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6 causas do refluxo gástrico e como evitar

O que causa refluxo gástrico? Será que esse é apenas um problema no estômago ou tem a ver como seu estilo de vida? Descubra agora como evitar!

Você está sempre com azia, sente um gosto amargo na boca e sofre com a regurgitação principalmente quando se curva para frente? Então saiba que esses podem ser sintomas da doença do refluxo gastroesofágico. Mas você sabe o que causa refluxo?

Simplificando o linguajar médico, a causa dessa doença é uma espécie de “defeito” na barreira entre o estômago e o esôfago (válvula esofagiana), que permite o retorno dos alimentos, bebidas e sucos gástricos no fluxo contrário ao da digestão. Como consequência, ocorre uma irritação nas paredes do esôfago, que não está preparado para receber esse conteúdo, gerando toda uma série de sintomas desagradáveis.

Por que acontece esse defeito na válvula esofagiana?

Não existe uma única causa para esse problema, mas sim uma série de fatores que podem atrapalhar o funcionamento da válvula esofagiana, dando origem ao refluxo. Os especialistas da área afirmam que o estilo de vida da pessoa é um fator determinante para o surgimento desse defeito, embora o próprio avanço da idade também pareça estar envolvido.

Saber o que causa refluxo é o primeiro passo para evitar esse problema. Pensando nisso, vamos apresentar as principais causas dessa doença e sugerir algumas medidas que você pode tomar para evitá-las:

1. Acidez estomacal

Quem sofre com refluxo gástrico sente um grande incômodo com a acidez do estômago. Por isso, muitos imaginam que ela seja a principal causa das sensações de queimação, irritação na garganta, tosse constante e uma pressão tão forte no abdômen e no peito devido ao inchaço que a pessoa chega a pensar que está tendo um infarto.

O que causa refluxo, no entanto, não é um excesso de acidez. Em geral, o que ocorre é exatamente o contrário: o problema surge quando a acidez é insuficiente para que seu organismo faça o processo de digestão, tornando-o mais difícil e mais lento.

Para manter os níveis adequados de acidez estomacal, você deve evitar consumir o seguinte:


  • Bebidas: tudo o que contenha álcool, gás e cafeína (inclusive presente em alguns chás);

  • Doces: açúcar, adoçantes artificiais, chocolate e frutas cítricas;

  • Temperos: cebola, alho, hortelã e pimenta;

  • Alimentos processados, incluindo óleos vegetais e molho de tomate;

  • Alimentos naturais: batata, tomate, milho e grãos em geral;

  • Outros alimentos que você descobrir que provocam refluxo no seu caso.

 

2. Hábitos alimentares

Você sabia que suas atitudes à mesa podem causar um grande impacto sobre o refluxo? Pois é, além do conteúdo do seu prato, a forma como você se alimenta também tem relação direta com a digestão!

Além de controlar a ingestão de alimentos e bebidas que podem causar refluxo, você deve ter os seguintes cuidados para que seu organismo produza níveis adequados de acidez estomacal:


  • Faça suas refeições com calma, dando tempo para o cérebro “acionar” a digestão;

  • Evite comer assistindo TV ou checando as redes sociais;

  • Não exagere na quantidade: experimente fracionar as refeições e veja como você se sente;

  • Fique sem comer e beber pelo menos duas horas antes de dormir;

  • Depois de qualquer refeição, evite se deitar ou ficar numa posição que pressione o abdômen.

3. Cigarro e outros agravantes

Você já sabe que o hábito de fumar é altamente desaconselhável devido a uma série de doenças muito sérias.

No caso do refluxo, além das substâncias tóxicas, o problema é que o cigarro provoca uma diminuição na saliva e afeta os reflexos musculares da garganta, prejudicando a digestão.

4. Alguns medicamentos

Alguns tipos de medicamentos também podem causar refluxo, pois eles modificam a estrutura das paredes do estômago.

Entre eles, se destacam os anti-inflamatórios não esteroides (ibuprofeno, diclofenado de sódio, nimesulina etc.), o ácido acetilsalicílico (AAS) e a dexametasona. Por isso, você não deve tomar nenhum remédio por conta própria – mesmo que seja uma simples aspirina.

5. Compressão da cavidade abdominal

Quando você se exercita, pode acabar fazendo uma pressão na cavidade abdominal que leva a um refluxo gástrico temporário. Por isso, é importante que as refeições sejam leves antes do treino.

Além disso, é preciso redobrar a atenção para que outros fatores não afetem a circulação sanguínea na região do abdômen: evite cintos e peças de vestuário que comprimam a cintura, incluindo roupas íntimas.

6. Fatores de risco

Existem algumas outras condições que aumentam o risco do refluxo gastroesofágico por promover mudanças anatômicas. Este é o caso da obesidade, da gestação e da hérnia de hiato.

No caso do excesso de peso, os quilos a mais causam um aumento da pressão sobre a válvula esofagiana, que faz o conteúdo do estômago se movimentar no sentido errado. A mesma coisa acontece com o aumento do volume e do peso do útero durante a gestação.

A hérnia de hiato também está relacionada às alterações nesse movimento. Nesse caso, a hérnia impede o fechamento correto da válvula depois da passagem do alimento para o estômago, permitindo que o suco gástrico retorne ao esôfago.

Dicas úteis para quem sofre de refluxo gástrico


  • Deixe a gravidade ajudar sua digestão e durma com a cabeça e os ombros na posição correta: basta usar um travesseiro específico para quem tem refluxo;

  • Visite seu médico, faça o tratamento mais adequado para o seu caso e nada de automedicação;

  • Prefira uma dieta rica em alimentos saudáveis incluindo frutas, verduras e legumes frescos, carnes magras e temperos como salsinha, erva-doce e gengibre;

  • Procure fazer atividades relaxantes e terapêuticas como ioga e meditação para manter o estresse sob controle.

Agora que você já sabe o que causa refluxo, aproveite estas dicas para rever sua dieta e adotar algumas mudanças em seu estilo de vida. Com certeza, esses pequenos ajustes terão um grande efeito no combate a essa doença!

Fonte(s): Dr. Julia Pimentel, Minha Vida, Web MD, Very Well, Fleury e Saudável e Feliz

Simplificando o linguajar médico, a causa dessa doença é uma espécie de “defeito” na barreira entre o estômago e o esôfago  que permite o retorno dos alimentos, bebidas e sucos gástricos no fluxo contrário

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