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H. pylori: o que é, como tratar e prevenir

Bactéria está presente no estômago de mais de 40% da população e em casos mais graves pode causar gastrite e levar até mesmo ao desenvolvimento de câncer

Estima-se que metade da população mundial esteja infectada pela bactéria Helicobacter pylori ou H. pylori. Felizmente, em 90% dos casos ela não tem maiores consequências além de uma sensação de barriga estufada quando a digestão não ocorre da maneira mais adequada.

Todavia, em uma pequena parcela da população essa bactéria que se aloja no estômago pode causar gastrite, uma úlcera ou até mesmo desenvolver um câncer. É por essa razão que mesmo os pacientes com sintomas leves devem procurar identificar por meio de exames a presença dessa bactéria e combatê-la.

H. pylori: o que é isso?

A H. pylori é uma bactéria que se aloja no estômago ou no intestino, prejudicando a barreira protetora desses órgãos e podendo causar desconfortos e inflamações que podem evoluir para úlceras e até mesmo câncer. Ela tem a capacidade de converter a ureia presente no suco gástrico em amônia e gás carbônico.

A maioria dos pacientes adquire essa bactéria nos primeiros anos de vida e convive com ela durante toda a vida sem apresentar sintomas. As formas de transmissão da H. pylori não são completamente conhecidas dos cientistas, mas as teorias mais aceitas indicam que a infecção se dá por meio da saliva ou do contato oral com água e alimentos que tiveram contato com fezes contaminadas. 

Portanto, essa é mais uma doença associada às condições inadequadas de saneamento básico e higiene, especialmente entre as crianças. 

H. pylori: principais sintomas e formas de diagnóstico

Como já mencionamos, a ampla maioria das pessoas que contraem essa bactéria não apresentam nenhum tipo de sintoma. Porém, como ela destrói a barreira natural que protege as paredes internas do estômago e do intestino, os tecidos podem ficar inflamados quando o ácido gástrico entre em contato direto com essas superfícies.

Isso resulta em sintomas como sensação de queimação no estômago, falta de apetite, enjoo e vômito. Em casos mais graves, o paciente pode apresentar fezes com sangue e quadro de anemia. Assim, ao apresentar qualquer um desses sintomas, o recomendado é agendar uma consulta com um Clínico Geral ou com um Gastroenterologista.

Após uma avaliação, o profissional pode recomendar a realização de exames laboratoriais, como uma coleta de biópsia de tecido do estômago, a partir do qual são feitos testes para detecção da bactéria. Outra possibilidade é o teste de detecção respiratória da ureia, cujo resultado é obtido por meio de exame de sangue ou exame de fezes.

Tratamento e prevenção: é possível evitar a H. pylori?

Como a transmissão da H. pylori não é completamente conhecida por parte da ciência, evitar a contaminação por ela não é uma tarefa simples. Como já mencionamos, muitas pessoas contraem a bactéria ainda na infância e só descobrem a sua existência na idade adulta. 

Porém, o que se sabe é que os cuidados com a higiene são uma forma de prevenção. Lavar as mãos antes das refeições e depois de ir ao banheiro, beber água filtrada e evitar dividir talheres e copos com outras pessoas são algumas das medidas possíveis para reduzir os riscos de contaminação. 

Uma vez que a bactéria seja diagnosticada, ainda que não existam sintomas ou que eles sejam moderados, a recomendação é realizar o tratamento prescrito pelo médico. A combinação de medicamentos para proteção do estômago com antibióticos é a mais comum. É de suma importância concluir qualquer tipo de tratamento iniciado, pois caso contrário corre-se o risco de as bactérias desenvolverem resistência aos medicamentos.

Uma dieta adequada ao combate à bactéria também é uma alternativa complementar. Evitar o consumo de alimentos que estimulem a secreção de suco gástrico, como café, chá preto e refrigerantes ou produtos que causem irritação ao estômago, como pimenta, bacon ou linguiça são soluções interessantes.

Durante o tratamento, dê preferência para alimentos probióticos ou ricos em ômega-3 e ômega-6, como azeite de oliva e óleo de peixe. Frutas e legumes cozidos, vegetais como brócolis, couve-flor e repolho e carnes brancas e peixes também são bem-vindas durante esse período.

É importante ressaltar que tanto a prescrição de medicamentos quanto a dieta a ser seguida deve ser recomendada por um médico ou nutricionista. Utilize o aplicativo do Medprev para agendar consultas e exames e evitar que problemas como esse se tornem mais graves.

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