BLOG MEDPREV

Vitamina D: qual é a importância para o organismo e o que a deficiência pode causar?

Conheça as funções da vitamina D no organismo, os prejuízos que a deficiência traz para a saúde e a melhor forma de obter essa substância.

Você já deve ter ouvido falar que tomar sol faz bem porque fortalece os ossos, certo? Pois então saiba que isso é verdade, já que a exposição solar é a principal forma de obter vitamina D, uma substância essencial para a manutenção da saúde óssea. Também conhecida como calcitriol, a vitamina D é classificada como vitamina lipossolúvel, ou seja, que se dissolve em gordura, assim como as vitaminas A, E e K. É possível encontrar as formas precursoras da vitamina D nos alimentos, mas a dieta é capaz de suprir no máximo de 10% a 20% das necessidades do organismo.  Por isso, a melhor fonte de vitamina D é a exposição solar, já que a pele é capaz de produzir mais de 90% das quantidades necessárias a partir do contato com os raios ultravioleta.

Qual é a importância da vitamina D para o organismo

A principal função da vitamina D é regular o metabolismo do cálcio e do fósforo, dois minerais essenciais para a saúde dos ossos, mas ela também atua em outros órgãos e mecanismos. Saiba mais sobre o papel da vitamina D no organismo:

1. Fortalecimento dos ossos

A vitamina D atua no intestino para estimular a absorção do cálcio e do fósforo provenientes da alimentação. Dessa forma, o organismo pode utilizar esses minerais para a construção e a reparação dos ossos, em um processo conhecido como mineralização.

2. Saúde cardíaca e muscular

A contração muscular, que acontece inclusive no coração para o bombeamento do sangue, também depende da presença de cálcio e fósforo para ocorrer de forma adequada.

3. Reforço do sistema imunológico

A vitamina D ativa algumas das nossas principais células de defesa, como os linfócitos, por isso ela tem papel no reforço da imunidade contra doenças infectocontagiosas.

4. Prevenção de doenças 

Diversos estudos relacionam quantidades suficientes de vitamina D com uma menor taxa de doenças como obesidade, diabetes, pressão alta, esclerose múltipla e diversos tipos de câncer, como câncer de mama, reto e cólon.

O que a deficiência de vitamina D pode causar?

A deficiência de vitamina D ou hipovitaminose D leva à redução da absorção de cálcio e fósforo pelo intestino. Consequentemente, todas as funções que dependem dessa vitamina ou desses minerais são prejudicadas.  Veja o que a deficiência de vitamina D pode causar:

1. Raquitismo e retardo no crescimento

Caso uma gestante tenha deficiência de vitamina D, o bebê também pode ser afetado, aumentando o risco de desenvolver raquitismo, uma doença que leva ao amolecimento e enfraquecimento dos ossos. Além disso, a hipovitaminose D na infância pode causar atraso no crescimento, prejuízo no desenvolvimento dos dentes, maior tendência a cáries e arqueamento das pernas.

2. Osteomalácia e osteoporose

Assim como as crianças são atingidas pelo raquitismo, os adultos com deficiência de vitamina D podem desenvolver osteomalácia, que se caracteriza pelo amolecimento e enfraquecimento dos ossos, tornando-os mais vulneráveis a fraturas. Além disso, a hipovitaminose D pode levar à desmineralização, ou seja, à perda de cálcio dos ossos, deixando-os mais porosos e suscetíveis a quebras. Essa condição caracteriza a osteoporose, que é mais comum em pessoas mais velhas, especialmente nas mulheres depois da menopausa.

3. Fraqueza muscular e tendência a quedas

Como a falta de vitamina D leva à redução na absorção de cálcio, pode haver também um prejuízo na contração dos músculos. A partir disso, podem surgir sintomas como dores, espasmos e fraqueza muscular. Somado com o enfraquecimento dos ossos, o prejuízo à contração muscular leva a um risco maior de quedas e consequentes fraturas.

4. Predisposição a doenças autoimunes

Diversos estudos científicos encontraram evidências de que a deficiência de vitamina D aumenta as chances de desenvolver doenças autoimunes como artrite reumatoide e lúpus. Além disso, a falta dessa vitamina parece estar associada uma maior intensidade no grau de manifestação dessas doenças.

5. Maior risco de câncer e sequelas de AVC

Os pesquisadores também encontraram indícios de que a deficiência de vitamina D pode aumentar o risco de desenvolver câncer de cólon, mama, pulmão e bexiga, além de aumentar a mortalidade dessa doença. Ainda, níveis baixos de vitamina D foram associados à ocorrência de acidente vascular cerebral (AVC ou derrame) com sequelas mais graves, reduzindo as chances de recuperação da pessoa afetada.

Como manter níveis saudáveis de vitamina D

Embora a vitamina D seja encontrada em alimentos como óleo de fígado de bacalhau, salmão, sardinha, ovos e fígado de frango e gado, seria necessário consumir grades quantidades desses produtos para obter toda a quantidade necessária.

Por isso, a melhor forma de garantir níveis saudáveis de vitamina D é tomando sol diariamente, de preferência pela manhã e sem utilizar protetor solar.

Para pessoas de pele branca, cerca de 15 minutos são suficientes; já para pessoas de pele negra, recomenda-se uma exposição de aproximadamente uma hora. A suplementação de vitamina D deve ser feita apenas com orientação médica.

Se você tem dúvidas sobre o assunto, agende sua consulta pelo site ou aplicativo do MEDPREV.

Fonte(s): Hospital Sirio LibanesRBAC e Saúde Abril

posts relacionados
5 de agosto: Dia Nacional da Saúde, da Farmácia e do Médico Patologista
Leia mais...