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Revisado pelo(a) Dra. Heloysa Santana Portella, CRM/PR 55302
Dados da Sociedade Brasileira de Diabetes de 2023 indicam que no Brasil há pelo menos 13 milhões de pessoas vivendo com esta doença.
As causas da diabetes não são completamente conhecidas, mas sabe-se que um estilo de vida saudável (o que inclui boa alimentação e exercícios físicos) ajuda a preveni-la.
Saiba mais sobre a diabetes: o que é, sintomas, causas e tratamentos a seguir.
A diabetes mellitus é uma doença metabólica crônica que resulta em uma quantidade de açúcar (glicose) aumentada no corpo de forma persistente, sendo capaz de causar diversos outros tipos de problemas, como complicações cardíacas e arteriais, perda de visão, problemas nos rins e no sistema nervoso.
Em casos mais graves, na qual a doença se propaga de forma descontrolada, é possível ocorrer o óbito, secundário a todas essas alterações no organismo.
Essa enfermidade acontece quando o corpo não consegue produzir a quantidade suficiente de insulina ou, ainda, não consegue absorver a insulina necessária.
A insulina é o hormônio responsável por regular os níveis de glicose no sangue, gerando energia para o organismo como um todo.
Se os níveis de insulina estão acima do esperado, essas taxas altas podem causar diversas complicações de saúde.
Existem dois tipos de diabetes: o do tipo 1, autoimune, e o tipo 2, que corresponde a 90% dos casos e é conhecido como diabetes adquirida.
Para ambos os casos, não há a cura da doença, mas existem diversas formas de controle que podem auxiliar o paciente a ter uma vida saudável e praticamente sem sintomas.
A diabetes do tipo 1 se manifesta geralmente em crianças e adolescentes, mas pode ser diagnosticada também na vida adulta, e é caracterizada pela produção irregular de insulina.
Isso ocorre, pois há uma alteração na imunidade que leva ao mal funcionamento do pâncreas, e por consequência, da produção de insulina.
Por isso, a doença, nesse caso, é considerada autoimune, já que o próprio organismo ataca as células do órgão.
Como se trata de uma doença hereditária, filhos de pais diabéticos devem redobrar a atenção e realizar exames de sangue pelo menos uma vez por ano.
Práticas de hábitos saudáveis ajudam a evitar a manifestação da doença.
Porém, uma vez que o problema é diagnosticado, pode ser necessário usar insulina ou medicamentos de controle diariamente pelo resto da vida, além de fazer modificações na dieta de forma que o consumo de açúcar seja o mais reduzido possível.
Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.
A diabetes do tipo 2 é diagnosticada quando o corpo consegue produzir a insulina necessária, mas não a absorve corretamente.
Essa condição não é hereditária, mas sim causada por uma soma de fatores como sobrepeso, sedentarismo e níveis elevados de triglicerídeos, comumente causados por maus hábitos alimentares e falta de exercício físico.
Quem sofre com esse tipo da doença tem problemas para metabolizar a glicose, o que traz riscos à saúde.
Na diabetes gestacional, o quadro de saúde da mãe é alterado durante a gestação, causando resistência à insulina e, por consequência, um aumento significativo da glicose no organismo.
Nesse período, naturalmente há mais açúcar no sangue devido aos hormônios da placenta, podendo interferir na saúde do feto.
Comumente, essa doença ocorre na segunda parte da gestação, exigindo um acompanhamento mais próximo da paciente para controlar a glicemia.
Há casos em que esse quadro de saúde dura somente até o nascimento do bebê, mas é possível que a diabetes persista na mãe após o parto.
Além do diabetes herdado e adquirido, há tipos menos comuns, como:
Para identificar qual tipo de diabetes o paciente possui, é necessária a realização de exames médicos e consultas, além da análise do histórico familiar.
Os sintomas da diabetes variam do tipo 1 para o tipo 2, mas alguns deles são comuns em ambas as formas da doença, como:
Considerando somente pacientes que possuem diabetes tipo 1, há sintomas específicos, como:
Já para os pacientes do tipo 2, os sintomas mais comuns são:
Cada tipo de diabetes pode ter uma causa, variando para cada tipo. Entre os principais, estão:
A adoção de hábitos de vida saudáveis é, sem sombra de dúvidas, a principal maneira de se prevenir a manifestação dessa doença.
