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Revisado pelo(a) Sr. Ari Henrique Faustino Batista, CRP/PR 0838955
A rotina acelerada e as inúmeras demandas fazem com que as pessoas convivam cada vez mais cedo com o estresse. Assim, ele pode começar a interferir na concentração, nas atividades do trabalho e até nas relações sociais.
Muitas vezes, o estresse é iniciado de forma sutil, provocando um estado de alerta que pode ser considerado natural diante de determinadas situações.
Porém, quando ele perdura e desencadeia outros sintomas, pode ser necessário buscar avaliação e orientação profissional.
Conheça quais são as 4 fases do estresse e saiba como lidar com seus sintomas a seguir.
Segundo informações do Ministério da Saúde, o estresse é uma reação natural do organismo diante do que pode ser interpretado como ameaça.
Por isso, quando ele surge, a pessoa fica em estado de alerta, sofrendo alterações físicas e emocionais.
Essa reação é necessária para que o organismo se prepare para lidar com uma situação nova, que lhe remete ao perigo.
Contudo, quando o estado estressante acontece por muito tempo e de forma desproporcional à causa, pode ser preciso buscar a ajuda de um profissional de saúde mental, como psiquiatra ou psicólogo.
Os sintomas pelos quais o estresse pode ser identificado são inúmeros, variam conforme as fases e a forma como a pessoa lida com ele. Confira os principais:
Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.
As causas do estresse são conhecidas como agentes estressores, ou seja, acontecimentos que têm o potencial de desencadeá-lo.
Eles surgem a partir de fatores externos, incluindo o ambiente em que o indivíduo está inserido, e podem se dividir em:
Além dos motivos já citados relacionados ao estresse, também há outras situações que podem contribuir para o surgimento dessa reação de forma contínua:
Quando o estresse ainda é gerenciável e pode ser controlado, é possível aliviá-lo com mudanças na rotina, como:
Essas ações também ajudam na prevenção do estresse.
No caso de um quadro de estresse grave, é indicado procurar a ajuda de um psicólogo ou psiquiatra.
É possível dividir o estresse em 4 fases, conforme suas características. Conheça cada uma abaixo.
Caracterizada pelo início do estresse e pelas primeiras reações que ele provoca, como:
Nela, o organismo se prepara para agir ou reagir diante de alguma situação por meio da ativação do sistema nervoso simpático e da liberação de hormônios como adrenalina e cortisol.
A fase de resistência se caracteriza pelo esforço do organismo para se adaptar ao estressor e restaurar o equilíbrio (homeostase), após o choque inicial. Nela são observados sintomas, como:
Nesta fase, o corpo tenta se adaptar ao estresse mantendo um alto nível de alerta fisiológico, o que pode levar ao esgotamento gradual dos recursos adaptativos.
A terceira fase do estresse se caracteriza pela perda de capacidade do organismo de se adaptar ao estresse ou resistir a ele. Nela, a pessoa começa a manifestar problemas, como:
A última fase do estresse consiste no estabelecimento de doenças crônicas e potencialmente fatais, decorrentes do colapso dos sistemas orgânicos. Condições comuns nesta fase incluem:
O estresse se divide em quatro fases: alarme, resistência, quase exaustão e exaustão.
Exaustão. Nela, o corpo não consegue mais se adaptar ao estresse, podendo levar ao desenvolvimento de doenças físicas e psicológicas graves e crônicas.
A duração do estresse varia para cada pessoa e depende da intensidade e da forma como ele é percebido.
O estresse agudo pode durar de minutos a dias. O estresse crônico persiste por semanas, meses ou anos.
A resistência, que consiste no momento em que o organismo tenta se adaptar e lidar com o desgaste provocado pelo estresse inicial.
Durante essa etapa, a pessoa pode apresentar sintomas como falhas de memória, cansaço persistente, irritabilidade, dores musculares e sintomas psicossomáticos como gastrite.
O estresse pode ser identificado por uma série de sintomas físicos e emocionais, incluindo irritabilidade, ansiedade, problemas de concentração, insônia, dores de cabeça, dores nas costas e queda de cabelo.
O estresse mais grave é o crônico, provocado por situações de tensão crônica, que são eventos negativos que se prolongam por muito tempo, como relacionamentos abusivos ou assédio no trabalho.
O tratamento varia conforme os sintomas da pessoa e o seu modo de lidar com o estresse.
Mudanças na rotina, como fazer exercícios físicos de forma contínua e ter momentos de lazer, ajudam a reduzi-lo. Para casos graves, a ajuda de um psicólogo ou psiquiatra é recomendada. Não existe um "remédio único"; a abordagem é multifatorial.
Causa alterações físicas e emocionais, como aumento da frequência cardíaca, insônia, ansiedade e tensão muscular.
Quando prolongado, pode levar a problemas digestivos, doenças de pele, baixa imunidade e problemas cardiovasculares, disfunções hormonais e doenças autoimunes entre outros.
Um surto de estresse, que ocorre na fase de alerta, manifesta-se por meio de reações intensas, como taquicardia, tensão muscular, sudorese, agitação e tremores. Pode também causar pânico.
O estresse pode ser combatido por meio de diversas ações, como mudanças na rotina, incluindo fazer atividades físicas, ter contato com a natureza, investir em um hobby e procurar um psiquiatra ou psicólogo, quando necessário.
A abordagem mais eficaz para tratar o estresse, geralmente, combina mudanças no estilo de vida e, em casos mais graves, terapia e medicamentos prescritos por um profissional de saúde mental.
Nos casos graves de estresse, é recomendado procurar a ajuda de um psicólogo ou psiquiatra, profissionais qualificados para lidar com a saúde mental.
Atividades como se divertir, praticar exercícios físicos, cuidar da alimentação, ter contato com a natureza, ouvir música e ter um hobby ajudam a aliviar o estresse.
Sim, o estresse é perigoso, especialmente quando se torna crônico. A longo prazo, ele pode provocar desequilíbrios físicos e emocionais, resultando em doenças graves como hipertensão, diabetes, depressão, doenças autoimunes e cardiovasculares.
Como mostrado neste post "Quais são as 4 fases do estresse", essa é uma reação natural do organismo que tem a função de preparar o corpo para situações ameaçadoras, ou seja, é um instinto.
Contudo, se há uma exposição repetitiva a agentes estressores e um aumento dos sintomas de estresse, seja em intensidade ou frequência, pode se tornar uma condição crônica que exige suporte profissional especializado.
Identificar alguns de seus sinais pode ajudar a preveni-lo, seja por meio de mudanças na rotina ou a partir de orientação psicológica.
Compreender as fases do estresse permite intervir precocemente, evitando a progressão para estágios mais graves e prejudiciais à saúde.