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Como prevenir e tratar herpes

Doença é causada por vírus e tem várias formas de contágio; saiba como identificar os sintomas e quando é hora de procurar tratamento.

Herpes genital e herpes labial são duas das formas mais comuns de manifestação desse vírus, que atinge tanto homens quanto mulheres. Saber o que é herpes e quais são as suas formas de contágio é o primeiro passo para se prevenir dessa doença.

Apesar de ser considerada uma doença comum, a herpes não tem cura. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) estimam que 3,7 bilhões de pessoas com idade inferior a 50 anos tenham herpes tipo 1 enquanto outras 417 milhões tenham herpes do tipo 2. Vamos conhecer mais detalhes sobre essa doença.

O que é herpes?

Basicamente, podemos classificar a herpes como uma infecção viral comum. Ela pode se manifestar de duas maneiras: oral (herpes tipo 1 – HSV-1) e genital (herpes tipo 2 – HSV-2). Alguns cuidados especiais podem facilitar a prevenção da doença. Contudo, como muitas vezes a herpes é assintomática, muitas pessoas sequer sabem que estão infectadas.

A transmissão do vírus da herpes se dá pelo contato direto entre pessoas, ainda que os infectados não possuam nenhum tipo de lesão ativa. Além disso, existe ainda a possibilidade de infecção por meio de objetos, embora ela seja menos comum. A incubação do vírus leva, em média, duas semanas.

No entanto, graças ao bom funcionamento do sistema imunológico em organismos saudáveis, é possível ainda que muitos vírus não resultem em nenhum tipo de lesão aparente na pele. É por essa razão que o número de pessoas que irão contrair HSV-1 ao longo da vida é elevado.

HSV-1: a forma mais comum de herpes

O vírus HSV-1, também conhecido como herpes do tipo 1, é também a forma mais simples e disseminada de contaminação. Muitas pessoas têm o primeiro contato com essa forma do vírus ainda na infância. Seus sintomas estão associados com infecções nos lábios, na boca e no rosto. Elas resultam em feridas, como aftas, infecções nos olhos e até mesmo em infecções no revestimento do cérebro (meningoencefalite).

Em todos esses casos, o vírus é transmitido por meio do contato com saliva infectada. A forma mais comum de transmissão é pelo beijo – uma vez que o vírus não precisa estar ativo e também não há a necessidade de que existam lesões aparentes. Além disso, o sexo oral também é apontado como uma forma possível de transmissão.

Por fim, menos comum, mas perfeitamente possível, é a transmissão do HSV-1 a partir do uso compartilhado de utensílios, como talheres ou copos. A boa notícia, entretanto, é que as pessoas contaminadas pelo vírus HSV-1 via oral têm baixíssima probabilidade de serem infectados por essa mesma modalidade nos genitais.

HSV-2: doença sexualmente transmissível

A herpes do tipo 2 é considerada um pouco mais grave e, apesar de ser uma doença sexualmente transmissível, as relações sexuais não são, necessariamente, a única maneira de contrair essa doença.

O contato sexual desprotegido, no entanto, é a principal causa de transmissão, pois o vírus pode se concentrar no sêmen, nas secreções vaginais ou na saliva. Embora raro, existe a possibilidade de contaminação por HSV-2 através do compartilhamento de objetos. Essas chances, no entanto, são mínimas, pois o vírus sobrevive pouco tempo fora do corpo.

Durante a gravidez, no parto e no pós-parto, a mãe pode ainda transmitir essa doença para a criança, caso esteja infectada. A chamada transmissão vertical pode ocorrer em qualquer um desses momentos e, por essa razão, os exames e as consultas do pré-natal são essenciais para que se possa identificar essa possibilidade.

Fatores de risco e sintomas

No caso do HSV-1, que pode atingir até 90% da população, as situações mais comuns de contágio ocorrem ainda na infância, especialmente naquelas crianças submetidas a piores condições de higiene e saúde. À medida que a idade adulta chega, o corpo humano desenvolve uma certa resistência a esse tipo de vírus.

O oposto ocorre com o HSV-2, considerada uma doença sexualmente transmissível e, portanto, predominante em adultos. O contato com pessoas infectadas é o maior fator de risco, mas situações como traumatismos, estresses, exposição prolongada ao sol e menstruação podem ser fatores de contaminação.

Como já mencionamos, na ampla maioria dos casos a HSV-1 é assintomática. No entanto, pequenas bolhas ou aftas na boca, febre durante o primeiro episódio de infecção e sensação de queimação ou formigamento nas lesões podem ser percebidos.

Já a HSV-2, apesar de ser assintomática na maioria dos casos, pode causar dores e irritação de dois a dez dias depois do contágio, manchas vermelhas e pequenas bolhas esbranquiçadas e úlceras na região dos genitais.

Em todos os casos, ao perceber qualquer um desses sintomas, o ideal é procurar auxílio médico. Uma consulta com um clínico geral ou com especialistas de infectologia, imunologia, dermatologia, urologia e ginecologia podem ser essenciais para que se identifique a tempo a doença e se inicie o tratamento.

O diagnóstico preciso de HSV-1 é feito por meio de exame de sangue (sorologia), teste de anticorpo fluorescente e cultura viral da lesão. O tratamento pode ir desde cuidados tópicos até o uso de medicamentos antivirais. A herpes em si não é uma doença grave, mas se não for tratada pode evoluir para outros problemas como encefalite, meningite, pneumonia, infecção do olho ou da traqueia e erupções variceleformes.

Formas de prevenção

Como já mencionamos também, esse é um tipo de doença que não tem cura, mas as lesões costumam desaparecer sozinhas depois de uma ou duas semanas. Aqueles que têm alguma doença que enfraqueça o sistema imunológico podem apresentar por mais tempo os sintomas.

Evitar o contato com lesões abertas e o contato sexual quando houver lesões ativas são formas de minimizar o risco de transmissão. Isso inclui também a prática de sexo seguro, com o uso de preservativos. Para as gestantes diagnosticadas com infecções ativas de herpes na ocasião do parto, a cesariana é o procedimento recomendado.

De resto, não hesite: em caso de percepção de qualquer um dos sintomas acima, procure imediatamente um médico para obter um diagnóstico mais preciso, Lembre-se: quanto antes for diagnosticado, mais rápido e mais simples será o tratamento.

Fonte(s): Dicas de Mulher, Drauzio Varella, Ministério da Saúde, Minha Vida e eCycle

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