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Revisado pela Equipe de Redação da Medprev
Na vida da mulher, o parto é um momento único. Gerar e trazer um novo ser ao mundo é uma grande e importante missão. Contudo, um assunto que gera muita discussão é sobre qual tipo de parto será escolhido.
Ambos os métodos têm suas vantagens e desvantagens e, é importante salientar, que comumente a escolha está relacionada ao desejo da mãe (salvo os casos em que existam riscos para a mãe ou a criança).
Saiba mais sobre a cesárea, parto normal e qual escolher, a seguir.
O parto normal se caracteriza pela passagem do bebê e da placenta pelo canal vaginal e, em seguida, pela vagina.
Esta é a forma mais natural de nascimento de uma criança e a modalidade para a qual o corpo da gestante foi preparado ao longo de nove meses.
No parto normal, a gestante sente as contrações, passa por todos os estágios de um parto (onde pode ter indução, analgesia e outras intervenções médicas), até o momento que o bebê nasce e é levado para os braços da mãe.
Embora não seja possível agendar um horário para o nascimento e as dores sejam mais intensas, um dos grandes benefícios do parto normal é o processo de recuperação.
Isso porque, como não há intervenção cirúrgica, ele é mais rápido e há menos dores após o nascimento da criança.
Além disso, o parto normal proporciona outros benefícios como, por exemplo:
Além de todas essas vantagens, quando o bebê nasce de parto normal, ele pode ser colocado junto à mãe imediatamente.
Isso é positivo para a mãe e o bebê, que podem criar laços mais rápido.
Após conhecer os benefícios do parto normal, é importante também saber as suas desvantagens:
Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.
Apesar dessas desvantagens, o parto normal continua sendo o mais recomendado pelos especialistas, como o obstetra.
Com um acompanhamento médico adequado e suporte no momento do parto, muitas dessas dificuldades podem ser contornadas, garantindo uma experiência positiva e segura para mãe e bebê.
Na cesariana ou cesária, o nascimento ocorre através de uma incisão na parede abdominal e uterina.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que as cesarianas sejam realizadas apenas em casos em que exista comprovação de riscos, tanto para a paciente quanto para a criança.
O recomendado é que o índice de cesárea não seja superior a 15% dos partos, mas no Brasil estima-se que pode chegar a até 88% do total.
Embora seja um procedimento cirúrgico, muitas mulheres optam pela cesárea por considerarem vantajosas as seguintes razões:
Ao escolher o tipo de parto, é fundamental conhecer, também, as desvantagens da cesárea:
A decisão de como realizar o parto deve ser feita em conjunto com o médico obstetra e a mãe.
Contudo, considerando a segurança da mãe e/ou do bebê, em algumas situações a cesárea se torna necessária, como:
Ainda que a decisão sobre o tipo de parto seja um direito dos pais, é fundamental que a opinião do médico seja ouvida durante as consultas e nos preparativos para o trabalho de parto.
Quando o trabalho de parto não ocorre dentro da normalidade esperada, a cesárea pode ser uma medida eficiente para evitar sofrimento desnecessário à mãe e reduzir eventuais complicações.
É o que ocorre, por exemplo, em gravidez de gêmeos, quando a opção cirúrgica passa a ser a mais indicada.
Sinais como cordão umbilical enroscado no pescoço, ausência de dilatação na parturiente ou quando o bebê não se posiciona de forma correta para o nascimento são situações nas quais o médico precisa optar por esse método.
Em geral, o parto normal é mais saudável, pois envolve menor risco de infecções e complicações, e permite uma recuperação mais rápida para a mãe.
O parto normal pode ser mais doloroso durante o trabalho de parto, mas a dor da cesárea geralmente ocorre depois do parto, devido à recuperação cirúrgica.
A cesárea pode levar a uma recuperação mais lenta, maior risco de infecção e complicações futuras, como dificuldades em novas gestações.
Induzir o parto pode ser uma alternativa para tentar o parto normal, mas a decisão depende do quadro clínico da mãe e do bebê.
