Muitos pais ficam assustados frente aos primeiros sinais de refluxo no bebê, mas essa situação, na verdade, é muito comum nos primeiros meses de vida.
O refluxo é caracterizado pelo retorno do conteúdo do estômago para o esôfago, causando desconfortos, choros excessivos e dificuldade para dormir. Além disso, pode acontecer duas ou mais vezes por dia em crianças com até dois meses de idade.
Também pode haver crianças que experimentam estes sintomas até cerca de um ano, mas conforme o corpo amadurece, a condição melhora. Dessa forma, sabe-se que a condição está ligada ao crescimento e desenvolvimento infantil.
Você quer aprender mais sobre os 7 sintomas de refluxo em bebê, como é feito o diagnóstico e tratamento? Confira esse post até o final!
O refluxo é considerado comum em bebês devido ao esfíncter (um músculo responsável por regular a passagem de alimento do esôfago para o estômago) que, durante essa fase, ainda está em desenvolvimento. Logo, ele é menos eficiente, possibilitando que o problema apareça.
Identificar o refluxo em bebês, por vezes, pode ser um grande desafio. Portanto, é importante que o pediatra seja o responsável por avaliar os sinais e o quadro clínico.
Assim, pode-se diferenciar, por exemplo, o refluxo fisiológico (considerado normal) da doença do refluxo (que provoca complicações).
Uma vez identificado qual é o problema, o pediatra define o melhor tratamento e passa orientações à família acerca dos cuidados.
Embora seja fundamental levar a criança ao médico nessa situação, é importante que os pais também fiquem atentos aos primeiros sinais e sintomas do refluxo.
Pelo fato do sistema digestivo dos bebês ainda estar em desenvolvimento, o refluxo é mais comum em bebês do que adultos.
Dependendo da gravidade, a condição pode impactar na vida e no bem-estar da criança.
Assim, como foi dito anteriormente, é importante que pais ou responsáveis fiquem atentos aos sintomas do refluxo em bebês:
Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.
Vale salientar: todos estes sintomas não são exclusivos do refluxo, ou seja, podem ser resultados de outras condições. Portanto, em qualquer hipótese, a consulta ao pediatra se torna essencial.
Este profissional fará uma avaliação completa para fornecer um diagnóstico e plano de tratamento adequado de acordo com as necessidades da criança.
O refluxo fisiológico é o tipo comum de refluxo que está ligado ao desenvolvimento normal do sistema digestivo em crianças.
Por isso, ele também é conhecido como refluxo benigno e não está associado a nenhuma condição médica grave.
Pode-se dizer que o refluxo fisiológico é um processo normal de adaptação e amadurecimento do sistema digestivo das crianças nos primeiros meses de vida.
Mas mesmo sendo um processo natural, é importante informar qualquer alteração ou preocupação para o pediatra responsável.
Em alguns casos, podem ser sugeridas alterações e ajustes na alimentação do bebê, ou ainda, outras medidas para aliviar o desconforto associado.
A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) em bebês é a forma mais grave do refluxo fisiológico, sendo caracterizada pela persistência do retorno do conteúdo do estômago para o esôfago (condição crônica). Ele causa sintomas muito desconfortáveis, afetando a qualidade de vida da criança.
Um dos sintomas mais característicos nessa situação é a recusa alimentar. A criança passa a recusar alimentação ou mesmo ter dificuldades ao mamar. Tudo isto devido ao desconforto e dor associados à DRGE.
Além deste sintoma, existem outros que também indicam a presença da doença, como:
Quando a criança apresenta sintomas de refluxo simples, o diagnóstico pode ser apresentado com base nos sinais apresentados.
Em casos mais complexos, onde há suspeita de DRGE, por exemplo, o médico pode solicitar alguns testes, incluindo exames de raio-x e a endoscopia digestiva alta.
O raio-x pode demonstrar estreitamentos do esôfago e deformidades no trato digestivo superior.
Já a endoscopia permite a coleta de biópsias, a classificação do grau de inflamação que atinge a criança e também identificar causas para outros sintomas relacionados.
Muitos pais têm algumas dúvidas acerca de como funciona o tratamento para o refluxo em bebês, mas de forma geral, o processo envolve uma série de medidas que visam a diminuição dos sintomas.
Entre as principais, podem ser citadas:
Com auxílio do pediatra, existem também algumas medidas que contribuem para a melhora dos quadros de refluxo.
Durante a amamentação, é ideal fazer pausas e ajudar o bebê a arrotar como forma de liberar o ar do estômago e reduzir o refluxo.
Além disso, é importante também alimentar a criança em pequenas quantidades e com uma frequência maior.
Pedaços de alimentos volumosos e/ou comer com menor frequência favorecem o aparecimento do refluxo.
Embora não haja uma dieta específica para evitar o refluxo em bebês, algumas práticas alimentares podem ser adotadas pela mãe para ajudar a reduzir o desconforto causado pelo refluxo. Entre elas estão:
Também é importante sempre monitorar a resposta do bebê, já que cada criança é única, ou seja, reage de forma diferente aos estímulos.
Uma dica valiosa é manter um registro dos alimentos consumidos e dos sintomas observados como forma de observar possíveis gatilhos.
Durante a amamentação e logo depois dela, é indicado manter a criança em uma posição vertical. Isto ajuda a diminuir bastante o refluxo.
Elevar a cabeceira do berço também auxilia para evitar que o conteúdo do estômago suba com facilidade para o esôfago.
Os medicamentos são indicados pelo pediatra apenas em casos extremos de refluxo.
Estes medicamentos ajudam a reduzir a produção de ácido no estômago ou podem fortalecer o esfíncter esofágico inferior.
A introdução alimentar (IA) é o processo de introduzir opções sólidas na dieta de uma criança, ou seja, uma fonte de alimentos além do leite materno.
Trata-se, na verdade, de um marco importante no desenvolvimento infantil, pois marca a mudança de uma dieta líquida para uma dieta gradual de alimentos sólidos.
De modo geral, a introdução alimentar se inicia por volta dos 6 meses de idade, quando o sistema digestivo da criança já está suficientemente desenvolvido para lidar com alimentos sólidos.
Muitos pais têm dúvidas acerca da IA e a sua relação com o refluxo. Neste caso, é preciso atentar-se não apenas à escolha dos alimentos, mas também a outros aspectos que podem impactar nesse processo:
Como mostrado no post "7 sintomas de refluxo em bebê", é muito importante atentar-se aos diversos sinais que podem se manifestar durante essa fase.
Mesmo em casos de refluxo simples, é fundamental a busca por orientação médica, como a do pediatra, para avaliação da gravidade e orientação de tratamento, se necessário.