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Como lidar com a ansiedade?

Reação normal diante de situações de medo, dúvida ou expectativa, condição pode virar um distúrbio se atingidos níveis elevados, com consequências graves.

A expectativa do resultado de um exame médico. A perspectiva de estar em um local em que há chances de ser assaltado. A chance de ser chamado para uma vaga de emprego. Saber como lidar com a ansiedade é algo a que todos nós estamos sujeitos.

A ansiedade é uma reação emocional natural, uma espécie de sinal que prepara o indivíduo para o que está por vir. Porém, quando essa sensação cruza certos limiares toleráveis, prejudicando o sono, a alimentação ou mesmo a sociabilização, entra em cena um distúrbio chamado transtorno da ansiedade generalizada (TAG).

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é considerado o país com maior número de ansiosos da América Latina. Estima-se que 9,3% da população seja afetada por esse problema – um número que vem crescendo na última década. As mulheres sofrem mais com o problema – 7,7% delas são ansiosas, enquanto entre eles o índice é de 3,6%.

Ansiedade generalizada: uma reação desproporcional

Embora os sintomas de ansiedade sejam amplamente conhecidos, pois todos nós passamos por momentos como esses ao longo da vida, é quando a ansiedade atinge respostas desproporcionais aos fatos que se considera a possibilidade de algum transtorno.

Em geral, as pessoas acometidas pelos transtornos de ansiedade não têm noção exata da sua condição, de forma que a maneira mais eficaz de descobrir se os níveis de ansiedade estão mais altos do que o normal é recorrendo a um profissional de saúde. Um médico poderá avaliar a condição do paciente com assertividade, encaminhando-o se for o caso para tratamento com especialistas ou mesmo administrando medicamentos.

Em geral, a ansiedade vem acompanhada de outros problemas ou os seus sintomas acabam por desencadear outras condições. Inquietação, fadiga, irritabilidade, dificuldade de concentração ou tensão muscular são alguns dos exemplos. Outros sintomas como palpitações, falta de ar, taquicardia, sudorese excessiva, náuseas e perturbações do sono também são identificados com frequência.

Como lidar com a ansiedade?

A resposta para essa pergunta é bastante ampla. Como as causas da ansiedade são variadas, as formas de combatê-la também são variadas. Primeiramente, vale lembrar que ao perceber que alguns dos sintomas acima estão se tornando frequentes, marque uma consulta e procure imediatamente a orientação de um médico.

O profissional de saúde, baseando-se no histórico de vida do paciente, em uma avaliação clínica e, se necessário, em exames laboratoriais, indicará se há a necessidade de administrar medicamentos antidepressivos ou ansiolíticos. O tratamento, em geral, não é pontual, mas sim prolongado – de seis a doze meses. Com a constatação de efetividade, as doses serão reduzidas com passar do tempo.

Além disso, mudanças nos hábitos de vida são frequentemente associadas ao tratamento de ansiedade. A prática de atividades físicas e a redução da exposição às situações de estresse, por exemplo, são recorrentes como possibilidades de condutas que visam reduzir os níveis de ansiedade. Abaixo, listamos algumas delas que podem ajudá-lo a manter o controle.

1. Pratique atividades físicas

A prática de exercícios físicos deve ser feita sempre mediante orientação do seu médico. Se você estiver apto, poderá começar com caminhadas três vezes por semana, evoluindo posteriormente para a corrida ou pedalada. Bastam 30 minutos por dia para que os níveis de ansiedade comecem a reduzir.

As atividades físicas, além de fazerem bem para a saúde como um todo, elevam a produção de serotonina, uma substância que aumenta a sensação de prazer. Obviamente, nem todos estão dispostos ou têm interesse na prática de exercícios, mas essa é uma opção a ser considerada para a redução da ansiedade.

2. Reduza a exposição às situações de estresse

Em casa ou no trabalho, constantemente nos vemos em meio a situações de estresse. Contas para pagar, problemas de relacionamento com os familiares, metas altas a atingir no escritório ou uma carga horária de trabalho acima das 8 horas diárias são situações que naturalmente nos deixam mais ansiosos.

Para quem não está conseguindo manter o controle dos níveis de ansiedade, a melhor alternativa é buscar um tempo para si mesmo. A meditação e o ioga, por exemplo, são duas maneiras de aliviar o estresse. Buscar técnicas que melhorem a respiração também vão ajudá-lo a se sentir melhor consigo mesmo.

3. Seja mais organizado

Acumular coisas sem utilidade e manter uma rotina com mais atividades do que é possível realizar invariavelmente resultará em frustrações e situações de estresse. Pessoas que não conseguem organizar o seu dia a dia frequentemente se veem em situações que aumentam os níveis de ansiedade.

Viver em um ambiente minimamente organizado, seja no trabalho ou na sua residência, auxilia a manutenção do equilíbrio emocional. Com as coisas à sua volta organizadas, sobra mais tempo para realizar as atividades e você consegue aproveitar melhor os momentos de lazer.

4. Tenha boas noites de sono

Noites mal dormidas geram irritabilidade no dia seguinte. Com o passar dos dias, o cansaço acumulado faz com o seu corpo se sinta esgotado – e a fadiga é um dos gatilhos capazes de provocar crises de ansiedade. Portanto, dê uma atenção especial às suas noites de sono.

Procure dormir entre 7 e 8 horas por dia, sempre em um local arejado e livre de luminosidade e de ruídos. Estabeleça uma hora certa para ir dormir e evite ficar com o celular ou o tablet ligados a partir do momento em que estiver deitado. Use as suas noites para descansar e garantir uma melhor qualidade de vida.

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O combate à ansiedade é algo que requer ações constantes. Muitas vezes, o paciente salta de um quadro de ansiedade natural para um transtorno de ansiedade generalizada sem se dar conta. Nesses casos, o acompanhamento médico é fundamental para a obtenção de melhores resultados.

As dicas acima visam atenuar os sintomas, mas de forma alguma substituem a orientação assertiva que os profissionais de saúde são capazes de proporcionar. Ao se encontrar em situações como essas, busque imediatamente auxílio na rede de médicos credenciados do Medprev.

Fonte(s): Drauzio Varella, Jornal da USP, Revista Galileu, Revista Saúde, Minha Vida, Viva Bem, Psicologia Viva e El Hombre

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