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Revisado pela Equipe de Redação da Medprev
De repente, aquela criança tranquila, cheia de sorrisos e que acatava todos os seus pedidos parece ter virado do avesso e começa a se jogar no chão e gritar por qualquer coisa: essa é a chamada adolescência do bebê, uma fase que deixa pais e mães de cabelo em pé.
Sim, essa etapa realmente existe e pode ser muito desafiadora. Apesar disso, trata-se de uma fase normal e passageira no desenvolvimento infantil, e a melhor forma de lidar com ela é munir-se de muita calma e informação.
A adolescência do bebê é a fase em que o pequeno passa por uma mudança de comportamento e parece agir em constante oposição aos pais, recusando-se a atender qualquer pedido. Para piorar, a criança pode ter um ataque de agressividade mesmo que não haja um motivo aparente.
Essa fase costuma acontecer entre os 18 meses e os três anos de idade, manifestando-se de forma mais intensa por volta dos dois anos – tanto que, em inglês, esse período é conhecido como “terrible two”.
Nessa etapa, os pequenos costumam apresentar comportamentos que tiram qualquer um do sério, por exemplo:
Ao mesmo tempo, a adolescência do bebê também é um período de intenso desenvolvimento cognitivo no qual a criança faz progressos rápidos e significativos em áreas como fala, exploração do ambiente e organização do raciocínio. Ou seja: tem muita coisa acontecendo, e os pequenos não conseguem lidar muito bem com isso.
Embora nem todas as crianças apresentem mudanças tão bruscas de comportamento, o terrible two pode acontecer com todas elas, pois essa é uma consequência natural do desenvolvimento.
A adolescência do bebê ocorre porque ele percebe que é um indivíduo à parte, com preferências e opiniões próprias. Isso cria uma necessidade interna de existir e se expressar de modo independente aos pais.
Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.
Porém, como a criança ainda não tem maturidade para compreender os próprios desejos, tomar decisões e manifestar seus sentimentos, a frustração e a irritação tomam conta, provocando os famosos ataques de birra e rebeldia.
O convívio com uma criança em plena crise dos dois anos é exaustivo para qualquer pai ou mãe. No entanto, é preciso entender que, por mais conflitante que isso pareça, ela não está sendo malcriada ou gritando desesperadamente com o intuito de desagradar seus pais.
Ao ter isso sempre em mente, torna-se um pouco mais fácil manter a calma diante dos acessos de rebeldia e agir de uma forma construtiva. Confira algumas dicas:
Embora seja recomendável ignorar as crises de birra, é preciso se atentar a comportamentos como bater na própria cabeça, puxar os cabelos, se beliscar ou se arranhar quando eles acontecem de forma cotidiana.
Nesse caso, é importante buscar ajuda de um médico pediatra ou de um psicólogo especializado em crianças, ambos disponíveis pelo MEDPREV.
A adolescência do bebê e suas crises são normais, mas a autoagressão pode indicar problemas emocionais ou outra situação atípica, e é fundamental saber distinguir entre as causas da mudança de comportamento.
Fonte(s): Abril Bebê, IG Saúde, Leiturinha e Guia do Bebê