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Revisado pela Equipe de Redação da Medprev
Raio-X, tomografia, ressonância e ultrassom são exames de diagnóstico por imagem, isto é, técnicas que permitem a visualização do interior do corpo para a detecção ou avaliação de uma anormalidade sem a necessidade de cortes e cirurgias.
Embora esses quatro métodos tenham o mesmo objetivo final, eles se distinguem pela forma como funcionam e por suas indicações. Saiba mais sobre eles para entender a diferença entre raio-X, tomografia, ressonância e ultrassom:
Também chamado de radiografia, o raio-X é o exame de imagem mais antigo. Ele consiste na aplicação de uma radiação ionizante, capaz de atravessar alguns tecidos do corpo e de ser absorvida por outros, para gerar “fotografias”.

Para fazer esse exame, o paciente é posicionado de forma que a região a ser estudada fique na direção do feixe de raios-X emitido por uma máquina. A porção desses raios que não for absorvida pelo corpo chega até um detector digital ou filme fotográfico, onde ela dá origem a imagens em duas dimensões.
Como tecidos mais densos (ossos e dentes) absorvem a radiação e bloqueiam sua passagem, eles aparecem nas imagens em um tom bem claro e brilhante. Assim, se houver algum tipo de alteração, como uma fratura, ela poderá ser visualizada porque deixará uma marca escura na “fotografia”.
Os principais usos do raio-X são:
Também chamada de tomografia computadorizada, a tomografia é uma espécie de “evolução” dos raios-X, que são combinados com softwares de computador para produzir imagens tridimensionais e altamente detalhadas.

Durante o exame, o paciente se deita em uma maca que desliza para dentro do tomógrafo, uma máquina em formato de anel que contém uma fonte de raios-X e um detector. Esse anel gira ao redor do paciente para que a radiação incida em diferentes ângulos, dando origem a cerca de 600 imagens em duas dimensões.
Em seguida, essas “fotografias” são combinadas com o auxílio do computador, formando imagens tridimensionais de alta resolução, muito mais detalhadas do que as radiografias simples. Na maior parte dos exames, utiliza-se um contraste para dar mais nitidez às imagens.
Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.
A tomografia permite a detecção de uma infinidade de alterações em praticamente todas as regiões do corpo. Alguns de seus principais usos são:
Assim como a tomografia, a ressonância ou ressonância magnética é um exame muito avançado que permite a investigação de uma série de anormalidades por meio de imagens tridimensionais com um alto nível de detalhamento.

Porém, diferente da tomografia e da radiografia, a ressonância não utiliza raios-X para formar as imagens, mas sim um campo magnético e ondas de radiofrequência. Quando o paciente entra na máquina em formato de tubo, essas tecnologias provocam uma reação dos átomos de hidrogênio dos tecidos, os quais emitem sinais que variam conforme sua natureza.
Esses sinais são convertidos em centenas de “fotografias” em duas dimensões, e elas são então combinadas para formar imagens tridimensionais de alta resolução. A maior parte das ressonâncias faz uso de contraste para conferir mais nitidez às imagens.
Da mesma forma que a tomografia, a ressonância magnética é útil na investigação de diversos tipos de anormalidades em praticamente todo o corpo. Conheça suas principais possibilidades de diagnóstico:
Ultrassom é o exame que utiliza ondas sonoras de altíssima frequência para obter imagens do interior do corpo. Ele difere do raio-X, da tomografia e da ressonância por ser seguro para embriões e fetos; por isso, um de seus principais usos é o acompanhamento da gestação.

Também conhecido como ultrassonografia ou ecografia, este exame é realizado com uma ponteira que desliza pela pele com o auxílio de um gel. Essa ponteira emite as ondas de ultrassom, as quais atravessam a pele e são refletidas pelas diferentes estruturas internas, gerando um eco que é convertido em imagens.
Como esse eco muda de acordo com a densidade e a natureza de cada tecido, as imagens apresentam várias intensidades de cinza, permitindo a diferenciação das estruturas.
O ultrassom permite a observação do funcionamento de um órgão em tempo real e a identificação de anormalidades e lesões, incluindo inflamações, infecções, cistos, nódulos, obstruções e tumores. Assim, alguns de seus principais usos são:
A escolha entre os exames de raio-X, tomografia, ressonância e ultrassom depende das características do paciente e dos sinais e sintomas percebidos na avaliação clínica. Por isso, somente o médico pode decidir qual dessas técnicas pode oferecer mais detalhes para o estabelecimento do diagnóstico.
Fonte(s): Baby Center e Abril Saúde