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Revisado pela Equipe de Redação da Medprev
A arritmia cardíaca é uma condição mais comum do que se imagina, mas muitas pessoas não sabem que têm essa condição.
Esse é um distúrbio do ritmo cardíaco que provoca a sensação de que o coração deixou de dar uma batida, ou seja, uma irregularidade que faz com que os batimentos cardíacos ocorram de maneira rápida ou muito lenta.
Contudo, em alguns casos, essa condição pode se tornar um problema grave.
Para saber mais sobre a arritmia cardíaca: o que é, sintomas, causas e tratamentos, acompanhe o post abaixo!
Arritmia cardíaca é uma alteração no ritmo do batimento do coração, que pode fazer com que ele bata mais rápido, mais lento ou fora de um ritmo regular. Essa alteração pode ser benigna ou maligna.
Quando benigna, a arritmia cardíaca não altera a função ou o desempenho do coração, e pode ser controlada com medicação e atividade física, não trazendo riscos para a saúde.
Já as arritmias malignas, são aquelas que pioram com esforço ou exercício, podendo levar ao óbito.
Geralmente, a arritmia na forma grave acomete pessoas que já possuem histórico de doenças coronarianas, como infarto, por exemplo. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Contudo, pessoas saudáveis também podem apresentar quadro de arritmias que não interferem nas atividades diárias, mas que podem ameaçar a vida.
Coração acelerado não significa necessariamente arritmia cardíaca, mas quando ele vem acompanhado de outros sintomas como tontura, falta de ar e vertigem, é um sinal de alerta.
Os sintomas mais comuns que podem indicar uma arritmia cardíaca são:
Além disso, a arritmia pode ser sinalizada por outros sinais.
Contudo, algumas arritmias podem ser assintomáticas. Nesses casos, uma parada cardíaca e a própria morte súbita cardíaca (instantânea, inesperada, repentina e não acidental), podem ser a manifestação inicial da doença.⠀
Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.
Portanto, ao sentir algum sintoma que o faça suspeitar da arritmia, é importante procurar ajuda médica imediatamente, como a de um clínico geral.
Além disso, é importante consultar um cardiologista para fazer o acompanhamento e o tratamento mais adequado, prevenindo complicações.
As arritmias cardíacas são classificadas de acordo com as alterações que provocam na frequência cardíaca.
De maneira geral, são divididas em quatro tipos: ventricular, supraventricular, taquicardia e bradicardia.
A arritmia ventricular pode acometer qualquer pessoa, mas principalmente quem já sofreu um infarto ou passou por uma cirurgia cardíaca.
Essa é uma arritmia grave com frequências cardíacas muito elevadas, podendo causar síncope (desmaio) e, até mesmo, uma morte súbita.
As chamadas supraventriculares, são arritmias que aceleram subitamente os batimentos cardíacos.
Com origem nos átrios, que são as câmaras superiores do coração, geralmente não têm causa aparente, sendo muitas vezes consideradas um problema de nascença.
Contudo, em alguns casos podem se desenvolver em corações que apresentam alguma anormalidade, como insuficiência cardíaca, problemas nas válvulas e distúrbios pulmonares, como bronquite crônica.
Em seu estado normal de repouso, normalmente o coração de uma pessoa adulta bate entre 60 e 100 vezes por minuto.
Quando esses batimentos superam as 100 vezes por minuto, então a pessoa é diagnosticada com taquicardia.
Esse tipo de arritmia pode ser sintoma de um transtorno ou de uma doença.
Contudo, em alguns casos, o consumo excessivo de substâncias como a cafeína também pode causar uma taquicardia temporária.
A chamada bradicardia, por sua vez, acontece quando as batidas são mais lentas, ou seja, abaixo de 50 batimentos por minuto.
Neste ritmo, em alguns casos o coração não consegue bombear sangue suficiente para o corpo, causando sintomas como tontura, falta de energia, falta de ar ou até mesmo, desmaios.
Lembrando também, que a bradicardia pode ser fisiológica, ou seja, normal em pessoas que praticam muita atividade física, por exemplo.
