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Revisado pelo(a) Sr. Ari Henrique Faustino Batista, CRP/PR 0838955
Você já foi a uma loja e gastou mais do que deveria? Inicialmente, esse comportamento é algo aparentemente normal quando se deseja adquirir um determinado item. Contudo, quando o impulso para consumir se mantém de forma recorrente, pode ser algo preocupante.
A compulsão por compras, quando atrapalha aspectos da vida do indivíduo (como socialmente ou profissionalmente), pode ser considerada uma doença, exigindo tratamento e acompanhamento profissional.
Descubra 5 sinais e sintomas da compulsão por compras a seguir.
Também conhecida como oniomania, a compulsão por compras é um distúrbio psicológico caracterizado por um padrão excessivo e impulsivo, no qual o indivíduo tem dificuldades em controlar os comportamentos relacionados a compras.
Dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) mostram que, aproximadamente, 8% da população mundial sofre com o transtorno.
Ela se manifesta de diversas maneiras, incluindo a compra de itens desnecessários, como resultado de outros problemas emocionais (ansiedade principalmente) e também com a acumulação de dívidas substanciais.
Para diagnóstico, os gastos compulsivos devem ocorrer pelo menos 1-2 vezes/semana por mais de 3 meses.
Em grande parte das vezes, comprar compulsivamente é uma forma do indivíduo lidar com seus problemas no dia a dia, criando assim um ciclo vicioso.
Geralmente, traz um alívio temporário, mas que é seguido por um sentimento de culpa, vergonha e remorso.
Este distúrbio pode ter efeitos catastróficos na vida da pessoa, afetando não apenas a questão financeira, mas também a vida cotidiana, relacionamentos, saúde mental e bem-estar geral.
Existe uma grande diferença entre comprar e acumular compras. É natural que o indivíduo sinta uma satisfação ao comprar determinado item, pois há a liberação de dopamina ao adquirir bens e produtos, sejam eles necessários ou não. Este é, basicamente, o ato de comprar por prazer.
Por exemplo, se alguém passa alguns meses juntando dinheiro para comprar algo que quer muito e finalmente consegue, se sente recompensado.
Em pessoas que sofrem de compulsão por compras, também existe essa sensação; porém, não é gerado um bem-estar saudável. Ocorre o contrário: ainda mais necessidade de posse e de adquirir itens de forma recorrente.
Embora naquele momento, esse acúmulo e consumo façam sentido para quem realiza a ação, na verdade, desencadeiam culpa, vergonha e sentimentos que podem prejudicar a saúde mental.
Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.
Contudo, é importante citar que, além dos fatores emocionais, o ambiente também tem influência neste tipo de compulsão.
Em uma sociedade consumista, com diversas facilidades de compra (compras on-line, por exemplo), a pessoa que sofre com o problema se sente ainda mais "tentada" a manter o comportamento nocivo.
Além disso, o uso excessivo de redes sociais (exposição a anúncios) e compras por aplicativos (facilidade de pagamento) agravam o comportamento.
A compulsão por compras é diferente de uma compra normal e, em grande parte das vezes, envolve outros sinais, como ansiedade e angústia, que desaparecem após a realização da ação.
Trata-se da sensação intensa e incontrolável de adquirir algo, acompanhada por uma sensação de urgência.
Este impulso pode ser desencadeado por uma série de fatores, incluindo tédio, ansiedade, tristeza e, em alguns casos, até felicidade.
Algumas pessoas podem manifestar este sinal ao serem expostas a certos estímulos, como anúncios publicitários, promoções ou ao passar por determinada loja, por exemplo.
Juntamente com o impulso incontrolável de comprar, esse sintoma também é um aspecto central do transtorno.
O indivíduo tem dificuldade em resistir, mesmo sabendo que aquele item nunca será usado ou que pode causar prejuízos financeiros.
Esta falta de controle leva a diversas consequências negativas, incluindo conflitos interpessoais, sentimentos de culpa e remorso, além de crises das finanças (sejam pessoais ou de terceiros).
Por ser precedido de culpa e vergonha, a maioria dos compradores compulsivos tem vergonha de relatar o problema aos familiares.
Dessa forma, permanecem comprando às escondidas, ocultando objetos, além de manter uma postura sempre defensiva.
