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    Esclerose lateral amiotrófica (ELA): o que é, sintomas e tratamento

    25/09/2025 • Tempo de leitura 3 min

    Revisado pela Equipe de Redação da Medprev

    Certamente você se lembra da condição de saúde do físico Stephen Hawking, falecido em 2018. Ou então do chamado Desafio do Balde de Gelo, ação que se popularizou na internet em 2014 e contou com a participação de celebridades em todo o mundo.

    O que há em comum entre essas duas situações é uma doença chamada Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), também conhecida como Doença de Lou Gehrig ou Doença do Neurônio Motor. Trata-se de uma condição neurodegenerativa rara, de caráter progressivo e limitante, que resulta na perda de força muscular.

    Esclerose Lateral Amiotrófica: o que é?

    Trata-se de uma doença rara que causa degeneração contínua no primeiro neurônio motor, localizado na parte superior do cérebro, e do segundo neurônio motor, localizado na medula espinhal. Em razão do avanço da doença, o paciente perde o controle sobre os movimentos do corpo. A evolução da doença é progressiva e não há forma de revertê-la. Se por um lado as funções motoras são afetadas, por outro as funções cognitivas permanecem intactas. 

    Não se sabe ao certo quais condições causam a Esclerose Lateral Amiotrófica, porém há diversos estudos que levantam hipóteses sobre isso. A teoria mais conhecida diz respeito a um esforço excessivo dos músculos, capaz de provocar o desenvolvimento dessa degeneração. Não é à toa que atletas em geral passam por acompanhamento neurológico, visando identificar precocemente essa condição.

    Com a perda da massa muscular e consequente atrofia da musculatura, os movimentos voluntários se tornam cada vez mais difíceis, a ponto de o paciente não conseguir nem sequer fazer as atividades mais simples do dia a dia, como comer ou trocar de roupa. Em estágios mais avançados da doença, o paciente perde até mesmo a capacidade de deglutição e respiração, o que resulta em morte.

    Formas de diagnóstico e tratamento da Esclerose Lateral Amiotrófica

    A constatação de ELA se dá a partir da identificação de um quadro clínico de perda de força somada à atrofia muscular. Ao agendar um consulta com uma especialista em neurologia, além dos exames clínicos podem ser solicitadas avaliações como a eletroneuromiografia. Por se tratar de uma doença rara, o diagnóstico não é considerado dos mais simples ou óbvios.

    A recomendação internacional para o diagnóstico de Esclerose Lateral Amiotrófica inclui, entre outros fatores, os seguintes:

    • Histórico clínico de fraqueza progressiva;
    • Exame neurológico com evidência de fraqueza e perda de força;
    • Atrofia muscular;
    • Fasciculações;
    • Reflexos vivos ou exaltados.

    Além disso, devem ser considerados ainda os resultados da eletroneuromiografia (avaliando cabeça, membros superiores e inferiores, músculos abdominais e das costas) e do exame de ressonância de encéfalo e coluna dorsal. Exames complementares de sangue e urina, punções lombares e biopsias musculares também podem ser requeridas, de acordo com a análise médica.

    Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.


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    Já com relação ao tratamento, embora essa seja uma doença sem cura, existem formas de atrasar a evolução do quadro clínico, fazendo com que o paciente tenha uma melhor qualidade de vida por períodos maiores. Contudo, esse é um quadro considerado complexo, no qual o tratamento multidisciplinar é o mais indicado.

    Via Medprev você pode agendar suas consultas e realizar exames não apenas com um neurologista, mas também com fisioterapeutas, fonoaudiólogos, reumatologistas e outros profissionais que possam contribuir, de alguma forma, para minimizar os impactos degenerativos da doença.

    Após o diagnóstico de ELA, a expectativa média de vida dos pacientes é de dois a cinco anos. Contudo, não há regras para isso. O físico Stephen Hawking, por exemplo, foi diagnosticado aos 21 anos com essa condição e, ainda que sofrendo as consequências da doença, viveu até os 76 anos de idade, tornando-se um dos cientistas mais importantes do nosso tempo.

    …..

    Não há outra maneira de se fazer o diagnóstico de ELA se não por meio de exames clínicos e laboratoriais. Por isso, ao perceber quaisquer sintomas relacionados a essa condição, procure imediatamente um profissional de saúde, realize os exames solicitados e faça um acompanhamento da evolução ou regressão dos sintomas. Utilize o site da Medprev para agendar consultas e exames.