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Revisado pelo(a) Dra. Bárbara Serafini Breda, CRM/RS 57350
No Brasil, mais de 31 milhões de pessoas sofrem com a enxaqueca, uma condição que pode ser debilitante, além de causar vômitos, náuseas e/ou sensibilidade à luz.
Esta doença crônica pode durar horas e até dias. A dor, geralmente em apenas um dos lados da cabeça, é latejante ou pulsante e costuma ter piora gradual. Em geral, começa na testa (em uma das laterais do crânio ou ao redor dos olhos).
Saiba mais sobre o que causa enxaqueca a seguir!
Embora ter dor de cabeça seja algo comum ao longo da vida, quando torna-se frequente, intensa e acompanha outros sintomas, pode ser indicativo de uma doença chamada enxaqueca.
Pessoas que lidam com essa condição podem manifestar sinais, como:
Conviver com os sintomas pode ser bastante desafiador, uma vez que podem contribuir para a falta de memória, além de impactar na produtividade no trabalho e estudos.
A enxaqueca não tem cura, por isso, é muito importante evitar hábitos prejudiciais que desencadeiam ou agravam a condição.
Também é recomendado identificar os gatilhos para o início da enxaqueca e buscar diagnóstico e tratamento adequado.
A OMS (Organização Mundial de Saúde), no ano de 2018, incluiu a enxaqueca no rol das enfermidades mais incapacitantes.
Conhecer melhor sobre a doença, assim como suas principais causas, pode ajudar a preveni-la.
A enxaqueca se manifesta e tem causas diferentes para cada pessoa, o que exige que a avaliação do quadro de saúde e a definição do tratamento sejam únicas para cada paciente.
Embora suas causas exatas ainda não sejam completamente definidas, acredita-se que fatores específicos podem contribuir para o seu surgimento. Conheça alguns a seguir.
Estudos sugerem uma sensibilidade aumentada em pessoas que têm enxaqueca.
Fatores externos, incluindo luz intensa, ruídos altos e odores fortes, podem desencadear crises fortes em alguns indivíduos.
Os mais comuns são os seguintes:
Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.
Muitos estudos apontam que a enxaqueca possui componentes genéticos significativos, ou seja, é uma condição que pode ser herdada.
Se um dos pais tem enxaqueca, por exemplo, há uma probabilidade muito grande que os filhos também desenvolvam a condição.
A enxaqueca é mais comuns em pessoas do sexo feminino. Muitas mulheres relatam episódios fortes e recorrentes associados a eventos hormonais específicos:
Embora a relação entre estresse e enxaqueca seja complexa, essa reação pode ser um gatilho para crises agudas.
Situações estressantes podem levar a uma liberação de substâncias químicas no cérebro que estão associadas à dor de cabeça.
Entre as substâncias liberadas, destaca-se a noradrenalina. Este hormônio é responsável por aumentar a energia química no organismo para respostas rápidas em caso de estresse.
Além disso, assim como o estresse pode desencadear a enxaqueca, lidar com a doença pode ser estressante.
Para muitas pessoas, a alimentação desempenha um papel muito importante na enxaqueca.
Diversos tipos de alimentos e bebidas já foram identificados como desencadeadores potenciais de crises. Contudo, vale salientar que esta relação varia, uma vez que cada organismo reage de forma única.
Entre as substâncias e alimentos que podem contribuir para o surgimento da enxaqueca, estão:
Distúrbios do sono, como a insônia, podem contribuir para o desencadeamento de enxaquecas.
Isto deve-se à importância que o sono desempenha na saúde humana. Por isso, melhorar a qualidade do sono pode auxiliar na prevenção e alívios dos sintomas da enxaqueca.
Como mostrado no post "O que causa enxaqueca?", esta é uma condição neurológica complexa, uma vez que diversos gatilhos e fatores podem desencadear o seu aparecimento.
O tratamento da enxaqueca exige uma abordagem individualizada, com foco na melhora dos sintomas e também em modificações no estilo de vida (como gerenciamento de estresse e adoção de uma alimentação equilibrada).
Além disso, alguns casos específicos podem necessitar de intervenção medicamentosa preventiva, o que pode incluir medicamentos como antidepressivos e anticonvulsivantes.
A aplicação de toxina botulínica em pontos específicos da cabeça também pode ser uma opção para a prevenção de enxaquecas crônicas.
É essencial buscar ajuda médica (como a do clínico geral ou neurologista) ao notar o aumento da intensidade e frequência das dores de cabeça.