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Coronavírus: o que os grupos de risco precisam saber?

Conheça o perfil dos pacientes mais suscetíveis a terem complicações em decorrência do Covid-19 e saiba como se proteger.

Até o presente momento já são mais de 235 mil pessoas infectadas pelo coronavírus no mundo. Destas, cerca de 10 mil morreram em decorrência da Covid-19. Em contrapartida, descontando-se os casos ativos, há registros de mais de 86 mil pacientes que se recuperaram da doença.

O que torna algumas pessoas mais propensas do que outras a apresentarem complicações em razão do vírus? Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), asmáticos, fumantes, hipertensos, diabéticos e pessoas com problemas cardiovasculares, além de pessoas acima dos 60 anos, integram o chamado “grupo de risco”.

Na prática, todos nós, independentemente da idade ou das condições de saúde, estamos sujeitos a contrair o vírus. Porém, pacientes que fazem parte do grupo de risco podem ter um organismo mais debilitado e com menos condições de combater a doença. São justamente essas pessoas que precisam se proteger e serem protegidas.

Tomando como exemplo números da China, por lá a taxa de mortalidade é de 0,2% para pessoas de até 40 anos; pacientes entre 70 e 79 anos têm taxas de mortalidade de 8%; no caso daqueles acima dos 80 anos, o índice chega a 14%.

Como o coronavírus age e por que os grupos de risco precisam se proteger mais?

O coronavírus é um vírus da variedade SARS, sigla em inglês para “Síndrome Respiratória Aguda Grave”. Pessoas que apresentam algumas das condições acima em geral têm uma resposta mais lenta como reação a infecção do vírus. Com menor capacidade de frear a doença ela se alastra, podendo chegar à corrente sanguínea e atingir os pulmões, causando pneumonia.

Os pacientes idosos em geral apresentam pelo menos uma dessas condições, mas eles não são os únicos. Por essa razão, qualquer pessoa que se enquadre em um grupo de risco deve redobrar a atenção durante a pandemia. Uma boa alimentação e o uso de medicamentos contínuos são suficientes para aumentar a imunidade, mas não para frear o vírus.

Nesse caso, os cuidados são os mesmos para todos: lavar as mãos com água e sabão ou álcool em gel sempre que houver contato com objetos, evitar colocar as mãos nos olhos, na boca e no nariz e reduzir o contato social, mesmo com pessoas que não apresentem sintomas. 

Além disso, medidas práticas que podem ser tomadas dentro de casa incluem não compartilhar objetos de uso pessoal, como toalhas, talheres e copos, além de manter a distância de pelo menos 1,5 metro de pessoas que estiverem falando.

Hipertensos: o Covid-19 pode enfraquecer o coração

Pacientes diagnosticados com hipertensão ou problemas cardíacos podem ter complicações de saúde se contraírem o vírus. Como reação à Covid-19, o corpo produz algumas substâncias que podem contribuir para deixar o coração mais fraco. Ao afetar o músculo cardíaco pode ocorrer uma sobrecarga. Como consequência disso, arritmias e paradas cardíacas se tornam mais prováveis.

Asmáticos: as crises podem piorar

A dificuldade para respirar é um dos sintomas apontados como determinantes para que os pacientes procurem auxílio médico. Em pacientes com quadro de asma, a tendência é que as crises sejam mais graves, pois a sensação de falta de ar e a secreção nos pulmões aumentam. Essa condição pode contribuir para agravar os problemas mais rapidamente.

Diabetes: um fator de risco constante

Além do Covid-19, o diabetes é um fator de risco para diversas outras doenças e infecções. O principal problema é a forma como o coronavírus mexe com o sistema imunológico. Um organismo já com limitações se torna ainda mais frágil e as consequências podem ser devastadoras. 

Fumantes: condição respiratória prejudicada

Já para os fumantes, a preocupação é a mesma relacionada a qualquer outra doença respiratória. As substâncias nocivas do cigarro podem provocar enfisema pulmonar e bronquite. Com os pulmões mais debilitados, as chances de que a doença se agrave aumentam. Nesse caso, redobrar os cuidados também é o melhor caminho.

Crianças estão imunes ao coronavírus?

As crianças não fazem parte do grupo de risco do coronavírus, mas isso não significa que elas estejam imunes. Elas podem contrair a doença e transmiti-la para outras pessoas, mas as chances de que elas desenvolvam casos graves de Covid-19 são menores. A OMS ressalta ainda que é preciso ter cautela nessa afirmação, pois o comportamento do vírus ainda está sendo estudado.

Sexo e tipo sanguíneo influenciam?

De acordo com a OMS, ainda levando em consideração os dados da China, a taxa de mortalidade do coronavírus é mais alta entre homens do que entre as mulheres – 2,8% contra 1,7%. Pesa em favor delas o fato de que as gripes costumam atingir mais os homens. O hormônio feminino estrogênio é um estimulante do sistema imunológico e auxilia no combate mais eficaz dos agentes patogênicos.

Um outro estudo realizado na China, ainda inconclusivo, tenta descobrir se há alguma relação entre o tipo sanguíneo do paciente e as complicações em função do Covid-19. Após o estudo de 2 mil casos, os pesquisadores levantaram que aqueles com sangue do tipo A mostraram uma taxa de infecção maior, mas ainda não se sabe os motivos ou se há de fato uma relação direta entre a doença e a tipagem sanguínea.

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