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    Quais são as 4 fases do estresse?

    19/03/2026 • Tempo de leitura 8 min

    Revisado pelo(a) Sr. Ari Henrique Faustino Batista, CRP/PR 0838955

    A rotina acelerada e as inúmeras demandas fazem com que as pessoas convivam cada vez mais cedo com o estresse. Assim, ele pode começar a interferir na concentração, nas atividades do trabalho e até nas relações sociais.

    Muitas vezes, o estresse é iniciado de forma sutil, provocando um estado de alerta que pode ser considerado natural diante de determinadas situações.

    Porém, quando ele perdura e desencadeia outros sintomas, pode ser necessário buscar avaliação e orientação profissional.

    Conheça quais são as 4 fases do estresse e saiba como lidar com seus sintomas a seguir.

    O que é estresse?

    Segundo informações do Ministério da Saúde, o estresse é uma reação natural do organismo diante do que pode ser interpretado como ameaça.

    Por isso, quando ele surge, a pessoa fica em estado de alerta, sofrendo alterações físicas e emocionais.

    Essa reação é necessária para que o organismo se prepare para lidar com uma situação nova, que lhe remete ao perigo.

    Contudo, quando o estado estressante acontece por muito tempo e de forma desproporcional à causa, pode ser preciso buscar a ajuda de um profissional de saúde mental, como psiquiatra ou psicólogo.

    Sintomas do estresse

    Os sintomas pelos quais o estresse pode ser identificado são inúmeros, variam conforme as fases e a forma como a pessoa lida com ele. Confira os principais:

    • alterações no humor;
    • alterações na libido;
    • ansiedade;
    • baixa imunidade;
    • batimento cardíaco acelerado ou fora do ritmo;
    • bruxismo;
    • condições que afetam a pele (como acne);
    • crises de pânico;
    • desânimo contumaz;
    • dor de cabeça e tonturas;
    • dores crônicas;
    • dores nas costas;
    • fadiga;
    • formigamento, especialmente nas extremidades;
    • halitose;
    • hipertensão arterial;
    • hipersensibilidade;
    • insatisfação em geral;
    • insônia;
    • irritabilidade;
    • medo constante;
    • necessidade frequente de urinar;
    • pouco ou muito apetite;
    • problemas de concentração;
    • problemas digestivos;
    • problemas gastrointestinais (como refluxo, azia, gastrite);
    • problemas respiratórios;
    • procrastinação;

    Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.


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  1. queda de cabelo;
  2. respiração acelerada;
  3. sensação de angústia e tristeza;
  4. sudorese;
  5. temperamento explosivo;
  6. tensão muscular;
  7. tremores.
  8. Causas do estresse

    As causas do estresse são conhecidas como agentes estressores, ou seja, acontecimentos que têm o potencial de desencadeá-lo.

    Eles surgem a partir de fatores externos, incluindo o ambiente em que o indivíduo está inserido, e podem se dividir em:

    • Acontecimentos diários - se caracterizam por pequenos eventos que se repetem na rotina, como passar horas no trânsito, pegar filas intermináveis para o banco ou conviver com barulhos de reforma perto de casa, por exemplo. Há também outros fatores, como sobrecarga no trabalho, lidar com problemas ou situações relacionadas a filhos, e necessidade de tomar decisões importantes com frequência. Os acontecimentos diários podem parecer inofensivos quando considerados de forma isolada, mas se tornam um peso quando se repetem todos os dias;
    • Acontecimentos vitais - estão relacionados a situações que fazem parte da vida e que causam um desequilíbrio nas emoções, como o nascimento de um filho ou a morte de um ente querido;
    • Situações de tensão crônica - são eventos que perduram por muito tempo e afetam de forma considerável e negativa a vida de uma pessoa, provocando um estresse em nível mais aprofundado. Como exemplo, estão os conflitos emocionais em um relacionamento abusivo, assédio moral e sexual no trabalho, entre outros.

