para proporcionar maior conforto. Depois que a sedação faz efeito, o médico insere o endoscópio pela boca (que é mantida aberta com o auxílio de um objeto de plástico). O tubo é conduzido até a porção inicial do intestino delgado e as imagens capturadas pela câmera são exibidas em um monitor.
Para proporcionar uma melhor visualização do trato digestivo, é necessário que os órgãos sejam insuflados com a introdução de ar. No fim do exame, esse ar é aspirado para que o paciente não tenha nenhum mal-estar.
Caso seja encontrada alguma lesão suspeita, o médico colhe uma amostra de tecido para biópsia. Além disso, o exame de endoscopia pode incluir o tratamento medicamentoso e a remoção de pólipos e tumores em fase inicial.
Quando feita apenas para diagnóstico, a endoscopia costuma durar de 15 a 20 minutos. Se é necessário utilizá-la para fazer um tratamento, a duração da sessão depende da natureza da lesão.
Cada clínica tem suas próprias recomendações, mas, em geral, o preparo para endoscopia inclui as seguintes orientações:
Assim que a sedação é interrompida e o exame de endoscopia é finalizado, o paciente desperta rapidamente e já pode consumir alimentos. Contudo, é preciso permanecer em observação na clínica por 10 a 30 minutos.
Além disso, o paciente deve estar acompanhado por um adulto, pois não estará autorizado a dirigir. Como recomendação complementar, recomenda-se fazer repouso no restante do dia.
Como se trata de um exame invasivo, a endoscopia costuma ser solicitada pelo gastroenterologista apenas quando o paciente apresenta queixas relacionadas ao trato gastrointestinal. Entretanto, ela pode ser realizada com mais frequência em pessoas com histórico familiar de pólipos ou câncer e para o monitoramento de gastrite crônica, tumores e cirurgia de redução do estômago.
Este exame não costuma ser solicitado para gestantes, mas uma paciente grávida pode fazer endoscopia caso haja sintomas ou suspeita de doenças que ameacem sua saúde ou a saúde do bebê. O procedimento em si não oferece grandes riscos para a mãe e o feto, mas os medicamentos sedativos podem causar malformações no primeiro trimestre.
Não é possível definir um valor fixo para a endoscopia, já que os custos para realizar o procedimento variam de acordo com a clínica.
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