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Rinite alérgica: o que é, sintomas, causas e tratamento

Segundo dados da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, cerca de 26% das crianças e 30% dos adolescentes são vítimas desse mal.

Pelo menos 3 em cada 10 adolescentes brasileiros apresentam sintomas de rinite alérgica, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai)em 2017.

A doença é causada por uma resposta exagerada do corpo ao entrar em contato com determinadas substâncias, como poeira doméstica, pelos de animais, ácaro, mofo, perfumes e bactérias. Até mesmo mudanças bruscas de temperatura podem resultar na inflamação das mucosas do nariz.

Conhecer mais detalhes sobre a rinite alérgica auxilia a minimizar as crises e diminuir os seus sintomas. Vamos conhecer mais detalhes sobre os remédios e os tratamentos existentes.

O que é e quais são as causas da rinite alérgica?

A rinite alérgica é uma doença cujas características são hereditárias. Parece estranha uma afirmação como essa uma vez que é comum encontrarmos filhos cujos pais não sofrem deste mal. Todavia, o distúrbio pode se manifestar em uma pessoa da mesma forma em razão do desenvolvimento de uma resposta exagerada do sistema imunológico ao contato com determinadas substâncias.

Itens como a poeira doméstica, pelos de animais e restos de baratas são apontados como os principais causadores da rinite alérgica. Essas partículas, muitas vezes invisíveis a olho nu, se alojam nas mucosas do nariz, causando inflamação.  

Como os fatores externos são os principais responsáveis por provocar essas crises, a principal forma de combater esse mal é evitar a exposição a ambientes repletos de poeira, mofo ou elementos alérgicos que possam ser capazes de irritar as mucosas nasais. Dessa forma, embora a rinite alérgica não tenha cura, é possível atenuar os seus sintomas e até mesmo passar uma vida inteira sem nenhum tipo de crise.

Sintomas e diagnóstico: como identificar a rinite alérgica?

Basicamente, existem dois tipos de rinite: alérgica e não alérgica. As crises alérgicas são geralmente induzidas por elementos externos, como ácaros, pólen, poeira e pelos de animais. Já as não alérgicas ocorrem em função de fatores como variações hormonais, mudanças de temperatura ou odores muito fortes (perfumes, cigarro, produtos de limpeza, entre outros).

Os sintomas mais comuns são edemas na mucosa, que resultam em obstruções nasais, coriza, sequência de espirros (espirros em salva), além de coceira no nariz, na garganta, no céu-da-boca e nos olhos. Uma sensação de dormência em toda essa região (olhos, nariz e boca) também é uma das possibilidades.

Pelo fato de os sintomas serem, inicialmente, similares, é necessário procurar um médico para que ele possa fazer o diagnóstico correto relacionado ao tipo de rinite. Será preciso levantar uma série de informações, como o histórico do paciente e de seus familiares, além de uma avaliação clínica detalhada das vias aéreas.

Em muitos casos, podem ser solicitados exames de imagem, como endoscopia rinossinusal, raios-X e tomografia. Além disso, outro fator importante é a identificação de quais substâncias provocam a alergia. Para evitar que outras crises ocorram, é fundamental reduzir a sua exposição a elas.

Um bom exemplo disso é a poeira: pacientes com alergia a poeira devem manter a residência sempre limpa, evitando o acúmulo de partículas sobre móveis e roupas de cama. O ar-condicionado é também outro grande vilão e, por essa razão, a limpeza do equipamento pode ser feita periodicamente.

Tratamento: como evitar que rinite alérgica apareça

Como já mencionamos, a rinite alérgica não tem cura, mas isso não significa que não seja possível tomar algumas medidas para atenuar os sintomas. Manter a higiene do ambiente – livre do acúmulo de poeira e de pelos de animais – é o primeiro passo. Além disso, há medicamentos e vacinas antialérgicas que podem ser prescritas sob orientação médica.

Os principais causadores das crises respiratórias são os ácaros. Eles se alimentam de resíduos de pele e, por essa razão, buscam abrigo em locais como travesseiros, lençóis, bichos de pelúcia, tapetes e cortinas. Além disso, é preciso manter distância de substâncias capazes de provocar crises alérgicas, como odores fortes.

Após a análise dos exames solicitados, o médico poderá prescrever medicamentos para aliviar ou prevenir os sintomas. Isso inclui estabilizadores de membranas, descongestionantes, anti-histamínicos, e corticosteroides. Os medicamentos podem ter contraindicações e efeitos colaterais nocivos e, por essa razão, em hipótese alguma se recomenda a automedicação.

Há ainda a possibilidade de se recorrer a vacinas antialérgicas. Elas, no entanto, não são uma solução para a maioria dos casos. Novamente, é preciso aguardar a avaliação de um médico para que ele possa indicar se esse é um tratamento válido ou não. Caso a indicação seja positiva, tenha em mente que esse é um tratamento longo, mas quando feito de maneira correta é capaz de atenuar a sensibilidade do paciente aos alérgenos.

Está com dúvidas se você tem rinite alérgica? Acesse o site do Medprev e agende sua consulta com um alergologista (médico que trata das alergias) para ter certeza.

Fonte(s):Associação Brasileira de Imunologia e Alergia, Organização Pan-Americana de Saúde, Ministério da Saúde, Sociedade Paranaense de Pediatria, Drauzio Varella, Revista Galileu, Minuto Saudável, Sterilair

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