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    Quais são as alergias mais comuns?

    30/01/2026 • Tempo de leitura 5 min

    Revisado pela Equipe de Redação da Medprev

    Você ou alguém da sua família é alérgico a alguma substância? É bem provável que sim, pois, segundo a Organização Mundial da Saúde, 35% da população brasileira sofre com esse problema. Pensando nisso, nós elaboramos uma lista com os tipos de alergias mais comuns para você se informar. Fique de olho:

    Alergias respiratórias

    São desencadeadas quando a pessoa entre em contato com os alérgenos do ambiente, como ácaros, poeira doméstica, mofo, pólen, pelos de animais, fezes de insetos, fumaça de cigarro e cheiros fortes. As principais alergias respiratórias são:

    Rinite alérgica

    É a forma mais comum de alergia respiratória. Inclui sintomas como crise de espirros, corrimento nasal transparente e bem líquido (coriza), coceira no nariz, garganta, ouvidos e olhos e congestão nasal.

    A rinite alérgica começa a se manifestar mais nitidamente a partir dos quatro anos de vida e sua ocorrência aumenta conforme a idade: estima-se que ela atinja 12,5% das crianças de 6 a 7 anos, 20% dos adolescentes de 13 a 14, e 25% da população adulta.

    Asma alérgica

    A asma é caracterizada por chiado no peito, falta de ar, respiração curta e rápida, tosse seca e desconforto pulmonar. Quando a crise é desencadeada pela exposição a um alérgeno, chamamos de asma induzida por alergia ou asma alérgica.

    Essa é uma doença que pode ser bastante grave e que pode levar à morte. Embora a asma não tenha cura, ela pode ser prevenida e tratada.

    Alergias de pele

    As alergias de pele são doenças não contagiosas que podem ser desencadeadas pelo contato direto com um alérgeno no tecido cutâneo ou por uma reação do organismo a substâncias contidas em medicamentos ou alimentos. Conheça os tipos de alergia de pele mais comuns:

    Urticária alérgica

    A mais comum entre as alergias dermatológicas, a urticária alérgica se caracteriza por vergões avermelhados e inchados que podem surgir em qualquer parte da pele e causam muita coceira.

    A crise pode ser desencadeada por cosméticos, maquiagens, tecidos, picadas de inseto, alimentos, medicamentos, pelos de animais e poeira.

    Angioedema

    Quando a urticária atinge pálpebras, lábios, língua ou garganta, ela é chamada de angioedema. Essa condição causa um inchaço intenso e que evolui muito rapidamente, podendo oferecer risco de vida quando dificulta a respiração.

    Dermatite de contato

    Também chamada de eczema de contato, esta doença é uma reação inflamatória da pele que pode ser de origem irritativa ou alérgica. No caso da alérgica, ela acontece depois de diversas exposições a uma substância, podendo apresentar erupções vermelhas com coceira, inchaço e pequenas bolhas que surgem de 24 a 48 horas após o contato.

    Em geral, a dermatite de contato alérgica é causada por produtos e objetos de uso diário, como perfumes, esmaltes, cremes, roupas de tecidos sintéticos e bijuterias contendo níquel.

    Alergias alimentares

    Além de sintomas gastrointestinais como diarreia, dor abdominal e vômito, as alergias causadas por alimentos podem se manifestar por meio de alterações na pele, como urticária, vergões e coceira, e no sistema respiratório, incluindo tosse e chiado no peito.

    Qualquer alimento pode ser um gatilho de alergia, mas os mais frequentes são leite de vaca (não confundir com intolerância à lactose), ovo, soja, trigo (glúten – não confundir com doença celíaca), peixes, crustáceos (especialmente o camarão), nozes e amendoim.

    Corantes e aditivos alimentares também podem desencadear reações alérgicas. Veja quais são os principais e onde eles são encontrados:

    • Tartrazina (corante amarelo): sucos artificiais, gelatinas, balas e refrigerantes;
    • Glutamato monossódico: caldos industrializados de carne, galinha e legumes e temperos prontos;
    • Sulfitos: sucos industrializados, vinhos e frutas desidratadas.

    Alergia a picada de insetos

    A alergia a picadas de insetos é mais comum até os 10 anos, mas pode persistir na vida adulta em alguns casos. Seus sintomas costumam ser locais, incluindo vermelhidão, coceira intensa, inchaço, bolhas e sensação de calor.

    No entanto, dependendo da sensibilidade de cada pessoa, a picada pode causar coriza, espirros, tosse, chiado no peito e falta de ar – neste último caso, deve-se buscar atendimento médico de emergência.

    Os insetos que causam reações alérgicas com mais frequência são pernilongos, borrachudos, pulgas, formigas, carrapatos, abelhas e vespas.

    Alergia a medicamentos

    Segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, estima-se que 12% dos brasileiros já tenham apresentado reações alérgicas a algum medicamento, sendo que 90% delas se manifestam por meio de sintomas de pele (coceira, erupções cutâneas, urticária, inchaço dos lábios e angioedema).

    A pessoa pode ser alérgica a um medicamento específico ou a toda uma classe de medicamentos, pois a estrutura química dos fármacos de um mesmo grupo é parecida e pode gerar a chamada reação cruzada. Os principais desencadeadores da alergia medicamentosa são:

    • Analgésicos e anti-inflamatórios: aspirina, dipirona, paracetamol, diclofenaco etc.;
    • Antibióticos: penicilina, sulfa, quinolona, eritromicina, azitromicina etc.;
    • Contrastes radiológicos: contraste iodado (utilizado em tomografias);
    • Quimioterápicos: medicamentos utilizados no tratamento do câncer.

    Reação anafilática

    Embora a maior parte das alergias cause sintomas locais que desaparecem em alguns dias, as manifestações podem ser mais graves e incluir falta de ar, queda de pressão e arritmia cardíaca, um quadro conhecido como reação anafilática.

    Essa é uma situação de emergência que em poucos segundos ou minutos pode causar edema de glote (a garganta incha e bloqueia a passagem do ar) e choque hemorrágico, podendo levar à morte se não for tratada imediatamente.

    A anafilaxia é provocada principalmente por reações a medicamentos, alimentos e picadas de inseto, mas nenhuma alergia está isenta.

    Por isso, agora que você conhece os tipos de alergia mais comuns, não deixe de buscar acompanhamento médico para prevenir e tratar essas doenças e conhecer quais são as medidas a serem tomadas em caso de emergência. Procure o MEDPREV mais próximo e agende sua consulta com o alergologista!

    Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.


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