
• Tempo de leitura 7 min
Revisado pelo(a) Dra. Bárbara Ponce, CRM/MA 8911
A amigdalite provoca sintomas como dor de garganta ou sensação de que ela está arranhando, sendo comum em todas as pessoas e idades, mas especialmente em crianças.
Para evitá-la, é importante conhecer seus sintomas e formas de contágio, além de buscar atendimento médico quando necessário.
Saiba mais sobre a amigdalite: o que é, sintomas, causas e tratamento a seguir.
A amigdalite se caracteriza pelo ataque de vírus, bactérias e outros agentes que causam doença nas amígdalas (estruturas linfáticas que ficam no fundo da garganta), provocando uma inflamação.
Ela surge quando a função das amígdalas como estruturas de proteção do sistema respiratório falha ao barrar infecções oportunistas, de modo que os agentes conseguem danificá-las.
A amigdalite pode ser dividida nos seguintes tipos:
Entre alguns dos sintomas da amigdalite, estão:
As amigdalites virais passam em poucos dias, enquanto as bacterianas precisam de tratamento médico.
Além disso, esses sintomas podem ser confundidos com doenças como a faringite e a mononucleose.
Por isso, é preciso procurar um médico, como um otorrinolaringologista ou clínico geral, se os sintomas durarem mais de 4 dias, se houver dificuldade para respirar, comer ou beber.
O profissional faz uma avaliação detalhada para distinguir as doenças e recomendar o melhor tratamento para cada caso.
A principal causa da amigdalite são as infecções virais ou bacterianas que afetam as amígdalas.
A transmissão da doença pode acontecer das seguintes formas:
Há, contudo, fatores que colaboram para o surgimento da doença, sendo eles:
Os principais médicos que podem diagnosticar a amigdalite são o otorrinolaringologista e o clínico geral, mas o pediatra também pode avaliar os sintomas em crianças.
Para isso, os profissionais realizam exame físico da garganta, pescoço, ouvidos e nariz para identificar possíveis sinais.
Se julgarem necessário, podem solicitar exames laboratoriais e de imagem para confirmar o diagnóstico.
O tratamento da amigdalite varia conforme a causa (vírus, bactérias ou fungos).
Quando decorrente de vírus, o médico recomenda medicações e ações que aliviem os sintomas, pois a amigdalite costuma regredir espontaneamente com o tempo.
Assim, ele pode receitar analgésicos, anti-inflamatórios, repouso e aumento da ingestão de água, por exemplo.
Já no caso da amigdalite bacteriana, é fundamental usar antibióticos e seguir a prescrição médica à risca para que haja uma melhora efetiva da condição.
Do contrário, podem surgir complicações como a migração das bactérias para outros tecidos, causando febre reumática e inflamação renal, dentre outras.
Nos casos em que a amigdalite é recorrente ou crônica, pode ser necessário realizar uma amigdalectomia, ou seja, a remoção das amígdalas.
Contudo, a operação é indicada em último caso, quando não há outras opções disponíveis.
Entre as medidas preventivas que podem ajudar no combate à amigdalite, estão:
A amigdalite aparece quando vírus, bactérias ou fungos atingem as amígdalas e causam inflamação.
Isso acontece, em geral, após o contato com alguém contaminado ou por baixa imunidade.
O descanso, a hidratação e o uso correto dos medicamentos indicados pelo médico aceleram a melhora.
Além disso, seguir as orientações do profissional de saúde é essencial para evitar complicações.
Ela se torna grave quando há dificuldade para respirar, engolir ou quando os sintomas persistem por mais de quatro dias. Nesses casos, o atendimento médico deve ser imediato.
Os sinais mais comuns são dor e vermelhidão na garganta, febre e dificuldade para engolir. Também podem surgir mau hálito, dor de cabeça e inchaço nos gânglios do pescoço.
A forma aguda costuma durar de três a sete dias, melhorando gradualmente. Já a crônica pode se repetir por semanas, alternando períodos de melhora e retorno dos sintomas.
Algumas infecções sexualmente transmissíveis, como a gonorreia, podem causar inflamação nas amígdalas.
Nesses casos, é necessário um diagnóstico médico preciso para definição do tratamento mais adequado.
O médico pode indicar anti-inflamatórios e analgésicos para aliviar a dor e reduzir o inchaço, além de outros medicamentos fundamentais, como o antibiótico no caso de amigdalite bacteriana.
A viral melhora sozinha em poucos dias e costuma causar sintomas mais leves. Por sua vez, a bacteriana apresenta pus nas amígdalas, sintomas intensos e persistentes, e exige tratamento com antibióticos.
Sim, quando a origem é viral ou fúngica, o corpo elimina a infecção naturalmente com cuidados básicos. O antibiótico só é necessário se o agente causador for uma bactéria.
Faringite e mononucleose apresentam sintomas semelhantes, como dor e vermelhidão na garganta.
Por isso, o diagnóstico médico é essencial para identificar a real causa.
A presença de pus amarelado e febre alta indica infecção. Já a inflamação sem pus tende a causar apenas vermelhidão, dor e inchaço.
Descansar, beber bastante água e manter a garganta úmida ajudam na recuperação, assim como usar compressas mornas e adotar uma alimentação balanceada.
Quando não tratada, pode causar febre reumática ou inflamação nos rins. Essas complicações surgem devido à migração das bactérias para outras partes do corpo.
Sim, o contágio ocorre, por exemplo, por gotículas de saliva, tosse ou objetos compartilhados. Por isso, é importante evitar contato próximo até o fim do tratamento.
O fumo, a desidratação, o uso incorreto de medicamentos e permanecer em locais fechados favorecem o contágio e a piora.
O diagnóstico é feito por exame físico da garganta e, se necessário, exames laboratoriais ou testes rápidos específicos para confirmar o tipo de agente causador da inflamação.
Nos casos virais, ela desaparece naturalmente com repouso e hidratação. Já a bacteriana requer acompanhamento médico e antibióticos para resolver a infecção.
Os principais são dor, calor, vermelhidão e inchaço nas amígdalas. Esses sinais indicam que o corpo está reagindo contra o agente agressor (vírus, bactérias ou fungos).
Quando tratada corretamente, não traz riscos significativos. Mas, se for ignorada ou tratada inadequadamente, pode gerar complicações sérias no coração, rins e articulações.
Como mostrado neste post "Amigdalite: o que é, sintomas, causas e tratamento", essa é uma doença que pode ter diferentes tipos e desencadear uma série de sintomas.
Se há suspeita de amigdalite bacteriana ou fúngica, é fundamental procurar auxílio médico.
Também é necessário buscar avaliação médica quando há presença de sinais com duração maior do que 4 dias e dificuldade para respirar.
Um otorrinolaringologista é o especialista ideal para investigar e diagnosticar o caso, mas o clínico geral e o pediatra também podem ser consultados.
Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.