As contrações são geralmente a parte mais dolorosa do parto normal, seguidas pela passagem do bebê pelo canal vaginal.
A cesárea é mais arriscada em termos de complicações para a mãe, incluindo risco de infecção e hemorragia.
Ele pode ser imprevisível e mais doloroso, e pode haver complicações como laceração perineal e distocia de ombro.
A cesárea é mais tranquila em termos de controle e planejamento, mas o parto normal permite uma recuperação mais leve.
Em geral, o corpo da mãe se recupera mais rápido após o parto normal, já que não há incisão abdominal.
Em condições sem riscos, a mãe pode expressar sua preferência, mas a recomendação médica ainda é essencial.
Podem incluir cicatriz abdominal, aderências internas e riscos em futuras gestações, como placenta prévia.
A cicatrização completa pode levar até seis meses, mas a recuperação inicial dura cerca de seis semanas.
São recomendadas pelo menos duas semanas de repouso moderado, mas a recuperação completa pode demorar até seis semanas.
Sim, a cesárea ainda pode ser feita, mas o médico avaliará se realmente há necessidade.
A cesárea dura cerca de 30 a 60 minutos, incluindo o tempo de preparação e fechamento da incisão.
Nenhum osso se quebra normalmente no parto, embora possa haver uma sensação de pressão óssea intensa.
Essa decisão é feita com base na avaliação do médico e da condição de saúde da mãe e do bebê.
A gestante pode discutir a opção com o médico, especialmente se houver razões pessoais ou antecedentes médicos que a justifiquem.
Geralmente, após 8 a 12 horas, com orientação médica, a paciente pode se levantar.
A recomendação é limitar a 3 a 4 cesáreas para minimizar riscos, mas cada caso é individualizado.
Recomenda-se um intervalo de 18 a 24 meses para permitir a recuperação total do útero.
O útero forma cicatrizes, que podem influenciar futuras gestações, dependendo da quantidade e recuperação.
Em casos como descolamento de placenta, eclâmpsia, prolapso de cordão, posição inadequada do bebê e sofrimento fetal.
Riscos incluem infecção, hemorragia, trombose, lesão de órgãos e complicações em gestações futuras.
Utilizar técnicas de respiração, apoio de doula e analgesia podem ajudar a aliviar a dor.
Normalmente entre 2 a 5 dias, podendo ser ligeiramente mais demorado do que após o parto normal.
Esforço físico, dirigir, levantar peso e atividades que forcem a musculatura abdominal por algumas semanas.
Sim, a sonda vesical é necessária durante a cirurgia para esvaziar a bexiga.
A recuperação óssea e ligamentar leva cerca de seis meses, mas a maior parte ocorre nas primeiras semanas.
Controle da data de nascimento, menor tempo de trabalho de parto e diminuição das dores imediatas do parto.
A recuperação inicial leva cerca de duas semanas, com uma recuperação completa em seis semanas.
Os órgãos voltam ao normal, mas a cicatriz pode causar aderências em alguns casos.
Em casos de placenta prévia, bebê em posição incorreta, hipertensão grave e outros riscos para a mãe ou bebê.
Pode haver laceração e inchaço temporário, mas a recuperação e a sensação voltam ao normal após algum tempo.
Após a anestesia, há dor e sensibilidade na região abdominal.
Em média, de duas a quatro horas, dependendo do tipo de anestesia.
Geralmente, recomenda-se um resguardo de cerca de 40 dias após a cesárea.
Como mostrado neste post "Cesárea ou parto normal: qual escolher?", a decisão entre o melhor parto para a mulher e o bebê deve ser compartilhada entre ela e o seu médico.
Há casos em que não é possível escolher e que a cesárea se faz necessária, por exemplo, quando o risco de complicações no parto normal é maior.
O ideal é procurar um ginecologista ou obstetra para tirar as dúvidas e decidir qual é a melhor opção para cada caso.