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Vacina faz bem ou mal à saúde? 7 mitos e verdades sobre vacinação

Vacina causa autismo? Ela contém mercúrio mesmo? Pode tomar duas vezes? Em tempos de informações conflitantes, é essencial saber se a vacina faz bem ou mal

Não é de hoje que informações desencontradas sobre a vacinação provocam muitas dúvidas, especialmente sobre imunizar ou não os filhos. Hoje em dia, porém, a tecnologia facilitou a disseminação dos boatos, por isso muitas pessoas já não sabem mais dizer se a vacina faz bem ou mal à saúde.

Em meio a esse mar de informações controversas, é importante saber em quais fontes você pode confiar. Pensando nisso, nós elaboramos esta lista com mitos e verdades sobre a vacinação para você tomar sempre a melhor decisão em relação à sua saúde e à da sua família:

1. A vacina para doenças comuns da infância não é necessária

Mito. Doenças como rubéola, sarampo e caxumba podem ser vistas como comuns durante a infância, mas isso não significa que elas não possam causar complicações sérias em crianças e adultos.

Encarar essas enfermidades infectocontagiosas como “episódios normais da infância” pode resultar em infecção do ouvido, diarreia, pneumonia e encefalite, muitas vezes necessitando de internamento e podendo até mesmo levar à morte.

Por isso, vale a pena seguir o calendário nacional de imunização mesmo para doenças mais simples, como a catapora, de modo a evitar as complicações e o sofrimento da criança.

2. Toda vacina pode causar efeitos adversos

Verdade. Como todo medicamento, as vacinas podem causar efeitos colaterais, mas eles costumam se restringir a uma dor leve no local da aplicação e uma febre baixa por um a dois dias.

Contudo, se a pessoa tiver alergia a algum componente da fórmula, as reações adversas podem ser mais graves, como rash cutâneo, inchaço dos lábios e dificuldade de respiração. Nesse caso, é preciso procurar atendimento médico de urgência.

3. A vacina da gripe pode causar gripe

Mito. Por ser feita com vírus mortos, a vacina da gripe não tem como causar essa doença na pessoa imunizada – e inclusive ela é a melhor forma de prevenir essa infecção respiratória.

O que pode acontecer é que a pessoa já esteja com o vírus circulando no corpo devido a um contato prévio, mas ainda no chamado período de incubação, ou seja, o intervalo entre o contágio e a manifestação dos sintomas (no caso da gripe, ele varia de 4 a 6 dias).

Assim, quando a pessoa toma a vacina e logo depois começa a sentir o mal-estar típico dessa doença, ela faz uma associação equivocada e acredita que a gripe foi provocada pela imunização, o que não é verdade.

4. É necessário continuar tomando a vacina mesmo se a doença já tiver sido erradicada

Verdade. A erradicação da doença em determinado local não significa que o agente causador tenha sido eliminado do mundo todo. Inclusive, a erradicação de doenças como poliomielite, sarampo e rubéola traz uma falsa sensação de segurança, pois a população não ouve mais falar delas e não conhece seus riscos.

Esse foi o caso do sarampo: depois de ter sido erradicado, o vírus voltou à Europa e causou uma epidemia em 2017 porque a cobertura vacinal havia diminuído e muitas pessoas estavam vulneráveis a ele.

O Brasil, por sua vez, havia sido declarado livre do sarampo pela Organização Mundial da Saúde. Porém, dois anos depois, novos casos voltaram a ser registrados em Roraima – provavelmente por causa da migração de venezuelanos que não puderam ser vacinados em função do colapso do sistema de saúde do país vizinho.

5. As vacinas são perigosas porque contêm mercúrio

Mito. O mercúrio participa da fabricação de algumas vacinas por estar presente em uma molécula chamada timerosal, um conservante que impede o desenvolvimento de fungos e bactérias em frascos com várias doses da imunização.

O timerosal é utilizado nas vacinas desde 1930 e tem seu emprego recomendado pela Organização Mundial de Saúde porque essa forma do mercúrio é segura e não se acumula no organismo.

6. As vacinas podem causar autismo

Mito. Esse boato teve origem em uma pesquisa conduzida pelo médico britânico Andrew Wakefield e publicada em 1998 na revista científica The Lancet, o que tomou grandes proporções e trouxe um enorme prejuízo para a cobertura vacinal.

De acordo com o estudo, 12 crianças que haviam sido vacinadas contra o sarampo desenvolveram autismo. Porém, os métodos utilizados da pesquisa foram colocados em xeque pela comunidade científica, pois havia evidências de que Wakefield havia fraudado os dados.

Seis anos depois, a revista The Lancet assumiu que não deveria ter publicado esse artigo e, em 2010, Wakefield perdeu seu registro como médico por ter forjado a relação entre a vacina e o autismo.

7. Tomar a mesma vacina duas vezes não faz mal para a saúde

Verdade. Isso não quer dizer que essa prática seja recomendada, porém, se você não tiver certeza sobre ter tomado uma vacina ou não e tiver perdido sua carteirinha de vacinação, é melhor repetir a dose do que correr o risco de ficar suscetível à doença.

Nesse caso, você pode procurar um centro de imunizações para receber toda a orientação necessária sobre as vacinas que devem ser feitas e seus possíveis efeitos colaterais.

Outra dica é agendar uma consulta com o clínico geral ou com pediatra (no caso das crianças), ambos disponíveis pelo MEDPREV, para se informar sobre as medidas a serem tomadas e esclarecer qualquer dúvida que tenha restado sobre se a vacina faz bem ou mal à saúde.

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