Assim como em casos de vício em drogas, os compradores compulsivos podem apresentar sensações similares às da abstinência quando ficam longos períodos sem comprar, o que inclui crises de ansiedade.
Inclusive, pessoas que buscam ajuda relatam que esta é a principal manifestação clínica associada ao problema.
Entre as principais consequências estão a perda da autoestima, longos períodos de irritabilidade, além de outras consequências graves, como crises de desespero e irritabilidade.
A maior parte dos pacientes vivencia uma onda de emoções negativas após realizar as compras. Entre os sentimentos mais comuns está a sensação de fracasso.
É como se o indivíduo percebesse a falta de controle sobre o próprio comportamento.
Mesmo que a pessoa tenha prometido a si mesma que não faria compras desnecessárias, ceder ao impulso gera uma grande decepção.
O primeiro passo para quem busca tratamento para a compulsão por compras é identificar os gatilhos e sintomas que contribuem diretamente para o quadro.
Uma vez identificados, é preciso procurar acompanhamento profissional do psiquiatra (que pode prescrever medicação, caso necessário) e do psicólogo (que pode fornecer ferramentas para lidar com a condição por meio da psicoterapia).
Entre as abordagens mais comuns da psicoterapia para tratar a compulsão por compras, destacam-se:
Além destas abordagens mais comuns, existem outras, como estabelecer um orçamento mensal, limitar o acesso ou o uso de cartão de crédito e praticar o autocontrole.
Por fim, é importante salientar que um quadro de compulsão por compras costuma ser muito desafiador, tanto para o paciente quanto para a família e pessoas envolvidas.
Muitas vezes, a terapia familiar pode ser aliada no processo, principalmente para ajudar os familiares a entender a situação.
Pessoas com esse comportamento são compradores compulsivos e lidam com uma condição séria de saúde mental que pode afetar diversos aspectos da vida.
A oniomania ou compulsão por compras é um distúrbio crônico caracterizado por impulsos incontroláveis de comprar itens, mesmo sem necessidade.
Os sintomas da compulsão por compras incluem o desejo assíduo de comprar itens em grande quantidade, alívios temporários após realizar essa ação, além de sentimentos de angústia e culpa diante dos gastos excessivos.
As causas para a compulsão por compras são diversas. Elas podem englobar fatores genéticos, traumas emocionais, problemas de autoestima, transtornos relacionados à ansiedade e depressão, além de influências do ambiente, como a facilidade de compras pela internet, assim como a disponibilidade de crédito facilitada.
Caso você esteja preocupado em relação ao seu desejo de comprar ou de alguém próximo, é importante prestar atenção em alguns pontos, principalmente os sinais que indicam a impulsividade.
Além disso, também é preciso se atentar a problemas financeiros relacionados a este comportamento.
Ao ficar diante da incapacidade de controlar os impulsos, é preciso buscar ajuda médica profissional, como a do psicólogo ou psiquiatra.
O tratamento para a compulsão por compras envolve uma abordagem multidisciplinar, que inclui principalmente a TCC (terapia cognitivo-comportamental), além de terapias em grupo, terapia familiar, aconselhamento financeiro e, em alguns casos, medicação.
O principal objetivo do tratamento é ajudar o indivíduo a entender e controlar seus impulsos de compra, desenvolvendo habilidades saudáveis para enfrentar as crises, construindo uma relação equilibrada entre dinheiro e compras em si.
Entre as medidas que podem ser tomadas para prevenir recaídas, estão:
Como visto no post sobre 5 sinais e sintomas da compulsão por compras, a compulsão por compras é um tipo de distúrbio psicológico que afeta aproximadamente 8% da população ao redor do mundo.
Tem como principal característica o desejo insaciável de comprar, mesmo sem necessidade, seguido de remorso e vergonha por parte do indivíduo, principalmente por reconhecer que não controla os desejos.
O primeiro passo para a busca do tratamento é identificar os gatilhos que levam à situação. Uma vez detectados, eles precisam ser evitados.
Deve-se também buscar ajuda psiquiátrica e psicológica para ajudar no controle desses impulsos.
O objetivo geral do tratamento é levar o paciente a compreender e controlar esses desejos impulsivos de compra, para poder retomar a qualidade de vida.