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    Quais são os tipos de candidíase e como tratar?

    17/03/2026 • Tempo de leitura 5 min

    Revisado pelo(a) Dra. Bárbara Ponce, CRM/MA 8911

    Quando se fala em candidíase, muitas pessoas associam essa doença às mulheres e às infecções vaginais. Embora essa relação seja a mais comum, não é a única possível. Homens também podem ser acometidos pelos muitos tipos de candidíase existentes.

    Conhecer mais detalhes sobre ela é fundamental para buscar auxílio médico ainda no início da manifestação dos primeiros sintomas.

    Neste artigo, que aborda quais são os tipos de candidíase e como tratar, aprenda sobre a doença, principais causas e as formas mais comuns de manifestação da doença.

    O QUE É CANDIDÍASE?

    A candidíase é uma infecção causada por um fungo que frequentemente afeta a vagina, mas também pode aparecer em locais como boca (o popular “sapinho”), garganta, pênis, pele, unhas e até mesmo o sangue.

    Ou seja, diferentemente do que muitos imaginam, não se trata de uma doença exclusivamente feminina.

    A Candida albicans, espécie de fungo que causa essa infecção, existe naturalmente no corpo sem causar prejuízos.

    Porém, há algumas situações que favorecem o desenvolvimento excessivo desse microrganismo, levando ao surgimento da candidíase.

    Uma delas está ligada às temperaturas mais altas e umidade na região genital, uma vez que longos períodos utilizando roupas íntimas molhadas ou úmidas impedem a ventilação, favorecendo a proliferação fúngica.

    Além disso, quedas na imunidade (como em gestantes e diabéticos), uso de antibióticos (que alteram o pH e a flora vaginal), estresse, pacientes imunossuprimidos (que fazem uso contínuo de corticoides, em tratamento de HIV e transplantados) e o uso de método anticoncepcional combinado (como pílulas contendo estrogênio) estão entre as causas mais recorrentes.

    COMO A CANDIDÍASE É TRANSMITIDA?

    De acordo com o Ministério da Saúde do Brasil, a candidíase não é considerada uma Doença Sexualmente Transmissível (DST).

    Contudo, a transmissão pode ocorrer, de maneira menos comum, através de:

    • relações sexuais desprotegidas;
    • de mãe para filho em casos de parto normal;
    • por meio de objetos ou roupas íntimas contaminadas;
    • contaminação a partir do sistema gastrointestinal.

    Mesmo pessoas que ainda não iniciaram a vida sexual (como crianças e adolescentes) ou que não estão sexualmente ativas, podem desenvolver essa condição.

    Os principais sintomas da candidíase, são:

    • vermelhidão e coceira intensa na vulva;

    Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.


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  1. corrimento esbranquiçado e grumoso, semelhante ao leite coalhado;
  2. dor ou ardência ao urinar;
  3. dor durante a relação sexual.
  4. Caso não seja identificada e tratada em estágio inicial, pode se tornar uma infecção recorrente e causar complicações em órgãos como rins e pulmões, com possibilidade de levar a óbito.

    QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS TIPOS DE CANDIDÍASE?

    Quando se trata de candidíase, podem ser listadas pelo menos oito possibilidades distintas.

    As principais formas de candidíase são as seguintes:

    • Candidíase vaginal: estima-se que ao longo da vida, cerca de 75% das mulheres desenvolverão algum episódio de candidíase vaginal. Ela é mais comum em mulheres em idade fértil e seu sintoma característico é a coceira na região genital. Sensações de ardência ou queimação na área ao redor da vulva também são frequentes, além de corrimento esbranquiçado e grumoso;
    • Candidíase no pênis: embora seja menos comum, os homens também podem desenvolver candidíase, em especial quando a higiene do local não é feita de maneira correta. Conhecida como balanopostite, pode causar inchaço, vermelhidão, coceira e dor na glande;
    • Candidíase oral: essa forma de candidíase é um sinal de alerta para distúrbios na flora de germes. Diabetes e doenças que causam diminuição da salivação potencializam essa condição. Lesões brancas de aspecto cremoso aparecem na língua, lábios, na parede interna das bochechas, no céu da boca, gengiva ou amígdalas;
    • Candidíase de esôfago: quando essa manifestação da doença ocorre, é sinal de que há algo de errado com o sistema imunológico. A infecção pelo HIV é uma das principais causas de esofagite por Candida, que causa dor ao engolir, além de dores no peito;
    • Candidíase na pele (intertrigo): as dobras cutâneas são os locais mais acometidos pela candidíase na pele. Virilha, axilas, bolsa escrotal, região abaixo das mamas e entre os dedos são os locais mais comuns onde a doença se manifesta. O intertrigo candidiásico é caracterizado por placas avermelhadas na pele, que podem coçar ou doer;
    • Candidíase no trato urinário: pacientes hospitalizados são mais suscetíveis a apresentarem candidíase no trato urinário. A cistite por Candida também é assintomática, sendo percebida apenas em alterações nas análises de urina. Outra possibilidade é a manifestação sintomática, com sintomas semelhantes aos da cistite bacteriana, como dor para urinar e micção frequente;
    • Endoftalmite por Candida: trata-se de inflamação no globo ocular causada por Candida, e que pode se desenvolver após trauma ou cirurgia ocular. O principal sintoma é diminuição da acuidade visual e alguns pacientes podem apresentar também dor nos olhos;
    • Candidíase disseminada: pacientes com sistema imunológico debilitado podem ter a Candida albicans multiplicada de forma descontrolada, o que afeta o sangue e os órgãos vitais. A candidíase invasiva é um quadro grave, não só pela invasão dos órgãos, mas porque o paciente costuma estar imunossuprimido (ou seja, com deficiência imunológica).

    Conclusão

    Como mostrado no post "Quais são os tipos de candidíase e como tratar?", ao perceber qualquer um dos sintomas acima, o paciente deve agendar uma consulta com um clínico geral ou com um especialista para identificação do problema, realização de exames laboratoriais e início do tratamento - que varia de acordo com o paciente.

    Embora o tratamento seja simples na maioria dos casos, é fundamental entender as causas do problema para evitar uma nova ocorrência da infecção.