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Revisado pelo(a) Ana Laura Sanches Pandori, CRM/SP 217553
Você sabia que uma em cada dez mulheres em idade fértil desenvolve endometriose no Brasil? A endometriose ocorre quando o endométrio, que é o tecido que reveste o útero internamente, se implanta em outros órgãos (como ovários e peritônio).
Os fatores que levam ao aparecimento desse problema são os mais diversos, entre eles a maternidade tardia e o estilo de vida.
Aprenda sobre a endometriose: o que é, sintomas, causas e tratamentos a seguir!
O endométrio é um tecido localizado no interior do útero, sendo produzido e descartado a cada ciclo menstrual devido às alterações hormonais que ocorrem no corpo da mulher.
Além de revestir o útero, o endométrio tem como função abrigar e nutrir o embrião nos primeiros estágios da gestação.
É importante lembrar que a menstruação ocorre quando o óvulo não é fecundado, por isso, há a eliminação do endométrio.
A endometriose é caracterizada pela presença do tecido endometrial fora do útero, acometendo órgãos como ovários, trompas, a bexiga e, até mesmo, o intestino.
A endometriose pode ser a causa de diversos problemas de saúde, como:
Embora a doença se manifeste de diferentes formas, existem tratamentos disponíveis para auxiliar na redução de seus efeitos, além do seu controle.
Sim, mas depende da gravidade e evolução da doença. Entre as áreas que podem ser afetadas, estão:
Uma vez que o diagnóstico da endometriose é confirmado, é preciso buscar a ajuda de um profissional especializado (como o ginecologista) e manter a rotina médica em dia para evitar a progressão e as complicações da doença.
A endometriose é classificada em três tipos:
Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.
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É importante lembrar que em qualquer tipo de endometriose, é indispensável o diagnóstico correto e um acompanhamento médico.
Em alguns casos, a endometriose é silenciosa, ou seja, assintomática.
Porém, na maioria deles, os sintomas se manifestam através de fortes dores, como: ⠀
Além desses tipos de dores, a endometriose pode se manifestar através de outros sinais, como:
Sentir cólicas fortes todo mês pode ser um sintoma da endometriose que deve ser investigado com atenção.
A endometriose e os fatores que desencadeiam o desequilíbrio hormonal que proporciona o surgimento da doença não têm uma causa totalmente definida.
Contudo, algumas teorias sugerem o que pode causar o crescimento de tecido endometrial fora do útero:
A endometriose é uma doença multifatorial e também está ligada ao estilo de vida, já que há aspectos que podem aumentar o risco do aparecimento da doença. Entre eles, estão:
O diagnóstico da endometriose precisa de uma avaliação cuidadosa pelo profissional, que baseia-se, por exemplo, nas queixas da paciente, exame ginecológico clínico (avaliação das condições da vagina, ovários e útero) e análise do histórico de saúde para investigar a suspeita da doença.
Para a confirmação do diagnóstico, podem ser solicitados exames, como:
O tratamento da endometriose deve ser orientado pelo ginecologista de acordo com os sintomas e a gravidade da doença:
É importante lembrar que a avaliação do paciente e diagnóstico da doença são realizados de modo individualizado, uma vez que a endometriose se manifesta de diferentes formas para cada mulher.
A endometriose é uma condição de saúde que afeta significativamente o bem-estar e a qualidade de vida, além de prejudicar a rotina.
Porém, além dos tratamentos eficazes que ajudam a combater o problema, como medicações e procedimentos cirúrgicos, alguns hábitos podem ajudar os pacientes a viver melhor:
A endometriose é uma doença inflamatória e por essa razão, também está diretamente ligada à alimentação.
Existem alimentos e nutrientes que ajudam a evitar a endometriose e aliviar seus sintomas, como:
Para um plano alimentar personalizado e adequado, é indicado obter a orientação de um profissional da saúde, como de um nutricionista ou nutrólogo.
Sim, a endometriose tem cura em quadros específicos (através da cirurgia para retirar todo o tecido endometrial espalhado na região pélvica, por exemplo).
Para controlar a doença e amenizar os sintomas, também existem opções analgésicas e remédios hormonais.
Sim, a endometriose é uma das principais causas de infertilidade feminina, mas não necessariamente pacientes com a doença manifestarão esse quadro.
Quando o endométrio começa a crescer em locais como as tubas e o ovário, ocorre a inflamação da região.
Devido ao processo espontâneo de cicatrização, como consequência, há a alteração da anatomia de órgãos como as tubas, o que impacta em seu funcionamento adequado e pleno.
Além disso, as células inflamatórias podem afetar a qualidade do óvulo e do espermatozoide.
Contudo, apesar da endometriose estar diretamente relacionada à infertilidade feminina, receber o diagnóstico da doença não necessariamente inclui o diagnóstico de infertilidade.
De forma geral, a dor pélvica se refere às dores sentidas na região abaixo do umbigo e acima das pernas.
A dor é considerada crônica quando dura mais do que seis meses, podendo ser um sinal de alerta para endometriose.
É essencial que a mulher com dor pélvica crônica seja avaliada por um ginecologista, pois o diagnóstico correto direciona o tratamento e aumenta muito a taxa de melhora e cura.
Não existe nenhuma relação muito clara entre as duas doenças.
Apesar de não haver uma relação muito clara entre as duas doenças, alguns estudos científicos apontam que mulheres com endometriose podem ter mais risco de desenvolver câncer de ovário.
Existe também a associação entre a endometriose e o desenvolvimento de pequenos cistos, chamados de endometrioma, que podem ser malignos ou não.
Mas, apesar desses apontamentos, o risco comprovado é relativamente baixo, visto que os tumores nos ovários são bem menos frequentes do que casos de endometriose.
Como visto no post “Endometriose: o que é, sintomas, causas e tratamentos”, a endometriose pode trazer desafios diários para as portadoras, como as dores intensas.
Porém, além de aliviar os sintomas e controlar o quadro clínico da paciente, o tratamento correto pode melhorar significativamente a qualidade de vida da mulher.
Para isso, é essencial buscar ajuda médica assim que surgirem alterações e/ou sintomas relacionados à doença.