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Frequência cardíaca: como medir os batimentos

Indicativo de quantas vezes o coração bate por minuto é um dos índices mais utilizados na medicina para avaliar a saúde dos pacientes.

Quais são os valores ideais de frequência cardíaca para um ser humano? A resposta para essa pergunta depende de uma série de fatores. Homens e mulheres, por exemplo, têm parâmetros de avaliação distintos nesse sentido. Da mesma forma, estar em repouso ou em atividade física também resulta em variações.

Em linhas gerais, podemos indicar que, para um adulto, atingir entre 60 e 100 batimentos por minuto (bpm) significa uma condição ideal. Porém quais são os limites aceitáveis para cada faixa etária? E mais, o que significa ter batimentos cardíacos abaixo ou acima da média considerada regular? E quando devemos procurar um cardiologista?

Qual é a frequência cardíaca ideal?

Antes de tudo, precisamos compreender que a frequência cardíaca ideal varia de acordo com uma série de características, entre elas a idade. Com o passar do tempo, a tendência é que a frequência cardíaca diminua. Em oposição, nos recém-nascidos o índice é mais alto.

  • De 0 a 2 anos  - entre 120 e 140 bpm;

  • Entre 8 e 17 anos – entre 80 e 100 bpm;

  • Adulto sedentário – entre 70 e 80 bpm;

  • Adultos praticantes de atividades físicas e idosos – entre 50 a 60 bpm.

Vale lembrar que esses valores funcionam como uma faixa de segurança, ou seja, permitem algumas variações para mais ou para menos. Há uma fórmula para se calcular a Frequência Cardíaca Máxima (FCM). A equação é simples:

FCM = 220 – sua idade

Por exemplo, uma pessoa com 35 anos de idade não deve praticar atividades físicas ou se colocar em situações que elevem a sua frequência cardíaca acima de 185 bpm.

Outra fórmula possível de ser utilizada é conhecida como Fórmula de Tanaka. Sua equação é a seguinte:

FCM = 208 – 0,7 x idade

Nesse caso, uma pessoa com 35 anos de idade teria como frequência cardíaca máxima o valor de 183,5 bpm, um valor muito próximo ao obtido no primeiro cálculo. Exames específicos recomendados pelo seu médico podem indicar qual é a FCM máxima para o seu organismo.

Variações na frequência cardíaca

Quando a frequência cardíaca está acima dos 100 bpm isso significa que o coração está batendo de forma acelerada. Em muitas circunstâncias, essa é uma reação natural e não chega a ser preocupante. Por exemplo, diante de fortes emoções, de situações que provoquem ansiedade, durante a realização de exercícios ou atividade sexual, entre outras.

Essa característica é conhecida como taquicardia. Ela indica que há pressão está alta (acima de 140 x 90 mmHg) e se continuar subindo a pessoa está sujeita a sofrer um infarto. Dores no peito, no braço, sensação de má digestão, tontura e suor frio são alguns dos sintomas que, se percebidos, indicam a necessidade de procurar auxílio médico imediatamente.

Em oposição, há ainda os casos em que a frequência cardíaca é reduzida para menos do que 60 bpm. Isso pode ocorrer em função da idade ou do uso de certos medicamentos para o coração. Todavia, bloqueios cardíacos ou disfunções do nódulo sinusal são condições que resultam na redução da FCM. O nome dessa condição é bradicardia. Novamente, a recomendação é buscar auxílio médico se exames mostrarem essa condição.

Seguindo as orientações de frequência cardíaca mínima e máxima, chegamos a um tabela aproximada da frequência cardíaca normal em repouso, para homens e mulheres, de acordo com a faixa etária.

Tabela de Frequência Cardíaca Normal para homens em repouso

Tabela de Frequência Cardíaca Normal para mulheres em repouso

Caso em repouso seja percebida uma FCM maior do que o valor normal para a faixa etária, isso pode indicar uma baixa capacidade cardíaca. A prática de exercícios regulares é a principal alternativa para fortalecer a capacidade muscular, permitindo que o coração consiga bombear mais sangue com menos esforço, o que resulta na redução da FCM.

Como medir a frequência cardíaca

Atualmente, é muito mais simples medir a frequência cardíaca do que já foi no passado, pois aparelhos que fazem isso hoje são muito mais acessíveis. Ainda que de forma imprecisa, até mesmo os smartphones são capazes de registrar os batimentos cardíacos de quem quer que seja.

Porém, é possível fazer isso mesmo sem acesso a nenhum equipamento. Coloque os dedos indicador e médio na parte lateral do pescoço e note que será possível sentir a pulsação. Conte, durante um minuto, quantas pulsações ocorrem. Outra opção é contar os batimentos durante 15 segundos e multiplicar os resultados por 4.

Apesar de ser possível mensurar seus batimentos cardíacos em casa, seja por meio do smartphone ou de relógios e pulseiras que contem com recursos como esses, essa forma de aferição não substitui, de forma alguma, exames médicos mais precisos requeridos pelo seu médico. Portanto, visite periodicamente o seu cardiologista para conferir se não há nenhuma alteração na sua condição cardíaca que requeira atenção. 

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Fonte(s): Revista Superinteressante, O Globo, IG Saúde, Drauzio Varella, Tua Saúde e Lusíadas.

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