    Além dos motivos já citados relacionados ao estresse, também há outras situações que podem contribuir para o surgimento dessa reação de forma contínua:

    • dificuldades na vida escolar ou acadêmica;
    • efeito colateral de medicamentos específicos;
    • insegurança em relação à autoestima;
    • passar por eventos traumáticos;
    • problemas financeiros;
    • questões familiares específicas;
    • relacionamentos atrelados a sentimentos negativos, amorosos ou não.

    Tratamento do estresse

    Quando o estresse ainda é gerenciável e pode ser controlado, é possível aliviá-lo com mudanças na rotina, como:

    • adotar a higiene do sono para dormir melhor;
    • dedicar-se a um hobby;
    • aprender algo novo;
    • buscar contato com a natureza;
    • conhecer seus limites e não ultrapassá-los;
    • cuidar da alimentação;
    • eliminar o uso de álcool e cigarro;
    • ouvir música;
    • passar tempo de qualidade com pessoas queridas;
    • realizar atividade física;
    • reduzir a quantidade de cafeína diariamente;
    • respirar corretamente;
    • se divertir;
    • ter relações sexuais com mais frequência;
    • usar menos o celular.

    Essas ações também ajudam na prevenção do estresse.

    No caso de um quadro de estresse grave, é indicado procurar a ajuda de um psicólogo ou psiquiatra.

    4 fases do estresse

    É possível dividir o estresse em 4 fases, conforme suas características. Conheça cada uma abaixo.

    1. Fase de alarme ou reação de alarme

    Caracterizada pelo início do estresse e pelas primeiras reações que ele provoca, como:

    • agitação;
    • alterações gastrointestinais (podendo incluir diarreia passageira);
    • extremidades frias;
    • sudorese;
    • taquicardia;
    • tensão muscular.

    Nela, o organismo se prepara para agir ou reagir diante de alguma situação por meio da ativação do sistema nervoso simpático e da liberação de hormônios como adrenalina e cortisol.

    2. Fase de resistência

    A fase de resistência se caracteriza pelo esforço do organismo para se adaptar ao estressor e restaurar o equilíbrio (homeostase), após o choque inicial. Nela são observados sintomas, como:

    • falhas na memória;
    • formigamento nas extremidades;
    • gastrite prolongada;
    • redução na libido;
    • sensação de desgaste físico;
    • sensibilidade excessiva.
    • dores musculares;
    • cansaço persistente.

    Nesta fase, o corpo tenta se adaptar ao estresse mantendo um alto nível de alerta fisiológico, o que pode levar ao esgotamento gradual dos recursos adaptativos.

    3. Fase de quase exaustão

    A terceira fase do estresse se caracteriza pela perda de capacidade do organismo de se adaptar ao estresse ou resistir a ele. Nela, a pessoa começa a manifestar problemas, como:

    • depressão ou ansiedade severa;
    • esgotamento físico e mental profundo (podendo evoluir para a síndrome de burnout);
    • exacerbação de doenças preexistentes;
    • falha do sistema imunológico, aumentando a susceptibilidade a infecções;
    • problemas cardiovasculares (como hipertensão arterial sustentada);
    • transtornos psicossomáticos mais graves (como úlceras, doenças de pele crônicas como psoríase, e condições autoimunes).

    4. Fase de exaustão

    A última fase do estresse consiste no estabelecimento de doenças crônicas e potencialmente fatais, decorrentes do colapso dos sistemas orgânicos. Condições comuns nesta fase incluem:

    • doenças cardiovasculares (infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral);
    • distúrbios psiquiátricos graves (depressão maior, transtornos de ansiedade incapacitantes);
    • doenças autoimunes;
    • distúrbios endócrinos severos (como diabetes descontrolada);
    • esgotamento total (burnout).

    FAQ (Perguntas frequentes)

    Quais são os 4 estágios do estresse?

    O estresse se divide em quatro fases: alarme, resistência, quase exaustão e exaustão.

    Qual é a fase mais perigosa do estresse?

    Exaustão. Nela, o corpo não consegue mais se adaptar ao estresse, podendo levar ao desenvolvimento de doenças físicas e psicológicas graves e crônicas.

