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    O que é HPV? Para que serve a vacina e quando tomar

    30/01/2026 • Tempo de leitura 4 min

    Revisado pela Equipe de Redação da Medprev

    Você sabe o que é HPV? Em resumo, trata-se de um conjunto de dezenas de vírus que causam verrugas na pele e nas mucosas, incluindo o trato urogenital, e que estão relacionados ao aumento do risco de vários tipos de câncer, com destaque para o de colo de útero.

    Transmitido principalmente pela via sexual, 54,6% dos brasileiros entre 16 e 25 anos carregam o vírus, de acordo com o Ministério da Saúde. Desses, quase 40% estão contaminados com a variedade capaz de causar câncer, mas apenas 5% apresentam sintomas.

    Em função da natureza silenciosa do HPV, uma grande parcela da população tem o vírus sem saber, o que acaba facilitando sua transmissão. Felizmente, existem vacinas capazes de proteger o organismo contra a infecção e reduzir a chance de desenvolvimento de um tumor maligno.

    O que é HPV?

    HPV é a sigla para human papilomavirus, que em português é chamado de papilomavírus humano. Conhecida popularmente como “crista de galo” em função das verrugas que surgem na mucosa urogenital, esta é a DST mais frequente no mundo todo.

    Existem mais de 150 tipos de HPV diferentes, dos quais 40 afetam os genitais e o ânus. Além disso, 13 tipos são considerados oncogênicos, isto é, aumentam o risco de várias neoplasias, principalmente o câncer de colo de útero, de modo que as mulheres são mais prejudicadas pela doença.

    Sinais e sintomas do HPV

    A maior parte das pessoas infectadas não apresenta sintomas, e o próprio organismo consegue eliminar o vírus. Contudo, em algumas ocasiões, ele pode ficar incubado por meses ou anos, manifestando-se quando há uma queda na resistência, em gestantes e em pessoas com a imunidade baixa.

    Nesses casos, os principais sinais e sintomas são verrugas de tamanho variado que atingem ânus, colo do útero, pênis, região perianal, testículos, vagina e vulva e podem ou não causar coceira. Mais raramente, atingem as mucosas dos olhos, nariz, boca e garganta.

    Além disso, o HPV se manifesta com alterações em nível celular que podem corresponder a lesões pré-cancerosas. Embora não possam ser vistas a olho nu, essas alterações podem ser detectadas por exames como o Papanicolau e biópsias.

    Prevenção: a vacina contra o HPV

    Embora o uso do preservativo seja necessário e recomendado durante toda a atividade sexual, a camisinha não previne totalmente a infecção pelo HPV na vulva, na bolsa escrotal, no períneo e na região perianal. Dessa forma, a medida mais eficaz de prevenção é a vacina, que existe em três variedades:

    • Vacina bivalente: protege contra os vírus HPV dos tipos 16 e 18, responsáveis pelo aumento do risco de câncer;
    • Vacina quadrivalente: protege contra os vírus HPV dos tipos 6, 11, 16 e 18. Assim, além da proteção contra o câncer, inclui a prevenção dos vírus que causam 90% verrugas no ânus e nos genitais;
    • Vacina nonavalente: além de proteger contra os tipos 6, 11, 16 e 18, inclui a proteção contra as variedades 31, 33, 45, 52 e 58 do HPV, que estão associadas ao câncer de ânus, útero, vagina e vulva.

    Quando tomar a vacina contra o HPV

    Por ser uma medida de prevenção e não ter eficácia contra infecções ou lesões já instaladas, a vacina contra o HPV é indicada principalmente para crianças e adolescentes que ainda não tiveram contato com o vírus e para pessoas com algum tipo de imunodeficiência.

    Além disso, de acordo com as orientações da Organização Mundial de Saúde, a eficácia da vacina é mais alta durante a pré-puberdade, o que faz com que o sistema imunológico de meninos e meninas de 9 a 14 anos produza mais anticorpos do que o organismo de um adulto. Dessa forma, no Brasil, a rede pública disponibiliza gratuitamente a vacina quadrivalente para esses grupos, tendo como população-alvo:

    • Meninas de 9 a 14 anos (duas doses com seis meses de intervalo);
    • Meninos de 11 a 14 anos (duas doses com seis meses de intervalo);
    • Meninas e mulheres de 9 a 26 anos com HIV (três doses com intervalo de dois e seis meses).

    Apesar da recomendação da OMS e do esquema de vacinação adotado pelo SUS, isso não significa que pessoas de outras faixas etárias não possam receber a imunização. Os especialistas acreditam que crianças mais jovens podem apresentam a mesma taxa de produção de anticorpos do que aquelas que têm de 9 a 14 anos, mas ainda não foram feitos estudos suficientes.

    Contudo, homens e mulheres acima dessa faixa etária podem tomar a vacina contra o HPV na rede privada: embora haja uma queda na resposta do sistema imunológico, a imunização ainda estimulará a produção de anticorpos.

    Além disso, mesmo que a pessoa tenha sido exposta a um dos tipos de HPV, a vacina continuará oferecendo proteção contra as outras variedades do vírus, contribuindo para a prevenção da DST e de diversos tipos de câncer.

    Dessa forma, agora que você sabe o que é HPV, vale a pena perguntar ao ginecologista, urologista ou clínico geral – todos disponíveis pelo MEDPREV – se a vacina está recomendada para você e onde consegui-la.

    Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.


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