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Revisado pela Equipe de Redação da Medprev
Com o aumento das temperaturas e das chuvas, aumenta também a proliferação do mosquito transmissor da dengue. Por isso, embora os cuidados sejam necessários no ano todo, é ainda mais importante saber como identificar o mosquito Aedes aegypti durante o verão.
Responsável também pela transmissão dos vírus causadores da zika, da chikungunya e da febre amarela, esse mosquito se beneficia do calor e da umidade, fatores que favorecem a eclosão dos ovos nos meses mais quentes do ano.
As doenças transmitidas pelo Aedes aegypti podem ter complicações muito graves, como a falência de órgãos vitais como rins, pulmões e fígado, hemorragias, síndrome de Guillain-Barré, surdez, microcefalia e morte. Dessa forma, saber como reconhecer e combater o mosquito é fundamental para evitar esses problemas.
O mosquito transmissor da dengue e de outras doenças precisa de água parada, seja ela limpa ou suja, para se reproduzir.
Por isso, ele vive preferencialmente em ambientes urbanos, depositando seus ovos em pneus, latas e garrafas vazias, calhas entupidas, pratinhos de plantas, caixas-d’água descobertas e outros objetos. Saiba mais sobre o Aedes aegypti e aprenda a identificá-lo:
À primeira vista, o mosquito da dengue é bastante similar aos pernilongos comuns, medindo 0,5 a 1 cm e apresentando coloração preta ou marrom no corpo e nas asas.

Sua principal particularidade é a presença das famosas listras brancas no abdômen e nos três pares de patas.
O Aedes aegypti tem hábitos diurnos e é mais ativo nas primeiras horas da manhã e no fim da tarde, por isso a maior parte das picadas acontece nesses horários.
Mosquitos machos e fêmeas se alimentam de néctar e seiva, mas apenas as fêmeas picam os humanos, pois o sangue é necessário para o desenvolvimento dos ovos.
Como o mosquito da dengue voa a cerca de meio metro do solo, as regiões mais atingidas por suas picadas são as pernas, os tornozelos e os pés – o que não impede que ele pique outras partes do corpo humano se houver oportunidade.
A saliva do Aedes aegypti contém uma substância anestésica que faz com que a picada muitas vezes não coce. Mesmo assim, esse desconforto pode surgir em alguns casos, sendo impossível distinguir a picada desse inseto da de um mosquito comum – especialmente porque também pode haver inchaço e vermelhidão, formando uma bolha no local.
Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.
Conhecendo o ciclo de vida e os hábitos do Aedes aegypti, é possível estabelecer as medidas necessárias para combatê-lo e evitar a transmissão de dengue, zika, chikungunya e febre amarela.
O uso de repelentes pode reduzir as chances de ser picado, mas não tem nenhum efeito sobre a infestação de mosquitos. Por isso, é mais recomendado adotar cuidados que impeçam a reprodução do inseto por eliminar seus criadouros e complementar essas medidas com o reforço da proteção individual. Veja como fazer isso:
Os primeiros sintomas de dengue, zica, chikungunya e febre amarela são pouco específicos e incluem febre, dor de cabeça, náuseas, vômitos, manchas vermelhas na pele e dores nas articulações e nos músculos, o que torna difícil diferenciar essas doenças entre si e em relação a outros males.
Por isso, além de saber como identificar o mosquito Aedes aegypti e adotar as medidas de prevenção, é preciso estar atento aos sintomas e procurar atendimento médico de emergência ou com o clínico geral, que está disponível pelo MEDPREV, para obter o tratamento mais adequado.