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Ultrassom na gravidez: tudo o que você precisa saber

Quantos ultrassons são recomendados durante a gestação? Faz mal para o bebê? Quando é possível saber o sexo? Esclareça suas dúvidas sobre ultrassonografia.

Assim que o teste de gravidez dá positivo, a maior parte das gestantes fica ansiosa para fazer o primeiro exame de ultrassom, ver o corpinho do bebê se formando, descobrir de quantas semanas ela está e saber se o bebê está se desenvolvendo corretamente.

Também chamado de ecografia ou ultrassonografia, esse é o exame que permite descobrir qual é o sexo da criança – ou o sexo das crianças no caso de gêmeos.

Sem dúvidas, trata-se de um momento de muita emoção, mas muitas mulheres têm dúvidas sobre como esse exame funciona. Confira nossas perguntas e respostas sobre o ultrassom na gravidez:

1. Quantos exames de ultrassom são necessários na gestação?

Não existe uma regra para o número de ultrassonografias durante a gravidez, mas o médico costuma solicitar pelo menos três, ou seja, no mínimo uma por trimestre. Dessa forma, os exames podem ser feitos da seguinte maneira:

  • 1º ultrassom: entre 11 e 14 semanas (primeiro trimestre);

  • 2º ultrassom: por volta de 20 semanas (segundo trimestre);

  • 3º ultrassom: entre 34 e 37 semanas (terceiro trimestre).

Apesar disso, é comum que o obstetra solicite mais do que três ultrassons. Na maior parte das vezes, isso não significa que haja suspeita de alguma anormalidade, mas sim que as imagens obtidas não foram nítidas o suficiente para avaliar todos os fatores necessários.

2. O ultrassom faz mal para o bebê? Como esse exame é feito?

Não. O ultrassom é um exame indolor, não invasivo e seguro tanto para a mãe quanto para o bebê. Diferente de exames como a radiografia e a tomografia computadorizada, a ecografia não utiliza radiação ionizante, que seria prejudicial ao feto.

Em vez disso, a ultrassonografia é realizada com o auxílio do ecógrafo, um aparelho que emite ondas sonoras em diferentes frequências. Essas ondas atravessam os tecidos da mãe e são refletidas pelo feto, gerando um eco que é traduzido em imagens.

Muitas gestantes ficam preocupadas que o som emitido pelo aparelho possa incomodar o bebê, mas não existe possibilidade de isso acontecer porque a frequência das ondas de ultrassom é muito superior ao limite máximo que o ouvido humano consegue captar.

Dessa forma, o único incômodo costuma ser a aplicação do gel utilizado para aumentar a penetração das ondas, pois ele pode ser bem gelado.

3. Com quantas semanas dá para ver o embrião no ultrassom?

O ultrassom transvaginal permite a visualização do embrião a partir da quinta semana, quando ele mede cerca de 5 milímetros. Também é possível ver o saco gestacional e a vesícula vitelina, descartando uma gravidez ectópica (nas tubas uterinas).

Nessa época, a ecografia ainda identifica quantos embriões se formaram, ou seja, você pode descobrir se se trata de uma gestação única ou gemelar. Caso você esteja esperando gêmeos, esse ultrassom permite visualizar se eles estão se desenvolvendo na mesma placenta (gêmeos idênticos) ou não.

Os batimentos do coração, por sua vez, podem ser detectados a partir da sexta semana. Vale lembrar que, caso não seja possível visualizar o embrião ou ouvir seus batimentos, o mais provável é que a mulher esteja grávida há menos tempo do que se imagina, sendo necessário repetir o exame entre 7 e 10 dias.

4. Como calcular a data da concepção pelo ultrassom?

A data da concepção pode ser calculada com mais precisão no ultrassom do primeiro trimestre, pois os embriões têm um desenvolvimento muito parecido entre 7 e 13 semanas de gestação.

Para isso, o cálculo se baseia na medida da cabeça até o bumbum do bebê (medida craniocaudal), que é obtida durante o ultrassom.

Esse método permite estimar a idade gestacional e a data provável de parto com uma margem de erro menor do que o cálculo realizado a partir da data da última menstruação.

5. Quando é possível descobrir o sexo do bebê pelo ultrassom?

O médico pode arriscar um “chute” sobre o sexo do bebê a partir de 13 semanas de gestação, mas as chances de erro são maiores do que 20%. Por isso, o melhor é aguardar pelo menos até as 20 semanas, quando é feito o ultrassom morfológico.

Essa é uma ultrassonografia mais detalhada que permite visualizar o sexo com mais clareza, além de avaliar a formação de órgãos como coração, cérebro, fígado, estômago, baço e pulmão, entre outros.

O ultrassom morfológico também serve para verificar o desenvolvimento do bebê por meio da medida da cabeça, do fêmur e da circunferência abdominal e para determinar a localização da placenta.

6. Quais problemas são identificados pelo ultrassom?

A idade gestacional em que se realiza a ecografia permite identificar diferentes doenças, malformações e outras anormalidades. Alguns dos principais problemas que podem ser descobertos na ultrassonografia são:

  • Primeiro trimestre: gravidez ectópica, gravidez molar, aborto espontâneo;
  • Entre o primeiro e o segundo trimestre: problemas cromossômicos, como a síndrome de Down (ultrassom de translucência nucal, realizado entre 11 e 14 semanas);
  • Segundo trimestre: malformações como lábio leporino, problemas renais, cardiopatias, microcefalia;
  • Terceiro trimestre: hidrocefalia, placenta prévia e causas de sangramentos vaginais, além de identificar a posição do bebê para o parto.

Lembre-se de que são raros os casos em que uma alteração realmente se confirma como um problema. Além disso, a detecção precoce muitas vezes permite a realização de tratamentos quando o bebê ainda está dentro da barriga da mãe.

Aproveite a praticidade do MEDPREV para agendar seu ultrassom ou sua consulta com o médico obstetra e receba orientações específicas para você e o seu bebê.

Fonte(s): Revista CrescerMD SaúdeVixTua Saúde e Bebê.com.br

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