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Tudo sobre enxaqueca: o que é, sintomas, causas e tratamento

Doença atinge tanto homens quanto mulheres, mas é mais frequente entre elas especialmente dos 25 aos 45 anos.

Uma simples dor de cabeça pode evoluir para um quadro mais grave e causar bastante incômodo: a enxaqueca. A doença é caracterizada por uma dor pulsante em um dos lados da cabeça e geralmente vem acompanhada de sintomas como fotofobia, fonofobia, náuseas e vômitos.

Dados do Ministério da Saúde indicam que esse quadro afeta mais mulheres do que homens. Entre elas, o percentual gira entre 5% e 25% enquanto entre eles os índices variam entre 2% e 10% da população. A doença predomina ainda em pessoas com idade entre 25 e 45 anos. Entre 3% a 10% das crianças também podem sofrer do mesmo mal.

Para compreender melhor como a enxaqueca ocorre e quais são os seus tratamentos, é preciso conhecer um pouco mais sobre essa doença e suas variações. A enxaqueca pode ser do tipo episódica ou crônica, além da enxaqueca com aura e sem aura.

O que é e por que temos enxaqueca?

A enxaqueca é um tipo de cefaleia (dor de cabeça) que pode ser considerada relativamente comum. Como já mencionamos, de acordo com o Ministério da Saúde uma em cada quatro mulheres pode sofrer deste mal, enquanto entre os homens o índice pode chegar a um a cada dez.

Infelizmente, não há uma causa determinante relacionada ao que pode causar uma enxaqueca. As explicações científicas vão desde a alterações no cérebro a até mesmo heranças genéticas. Na prática, porém, é possível definir o que ocorre no organismo do paciente quando ele apresenta alguns desses sintomas.

As células nervosas quando excitadas reagem a algum gatilho externo, enviando impulsos para os vasos sanguíneos e causando a sua constrição. Após, há uma dilatação com liberação de prostaglandinas, serotonina e outras substâncias inflamatórias, causando a dor.

Embora não exista um padrão relacionado a esses gatilhos - basicamente, o que ocorre com um paciente não ocorre necessariamente com outro -, algumas situações são vistas como mais comuns, tais como: estresse; jejum prolongado; privação de sono; perfumes e odores fortes; mudanças bruscas de temperatura; luzes e sons intensos; entre outros fatores.

Reconhecendo os sintomas de enxaqueca

Logo no início desse artigo, mencionamos que uma simples dor de cabeça pode evoluir para um quadro de enxaqueca. Quando a crise de cefaleia dura de 4 a 74 horas, com dor unilateral e pulsátil, é sinal que você deve procurar um médico o quanto antes para que não haja evolução no quadro.

Além disso, sintomas secundários como náusea, vômito, irritabilidade, sensibilidade à luz e a sons, sensação de fadiga, tontura e problemas de concentração também estão entre as características perceptíveis dessa doença. Como as possibilidades são amplas, nem sempre todos os diagnósticos de enxaqueca são feitos à tempo.

A estimativa é que no Brasil pouco mais da metade dos pacientes com enxaqueca (56%) procurem atendimento médico. Esse fator pode ser considerado um agravante, pois sem a consulta com um profissional de saúde, seja ele um clínico geral ou neurologista, é difícil obter um diagnóstico preciso. A solicitação de exames complementares, físicos e neurológicos, também é uma possibilidade.

Enxaqueca com aura

Na maioria dos casos analisados, a enxaqueca pode ser considerada do tipo sem aura. No entanto, sintomas extras podem indicar a presença da chamada enxaqueca com aura. Entre eles, destacamos: visão de pontos luminosos, visão embaçada, sensação de dormência e formigamento, fraqueza e dificuldades na fala.

De acordo com as diretrizes da Headache International Society, caso o paciente apresente cinco ou mais crises incluindo as características citadas no item anterior, há grandes possibilidades de que estejamos mesmo diante de um quadro de enxaqueca. Portanto, ao notar a progressão dos sintomas nas primeiras 24 horas, procure imediatamente um médico.

Fim das dores de cabeça: como é feito o tratamento

Antes de iniciar qualquer tipo de tratamento contra a enxaqueca, é fundamental obter um diagnóstico preciso de que se trata mesmo dessa doença. Vários desses sintomas, vistos de forma isolada, também se aplicam a outras doenças e por essa razão você só deve realizar tratamentos sob orientação médica.

Em geral, o combate à enxaqueca é feito com intervenções medicamentosas, especialmente indicados para momentos de crise. A lista inclui antidepressivos, betabloqueadores, neuromoduladores e antivertiginosos.

Contudo, a escolha do medicamento mais adequado é feita levando-se em consideração a análise individual de cada paciente. Isso significa que algo que funcionou para alguém não necessariamente resolverá o seu problema se você decidir se automedicar – o que não é recomendado em hipótese alguma. Portanto, não abra mão de uma orientação correta.

Aqueles que apresentam crises frequentes de enxaqueca devem andar sempre com os medicamentos recomendados à mão. Eles devem ser tomados sempre que se perceber os sintomas. Embora a doença não vá embora em definitivo, é possível fazer um melhor controle para entender quais são os gatilhos que costumam desencadear essas crises e evitá-los.

Após procurar auxílio médico, sempre que uma crise insistir em aparecer a recomendação é tomar os medicamentos indicados e repousar, de preferência em locais escuros e silenciosos. Faça refeições leves e tome bastante água. Se houver outros sintomas, trate-os individualmente com medicamentos complementares indicados por um médico.

Também evite hábitos prejudiciais que podem agravar o quadro, como deixar de se hidratar, exagerar nos treinos físicos, adiar consultas médicas e ignorar o problema. Na dúvida, marque uma consulta com um clínico geral ou um neurologista. No site da Medprev você pode agendar seu horário e começar o tratamento das suas dores de cabeça.

Fonte(s): Minha Vida, Médico Responde, Tua Saúde, Novartis e Dr. Dráuzio Varella

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