A arritmia cardíaca pode ocorrer devido a diversas situações, que podem, ou não estar diretamente relacionadas com o coração.
Dentre as causas mais frequentes estão:
Além das causas, existem alguns fatores considerados de risco que podem aumentar as chances de um indivíduo desenvolver arritmia. Por exemplo:
O diagnóstico da arritmia cardíaca é feito através de uma minuciosa avaliação clínica e confirmado por alguns exames cardiológicos, como:
Apesar de a genética também predispor a arritmia, assim como em outras doenças cardiovasculares, as arritmias podem ser evitadas e controladas com algumas medidas preventivas, como:
Outro ponto importante para a prevenção da arritmia cardíaca é manter as consultas cardiológicas sempre em dia.
Tanto em quadros acelerados quanto lentos, as arritmias cardíacas podem trazer uma série de complicações graves.
No caso de batimentos acelerados associados ou não com sintomas como fraqueza, tontura, desmaios e falta de ar, a pessoa deve procurar atendimento médico de emergência.
Já no caso de batimento cardíaco lento, se for episódio de início agudo associado à tontura, fraqueza ou desmaios, a pessoa deve procurar atendimento médico de emergência.
Quando não diagnosticadas e tratadas, as arritmias cardíacas podem trazer uma série de complicações graves. Além de desmaios repentinos, entre suas complicações, estão:
Portanto, ao sinal dos primeiros sintomas e de qualquer alteração nos batimentos do coração, é preciso investigar o quadro de saúde.
Lembrando sempre que o cardiologista é o profissional indicado para avaliar os sintomas e realizar o diagnóstico correto das arritmias.
Em relação à arritmia cardíaca, o tipo de tratamento depende de cada caso. Com o diagnóstico confirmado, o médico cardiologista determina o tratamento mais adequado para cada paciente.
No caso de arritmias pouco frequentes, geralmente o tratamento é realizado através de acompanhamento clínico sem medicação ou até mesmo o uso regular de medicamentos.
Contudo, nos casos considerados graves, o paciente pode passar por procedimentos como o implante de marcapassos ou de cardiodesfibriladores.
Confira a seguir algumas das principais dúvidas sobre arritmia cardíaca:
Arritmias cardíacas são sempre malignas? Mito. Existem benignas e malignas. A diferença é que as benignas não colocam a vida em risco, enquanto as malignas podem causar morte súbita. Só é possível identificar o tipo após a avaliação de um cardiologista;
Arritmias cardíacas sempre provocam aceleração dos batimentos cardíacos? Mito. As arritmias cardíacas podem ser do tipo taquicardia (coração bate rápido demais) ou bradicardia (batidas lentas e em descompasso). O que caracteriza o problema é a alteração no ritmo dos batimentos do coração;
Quem tem arritmia cardíaca vai tomar remédios para o resto da vida? Mito. Quem determina qual o tratamento indicado e a duração deste é o médico especialista. O tipo de tratamento depende do tipo de arritmia e pode envolver medicamentos, ablação por cateter, marcapasso ou apenas observação clínica;
As arritmias cardíacas têm sempre sintomas claros? Mito. Os sintomas mais comuns são palpitações, desmaios, tonturas, confusão mental, fraqueza, pressão baixa, dor no peito. Mas há casos de arritmias assintomáticas, por isso é necessária atenção.
O coração pode voltar a bater no ritmo normal? Verdade. A maior parte das arritmias cardíacas podem ser revertidas através de métodos invasivos ou simples mudanças de hábitos. Contudo, é preciso um acompanhamento criterioso com um cardiologista que vai orientar o paciente sobre o melhor método de tratamento para o caso.
Como visto no post "Arritmia Cardíaca: o que é, sintomas, causas e tratamentos", a arritmia cardíaca pode surgir em pessoas com o coração saudável ou que já tenham doença cardíaca.
Essa alteração é uma desorganização elétrica no coração que provoca mudanças no ritmo das batidas cardíacas, ou seja, faz com o que o coração bata rápido demais ou muito lento, de maneira irregular.
Por isso, ao notar os sintomas, é indicado procurar ajuda profissional, pois somente um especialista pode diagnosticar e indicar o tratamento adequado.