Isso inclui uma alimentação saudável, com ingestão de verduras, legumes e frutas diariamente, e redução do consumo de sal, açúcar e gorduras.
A prática de exercícios físicos por pelo menos 30 minutos por dia também é uma recomendação, assim como evitar o tabagismo.
A diabetes do tipo 2, antes de ser diagnosticada, pode levar o paciente a ter um quadro de saúde chamado de pré-diabetes.
Nele, há alteração significativa de glicose no sangue e a identificação de alterações na produção de insulina, o que pode indicar que o indivíduo está prestes a ter a doença.
Algumas circunstâncias podem ser determinantes para o surgimento da pré-diabetes, como:
A realização de exames de sangue anualmente é fundamental para que o médico possa entender se o paciente apresenta um quadro de pré-diabetes ou não.
Quando os níveis de glicose estão mais altos do que o normal, esse pode ser um indício do início da manifestação da doença e, portanto, um controle mais detalhado pode ser necessário.
Apesar de essa ser uma condição perfeitamente evitável, estima-se que metade dos pacientes com diagnóstico de pré-diabetes ainda assim desenvolvem a doença devido a um estilo de vida pouco saudável.
Os especialistas reforçam que a prática de exercícios e a mudança de hábitos alimentares são fundamentais para prevenir a doença.
Quem se enquadra nos fatores de risco para o surgimento do diabetes ou que identifica sintomas que podem estar relacionados à doença, pode realizar os três exames necessários para o diagnóstico:
A diabetes não tem cura, somente tratamento para que o nível de glicose se mantenha estável no organismo.
As formas de tratamento variam de acordo com o tipo de diabetes diagnosticado – e o acompanhamento médico é fundamental para que se defina qual será o procedimento em cada caso.
Todavia, aqueles diagnosticados com o tipo 1 da doença podem precisar de doses diárias de insulina ou de medicamentos de uso contínuo para redução dos níveis de glicose.
Já os do tipo 2 também terão que recorrer a medicamentos de uso contínuo, como inibidores de alfaglicosidase, sulfonilureias e glinidas, mas em casos de difícil controle, pode ser necessário também o uso de insulinas.
Além disso, esses pacientes deverão redobrar os cuidados com a saúde, pois essa forma da doença geralmente vem acompanhada de outros problemas de saúde, como obesidade e hipertensão.
A insulina sintética é usada para substituir a substância que não pode ser produzida pelo pâncreas.
A injeção ocorre na camada abaixo da pele, na região com gordura, sendo recomendado escolher regiões específicas do corpo para sua aplicação, como:
Saber aplicar a insulina corretamente é essencial para evitar uma dor intensa (que ocorre quando a injeção acerta o músculo profundamente) ou alteração na correta absorção da substância.
O passo a passo da aplicação da insulina consiste em:
Porém, é importante lembrar que, para esclarecer dúvidas sobre a aplicação, é preciso consultar um especialista.
Entre os tratamentos e indicações complementares que podem ser seguidos além da aplicação de insulina, estão:
Porém, antes de realizar tratamentos complementares, é necessário obter autorização do médico.
O diabetes tipo 1, assim como tipo 2, não tem cura, porém é possível controlar seus sintomas e efeitos no organismo.
Através de tratamentos como a injeção de insulina, medicamentos via oral, principalmente mudanças na dieta e exercício físico, é possível manter o organismo em bom funcionamento.
Mesmo tratamentos alternativos não são capazes de curar o paciente, porém mudanças no estilo de vida e acompanhamento podem ajudar o indivíduo a ter uma rotina comum.
Quem é diagnosticado com diabetes, independente do tipo, precisa adotar uma dieta menos rica em alimentos com açúcar, principalmente branco.
Além disso, é importante evitar derivados de farinha refinada (como pão) e mel.
É indicado que, ao invés de uma dieta com açúcares, sejam incluídos na rotina alimentos que ajudam na digestão, como a fibra.
Grãos integrais, frutas, carnes magras e leguminosas são ótimas opções, ajudando o paciente a se manter saudável.
Outro cuidado que deve-se adotar é alimentar-se entre 4 e 6 vezes por dia para evitar a hipoglicemia.
