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Cuidados que você deve ter para evitar a perda auditiva

Limitar o uso de fones de ouvido, utilizar protetores e controlar doenças estão entre os cuidados. Conheça o papel do otorrinolaringologista.

Sua família reclama que você deixa o volume da TV muito alto? Você vive pedindo que as pessoas repitam o que falaram porque você não ouviu direito? Parece que sempre tem um zumbido no seu ouvido? Então saiba que tudo isso pode ser sinal de perda auditiva.

A redução da capacidade de ouvir, também conhecida como deficiência auditiva, pode acontecer em diferentes graus, comprometendo com maior ou menor intensidade a percepção do ambiente, as habilidades de comunicação e os relacionamentos da pessoa afetada. 

O que causa a perda auditiva?

A capacidade auditiva começa a reduzir naturalmente a partir dos 50 anos, de modo que pelo menos metade das pessoas que chegam aos 80 anos apresenta algum grau de comprometimento.

perda de audição

Embora esse seja um fator inerente ao envelhecimento, existem outros motivos que devem ser considerados quando o assunto é o que causa a perda auditiva, por exemplo:

  • Exposição a ruídos intensos por longos períodos (fones de ouvido e ambiente de trabalho);
  • Perfuração do tímpano pela inserção de objetos ou infecções no ouvido (otite);
  • Malformações congênitas do ouvido;
  • Algumas infecções virais, como mononucleose, gripe, herpes, varicela, meningite e HIV;
  • Algumas doenças sistêmicas, como problemas na tireoide, osteoporose, diabetes, hipertensão e obesidade;
  • Lesões, traumas e acidentes;
  • Uso inadequado de determinados medicamentos, como ácido acetilsalicílico, antibióticos e antidiuréticos.

Como evitar a perda auditiva

Os cuidados para evitar a perda auditiva incluem desde a adoção de medidas no dia a dia, a manutenção de uma boa saúde geral e visitas periódicas ao otorrinolaringologista. Confira as dicas:

1. Utilize fones de ouvido de forma segura

A exposição constante a ruídos acima de 80 decibéis (equivalente a um liquidificador) já é suficiente para causar perda auditiva – e esse limite é facilmente ultrapassado pelos fones de ouvido atuais. 

Para reduzir o risco, é necessário adotar alguns cuidados ao utilizar esses acessórios, por exemplo:

  • Mantenha o volume do aparelho sonoro abaixo da metade da capacidade total;
  • Certifique-se de que as pessoas a 1 metro de distância não estejam escutando o som dos seus fones;
  • Não durma de fone de ouvido;
  • Opte por fones de ouvido de boa qualidade, capazes de isolar o ruído externo.

2. Mantenha distância da caixa de som em shows e festas

Ao frequentar eventos musicais, procure ficar longe das caixas de som. O zumbido característico que aparece horas depois de shows e festas já pode indicar dano auditivo, podendo ser necessário consultar o otorrinolaringologista.

3. Adote cuidados especiais se você trabalha em call center

Atendentes de call center e serviços de telemarketing passam o dia todo utilizando fones de ouvido, o que aumenta o risco de uma doença irreversível conhecida como perda auditiva por ruído (PAIR). Para evitar esse problema, é recomendável:

  • Alterne o uso do fone de ouvido entre a orelha direita e a esquerda;
  • Ajuste o volume do fone para o mínimo possível;
  • Faça pausas de 10 minutos para cada hora de trabalho.

4. Utilize protetores auriculares em ambientes ruidosos

Trabalhadores de fábricas e da construção civil apresentam risco elevado de perda auditiva por ruído devido à exposição constante ao barulho de soldas, furadeiras e máquinas em geral, devendo utilizar protetores auriculares durante o expediente. 

5. Abandone o uso dos cotonetes

A cera é uma substância naturalmente produzida pelo organismo com o objetivo de manter os ouvidos lubrificados e impedir a entrada de microrganismos, portanto ela não deve ser removida sem a avaliação de um otorrinolaringologista.

perda auditiva

Além desse motivo para abandonar o uso dos cotonetes, considere que eles ainda podem causar perda auditiva por perfurar o tímpano, lesionar os canais internos do ouvido e prejudicar o posicionamento correto dos ossinhos auriculares.

6. Cuide da sua saúde e controle as doenças crônicas

Embora a perda auditiva não esteja entre os efeitos mais famosos das doenças crônicas, ela de fato pode ocorrer. No caso de obesidade, diabetes, hipertensão e osteoporose, por exemplo, a redução da capacidade auditiva se dá pelo prejuízo da circulação sanguínea nos vasinhos do ouvido.

Ter uma alimentação equilibrada é um dos principais pilares para evitar e controlar essas doenças. Além disso, a audição é diretamente beneficiada pelo consumo de frutas, verduras, legumes e castanhas, que são ricos em substâncias como vitamina C, vitamina E e carotenoides, que ajudam a preservar as células ciliadas da orelha interna.

7. Faça os tratamentos de acordo com a recomendação médica

Tratamentos incompletos ou inadequados de infecções como gripe, otite, sinusite e meningite podem levar à perda auditiva. Por isso, é necessário seguir as recomendações médicas e não substitui-las por soluções caseiras. 

A automedicação também deve ser evitada porque alguns medicamentos, quando mal utilizados, podem ser tóxicos para os ouvidos. Este é o caso de determinados antibióticos (neomicina, gentamicina, eritromicina), da furosemida e do ácido acetilsalicílico.

8. Consulte-se regularmente com o otorrinolaringologista

A maior parte das pessoas só procura o otorrinolaringologista quando já apresenta algum comprometimento da audição, que talvez pudesse ter sido evitado com um tratamento precoce ou com medidas de prevenção.

Por isso, recomenda-se consultar o médico especialista na saúde do ouvido se houver qualquer tipo de desconforto, dor ou zumbido na região, de forma a evitar que o problema se instale ou se agrave. 

Além disso, pessoas com mais de 50 anos devem fazer uma consulta anual para avaliar sua capacidade de audição e reduzir a velocidade da perda auditiva. Agende seu horário com o otorrinolaringologista pelo aplicativo ou pelo site do MEDPREV.

Fonte(s): Abril SaúdeRevista Médica de Minas GeraisBem EstarAssociação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial e Brazil Health

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