    Quantos dias dura o estresse?

    A duração do estresse varia para cada pessoa e depende da intensidade e da forma como ele é percebido.

    O estresse agudo pode durar de minutos a dias. O estresse crônico persiste por semanas, meses ou anos.

    O que é a segunda fase do estresse?

    A resistência, que consiste no momento em que o organismo tenta se adaptar e lidar com o desgaste provocado pelo estresse inicial.

    Durante essa etapa, a pessoa pode apresentar sintomas como falhas de memória, cansaço persistente, irritabilidade, dores musculares e sintomas psicossomáticos como gastrite.

    Quais são os sinais de estresse?

    O estresse pode ser identificado por uma série de sintomas físicos e emocionais, incluindo irritabilidade, ansiedade, problemas de concentração, insônia, dores de cabeça, dores nas costas e queda de cabelo.

    Qual é o tipo de estresse mais grave?

    O estresse mais grave é o crônico, provocado por situações de tensão crônica, que são eventos negativos que se prolongam por muito tempo, como relacionamentos abusivos ou assédio no trabalho.

    Qual é o melhor remédio para o estresse?

    O tratamento varia conforme os sintomas da pessoa e o seu modo de lidar com o estresse.

    Mudanças na rotina, como fazer exercícios físicos de forma contínua e ter momentos de lazer, ajudam a reduzi-lo. Para casos graves, a ajuda de um psicólogo ou psiquiatra é recomendada. Não existe um "remédio único"; a abordagem é multifatorial.

    O que o estresse faz no corpo?

    Causa alterações físicas e emocionais, como aumento da frequência cardíaca, insônia, ansiedade e tensão muscular.

    Quando prolongado, pode levar a problemas digestivos, doenças de pele, baixa imunidade e problemas cardiovasculares, disfunções hormonais e doenças autoimunes entre outros.

    Quais são os sintomas de um surto de estresse?

    Um surto de estresse, que ocorre na fase de alerta, manifesta-se por meio de reações intensas, como taquicardia, tensão muscular, sudorese, agitação e tremores. Pode também causar pânico.

    O que acaba com o estresse?

    O estresse pode ser combatido por meio de diversas ações, como mudanças na rotina, incluindo fazer atividades físicas, ter contato com a natureza, investir em um hobby e procurar um psiquiatra ou psicólogo, quando necessário.

    Qual remédio é bom para o estresse?

    A abordagem mais eficaz para tratar o estresse, geralmente, combina mudanças no estilo de vida e, em casos mais graves, terapia e medicamentos prescritos por um profissional de saúde mental.

    Qual médico trata o estresse?

    Nos casos graves de estresse, é recomendado procurar a ajuda de um psicólogo ou psiquiatra, profissionais qualificados para lidar com a saúde mental.

    Quais atividades aliviam o estresse?

    Atividades como se divertir, praticar exercícios físicos, cuidar da alimentação, ter contato com a natureza, ouvir música e ter um hobby ajudam a aliviar o estresse.

    O estresse é perigoso?

    Sim, o estresse é perigoso, especialmente quando se torna crônico. A longo prazo, ele pode provocar desequilíbrios físicos e emocionais, resultando em doenças graves como hipertensão, diabetes, depressão, doenças autoimunes e cardiovasculares.

    Conclusão

    Como mostrado neste post "Quais são as 4 fases do estresse", essa é uma reação natural do organismo que tem a função de preparar o corpo para situações ameaçadoras, ou seja, é um instinto.

    Contudo, se há uma exposição repetitiva a agentes estressores e um aumento dos sintomas de estresse, seja em intensidade ou frequência, pode se tornar uma condição crônica que exige suporte profissional especializado.

    Identificar alguns de seus sinais pode ajudar a preveni-lo, seja por meio de mudanças na rotina ou a partir de orientação psicológica.

    Compreender as fases do estresse permite intervir precocemente, evitando a progressão para estágios mais graves e prejudiciais à saúde.