Entre os alimentos que são indicados para diabéticos, estão:
Porém, é importante lembrar que a orientação de um nutricionista é o mais indicado para que seja feito um plano alimentar individualizado e de acordo com as necessidades do paciente.
O aumento da glicose no sangue pode causar complicações, comprometendo vários sistemas e órgãos, como rins, olhos e até o coração, podendo levar o paciente a óbito.
Entre as consequências da doença não tratada ou tratada incorretamente, estão:
Embora o diabetes possa afetar todas as faixas etárias e gêneros, há fatores de risco que podem influenciar o surgimento da doença. Entre eles, estão:
Quem possui uma ou mais dessas características precisa realizar exames e acompanhamento periódico para possível diagnóstico precoce.
A diabetes acompanha o indivíduo até o fim da vida, e para ajudar a conviver melhor com a doença, há cuidados que podem ser tomados, como:
Você sabia que, depois do surgimento da pandemia de COVID-19 causada pelo coronavírus, foram feitas descobertas em relação à diabetes? Confira alguns dados:
Em relação aos casos de diabetes, também há dados que impressionam:
Um dos motivos para o aumento de diabéticos é o sobrepeso, principalmente em homens.
Desde o começo da pandemia, houve uma grande mudança no estilo de vida, e muitas pessoas tornaram-se sedentárias e aumentaram o consumo de alimentos calóricos.
Distúrbio resultante do nível baixo de glicose na corrente sanguínea, a hipoglicemia pode afetar principalmente pessoas com diabetes.
Quem sofre com o distúrbio pode notar sintomas, como:
Diabéticos podem sofrer com a hipoglicemia principalmente quando não há o controle da doença, uma vez que há uma variação da glicose no organismo.
Em casos de diabéticos que fazem o tratamento com insulina, é possível que a substância em excesso reduza o nível de glicose, causando também a hipoglicemia.
Quem tem diabetes pode evitar o surgimento da hipoglicemia com alguns cuidados, como:
Quem tem diabetes pode ter tanto hipoglicemia quanto hiperglicemia (glicose em excesso no sangue), por isso, a melhor forma de lidar com ambos os distúrbios é mantendo o controle da glicose através de tratamentos e hábitos saudáveis.
O endocrinologista é o responsável por estudar, analisar, diagnosticar, tratar e acompanhar pacientes que possuem alterações hormonais e metabólicas.
Esse médico é especialista no sistema endócrino, atuando desde a identificação de enfermidades até o controle de doenças como a diabetes.
Entre as doenças que o endocrinologista trata, estão:
É recomendado procurar o endocrinologista ao notar sintomas específicos, como:
Quem faz parte dos fatores de risco para o desenvolvimento de diabetes ou apresenta sintomas da doença precisa agendar uma consulta com o endocrinologista.
Esse é um dos especialistas que pode realizar o diagnóstico e indicar os melhores tratamentos.
Além de realizar o acompanhamento dos pacientes com diabetes, o endocrinologista identifica riscos e complicações da doença em todo o organismo, encaminhando para outros especialistas, se necessário.
É essencial que os diabéticos mantenham o acompanhamento médico com o endocrinologista e o oftalmologista para a análise dos tratamentos e seus efeitos.
A consulta precisa ser feita regularmente, principalmente no caso de gestantes, já que a alteração na glicose pode afetar tanto a mãe quanto o bebê.
Quem tem o índice glicêmico entre 100 mg/dL e 125 mg/dL não necessariamente tem diabetes, mas esse valor pode indicar um possível quadro de pré-diabetes. É necessário realizar exames e acompanhamento para o diagnóstico.
A diabetes não é contagiosa, mas pode ser herdada geneticamente.
Não é recomendado o consumo de nenhum desses açúcares e alimentos, pois podem aumentar a glicose no sangue.
Não, a insulina não pode causar dependência, a substância tem efeito somente para o controle de glicose no sangue.
Como mostrado no post "Diabetes: o que é, sintomas, causas e tratamentos", embora não tenha cura, a diabetes adquirida é evitável e, uma vez diagnosticada, controlável.
Para isso, o paciente deve procurar auxílio médico, realizar exames de sangue anuais e seguir à risca os tratamentos prescritos.
É possível ter qualidade de vida e ser saudável mesmo com o diagnóstico da doença.