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Revisado pelo(a) Dra. Isabela Messias Rocha, CRM/MG 96131
Os sintomas do "vício em dopamina" surgem quando há uma busca constante pelo aumento dos níveis da substância no organismo. A dopamina em si não faz mal ao organismo, pelo contrário, mas quando há uma necessidade de estimular sua produção, pode ser um sinal de que há um problema que exige atenção profissional.
Este neurotransmissor primário é liberado pelo corpo ao serem realizadas ações prazerosas, como comer alimentos saborosos.
Quando um indivíduo passa a ter comportamentos prejudiciais para manter a sensação causada pela produção da substância, pode ser necessária intervenção por especialistas, como o psiquiatra.
Conhecer os 20 sintomas do "vício em dopamina" pode auxiliar na busca por ajuda especializada. Confira mais detalhes a seguir.
A dopamina, em si, não causa vício, mas a substância está relacionada a alguns comportamentos viciantes que estimulam a sua produção, o que gera diversos impactos negativos em diferentes aspectos da vida.
Isso ocorre, pois, sua liberação acontece sempre que o corpo vivencia atividades prazerosas, como usar as redes sociais e fazer compras.
Uma pessoa que já possui algum tipo de vício, por exemplo, pode ter uma tendência a buscar o aumento de dopamina no sistema de recompensa no cérebro.
Assim, há o reforço da sensação de felicidade, o que pode levá-la a ter comportamentos compulsivos devido à necessidade de continuar sentindo prazer.
Um indício do vício é o sentimento de abstinência, causado pela baixa de dopamina no organismo, o que comumente desencadeia alterações de humor.
Ao procurar por estímulos para a liberação de dopamina no organismo, a pessoa pode repetir atividades que gerem o resultado esperado e realizar ações compulsivas para sustentar a busca pela substância.
Alguns exemplos são: assistir a vídeos em plataformas de streaming durante um longo tempo e jogar de forma indiscriminada, chegando a perder compromissos ou mudar drasticamente a rotina, mesmo que isso cause prejuízos.
Além disso, outros hábitos também podem ser adotados para que a dopamina se mantenha em níveis altos, como aumentar o consumo de comida, principalmente rica em gordura e açúcar.
O afastamento social costuma acontecer quando as pessoas se concentram em ações que provocam a liberação da dopamina.
A sensação de felicidade facilitada também pode manter as pessoas longe de atividades interpessoais e reduzir a obtenção dos neurotransmissores por meio de conexões humanas reais.
Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.
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Atividades, como exercícios físicos, meditação, leitura e socialização, promovem a liberação natural e segura de dopamina.
No entanto, o excesso de estímulos artificiais, como jogos eletrônicos intensos ou redes sociais, pode gerar irritação quando interrompidos.
Uma pessoa com baixa de dopamina pode ficar agressiva verbal ou até fisicamente, especialmente quando o cérebro não consegue a dose esperada de prazer, devido à incapacidade de realizar as tarefas costumeiras que traziam prazer. Nesta situação, as pessoas não aceitam ser contrariadas.
Quando há o estímulo constante da dopamina, o cérebro reduz a sensibilidade dos receptores dopaminérgicos.
Isso pode provocar efeitos como tédio, dificuldade de sentir prazer com atividades simples e atividades novas, além de uma necessidade crescente de estímulos mais intensos devido à demanda cada vez mais elevada de dopamina.
Além da compulsão, o vício em dopamina pode causar perda de apetite ou desregulação alimentar, uma vez que o cérebro prioriza fontes de prazer imediato.
A compulsão alimentar também é utilizada como fonte dopaminérgica frequente para os que buscam o prazer imediato.
Isso afeta o dia a dia, reduzindo a energia, comprometendo a nutrição e mudando o humor e a concentração.
Picos de dopamina podem provocar momentos de energia excessiva e inquietação.
Isso ocorre porque a dopamina estimula áreas cerebrais relacionadas à motivação e ação.
Por esse motivo, a pessoa se sente agitada e impulsiva, especialmente após receber estímulos altamente recompensadores.
A busca constante por felicidade de forma imediata, proporcionada por estímulos dopaminérgicos, faz com que atividades comuns pareçam pouco recompensadoras.
Isso provoca uma ansiedade, pois o cérebro não se sente "satisfeito" com interações comuns e exige estímulos mais intensos para se acalmar.
A dopamina tem impacto nas decisões, planejamento e inibição de impulsos.
Quando há o vício, os circuitos de autocontrole se enfraquecem, fazendo com que a pessoa ceda com mais facilidade a impulsos e desejos, mesmo quando sabe que isso trará consequências negativas.
Quando o cérebro tenta regular a dopamina após excesso, há uma queda abrupta na sensação de prazer e no humor.
Essa oscilação torna a pessoa menos tolerante a frustrações devido ao costume de se sentir bem apenas com estímulos muito recompensadores.
