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Por quanto tempo o coronavírus permanece em superfícies?

Estudos iniciais mostram que o plástico e o aço inox são os locais em que o vírus resiste por mais tempo.

Quanto tempo leva até o que o coronavírus, fora do corpo humano, deixe de resistir? Muitas pessoas têm se feito essa pergunta é não é por acaso. Ter a certeza de que determinados objetos estão livres de contaminação pode tornar mais simples o manuseio deles.

Baseado em estudos preliminares, afinal o vírus que causa a Covid-19 foi descoberto há pouco mais de quatro meses, é possível afirmar que tudo depende de uma série de fatores, o que inclui a superfície em que ele está instalado e até mesmo as condições do ambiente. Vamos entender um pouco mais sobre a capacidade de sobrevida do coronavírus.

Por quanto tempo um vírus sobrevive fora do organismo?

Um vírus é um micro-organismo extremamente simples e pequeno, composto apenas por uma cápsula proteica que envolve o material genético. Parasitas obrigatórios, sem um hospedeiro eles não resistem e deixam de existir depois de um certo tempo. Esse tempo varia de vírus para vírus. Enquanto alguns são mais sensíveis ao meio externo outros, como o coronavírus, se mostram mais resistentes.

Um estudo publicado em março deste ano na revista científica New England Journal of Medicine levou em consideração a sobrevivência do coronavírus em diversas superfícies. As pesquisas foram conduzidas por cientistas do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) da Universidade da Califórnia, nas unidades de Los Angeles e Princeton.

Entre os materiais testados, os pesquisadores constataram que o coronavírus pode sobreviver até 72 horas (ou 3 dias) em superfícies como o plástico ou o aço inoxidável. Em contrapartida, quando dispersos no ar ou na poeira, o tempo de existência varia entre 40 minutos e 2h e 30 minutos.

  • Aço inoxidável – 72 horas
  • Plástico – 72 horas
  • Papelão – 24 horas
  • Cobre – 4 horas
  • Ar/Poeira – 40 minutos a 2 horas e 30 minutos

De acordo com a Agência France Press (AFP), um outro estudo conduzido por cientistas chineses constatou que o coronavírus estava presente no ar de banheiros de um hospital de Wuhan – cidade em que o vírus foi diagnosticado pela primeira vez. A causa, segundo os pesquisadores, seria a eliminação dos vírus por meio das fezes.

Maior resistência em outros materiais

Embora ainda não existam estudos específicos sobre o tempo de sobrevivência do coronavírus em outras superfícies, há que se fazer um alerta também com relação aos tecidos. Estudos similares feitos com outros patógenos sugerem que os materiais orgânicos podem resistir por até 96 horas nas roupas.

Um outro estudo conduzido na Alemanha, por pesquisadores da Universidade de Medicina de Greifswald e levando em consideração outros tipos de coronavírus, como o SARS-CoV e o MERS-Cov, concluiu a possibilidade de sobrevivência por até 5 dias em determinadas superfícies. É o caso do aço, do vidro, do PVC, da borracha de silicone, da cerâmica e do teflon. 

Diferente do que se suponha empiricamente, não há comprovação que o vírus sobreviva por menos tempo em ambientes mais quentes, o que faz com que os cuidados precisem ser redobrados independentemente das condições climáticas.

Água e sabão destroem a cápsula de proteção do vírus

A partir do momento que um vírus é exposto ao ambiente, ou seja, que se encontra sem um hospedeiro, ele sofre um processo de desidratação, no qual a estrutura das biomoléculas é comprometida após um certo tempo, levando-o a um desmonte e à consequente impossibilidade de infectar células.

É justamente isso que ocorre quando lavamos as mãos com água e sabão ou com álcool em gel 70%. A mistura dessas duas substâncias quebra a cápsula de gordura que envolve o micro-organismo, desmontando-o e deixando-o exposto. Esse desmonte resulta na inutilização do vírus, que deixa de ter poder infeccioso.

Fonte(s): G1, Saúde Estadão

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