Uma pessoa com vício em dopamina sempre deseja mais, por isso, ela busca regularmente por estímulos que levem à sua produção.
Por exemplo, mexer muito no celular ou realizar diversas atividades, sem finalizar nenhuma.
O cérebro viciado não responde com a mesma intensidade a estímulos comuns, como conversas, hobbies ou trabalho.
Por isso, essas atividades deixam de gerar satisfação, por não conseguirem elevar a dopamina a níveis que o cérebro passou a considerar satisfatórios.
A superestimulação do cérebro por atividades dopaminérgicas, especialmente à noite, pode dificultar o sono.
A dopamina pode influenciar a regulação do sono e elevar o estado de alerta, dificultando o relaxamento necessário para dormir bem.
Atividades como estudar, trabalhar, ler ou escutar alguém exigem foco contínuo.
Com o vício em dopamina, o cérebro se distrai facilmente e busca gratificação imediata, tornando difícil manter a atenção por longos períodos.
Quando o cérebro se condiciona a buscar dopamina, a pessoa prioriza a realização das atividades prazerosas, negligenciando tarefas, compromissos e obrigações diárias por falta de interesse, já que elas parecem entediantes.
Não é incomum o surgimento de problemas financeiros e quebras de rotinas de trabalho mediante exposição frequente a atividades dopaminérgicas.
Os níveis altos e baixos da dopamina causam instabilidade emocional: euforia após estímulo e desânimo quando ele termina.
Isso pode levar a mudanças de humor repentinas, como agitação, irritação, tristeza ou apatia.
Estas mudanças frequentes podem provocar, a médio e longo prazo, alterações de humor graves e com difícil perspectiva de tratamento.
Atividades que estimulam dopamina, como redes sociais ou jogos, distorcem a noção de tempo.
A pessoa entra em estado de hiperfoco e não consegue parar, o que atrapalha sua organização, compromissos e até o sono.
O excesso de dopamina cria uma sensação de prazer intenso que se torna o novo padrão.
Assim, sem esse estímulo elevado, a pessoa sente que falta algo, mesmo quando está em situações agradáveis, levando à insatisfação crônica.
Quando a pessoa para de realizar atividades dopaminérgicas, surgem sintomas como irritabilidade, tristeza, ansiedade, fadiga, apatia e dificuldade de concentração.
Esses sinais indicam que o cérebro está em desequilíbrio, tentando se reajustar e sempre buscando a saída mais fácil: as novas ou repetidas estimulações dopaminérgicas.
A oscilação da dopamina pode causar fadiga, dores de cabeça, falta de energia e mal-estar geral.
Esses sintomas surgem tanto pelo excesso quanto pela ausência da substância, especialmente durante a abstinência.
O cérebro, acostumado a picos de dopamina, sente tédio ao realizar atividades que não proporcionam prazer imediato.
Assim, atividades rotineiras se tornam difíceis de serem concluídas, e a pessoa vive em busca de novidades que estimulem intensamente o cérebro.
A seguir, confira as perguntas que as pessoas que pesquisam pelos sintomas do "vício em dopamina" fazem com regularidade!
É a busca compulsiva por estímulos prazerosos que aumentam a dopamina, como redes sociais, vídeos curtos e jogos.
Não diretamente. O vício está nas ações que aumentam sua liberação no cérebro.
Porque o cérebro associa certas atividades ao prazer e quer repeti-las para manter essa sensação.
Compulsões, afastamento social, agressividade, ansiedade, insônia, falta de foco e busca constante por estímulos são alguns sintomas.
A interrupção dos estímulos viciantes leva à irritabilidade, tristeza, cansaço e tédio.
O cérebro viciado se acostuma com picos de dopamina e perde o interesse em atividades simples.
Reduz o autocontrole, aumenta a impulsividade e diminui a tolerância à frustração.
Sim, o seu excesso ou falta pode influenciar na produção de melatonina (hormônio relacionado ao ciclo circadiano, ou seja, sono e vigília).
Sim. Pode gerar sintomas leves como fadiga, dores de cabeça, mal-estar e baixa energia.
Por meio de alguns comportamentos, como buscar constantemente por estímulos, evitar tarefas simples e se irritar sem motivo claro.
Como mostrado neste post "20 sintomas do vício em dopamina", o primeiro passo para ter uma melhora do quadro do vício é reconhecer o problema por meio das atitudes que o refletem, como comer demais ou ficar muito tempo no celular.
Entre algumas medidas que podem ser tomadas para auxiliar no manejo dos sintomas, estão a realização de atividades físicas e a regulação do peso, além de estabelecer uma higiene do sono para dormir melhor.
Contudo, quando há de fato um quadro de vício, é essencial buscar apoio profissional de um psicólogo ou psiquiatra para receber diagnóstico e tratamento adequado.
Com suporte profissional, é possível buscar a recuperação e retomar a autonomia sobre a própria vida.