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Revisado pelo(a) Dra. Claudia Eliane Massola, CRP/SP 06141519
Algumas vezes, os empecilhos presentes na vida pessoal e profissional são causados por alguns comportamentos da própria pessoa. Mesmo sem reconhecer, ela acaba evitando pessoas e situações devido a pensamentos negativos.
Padrões de pensamento disfuncionais podem reforçar medos e ações prejudiciais, trazendo chateação, tristeza e afastamento de objetivos.
Quer saber mais sobre o assunto? Conheça 39 sinais da autossabotagem e como lidar, a seguir.
A autossabotagem é um comportamento inconsciente no qual o indivíduo dificulta situações e/ou age de forma a atrapalhar seus próprios objetivos, afetando os planos e a sua concretização.
Ao provocar e criar uma sequência de problemas, principalmente ao tomar decisões importantes, por exemplo, a pessoa pode ter como resultado não apenas a frustração, mas o começo do desenvolvimento de problemas mentais.
Transtorno de ansiedade e depressão são alguns exemplos de condições que podem surgir a partir da autossabotagem, o que exige atenção profissional para intervenção.
A autossabotagem acontece de forma consciente ou inconsciente, devido a emoções que surgiram em situações intensas do passado.
Essas situações podem ser um trauma que aconteceu apenas uma vez, ou algo que se repetiu e prejudicou a pessoa em sua autoestima, como críticas e comparações rotineiras.
Ao vivenciar isso, a pessoa passa a interpretar o mundo de uma forma negativa e, para sustentar suas crenças, ela cria padrões de pensamento, que embasam seus comportamentos prejudiciais contra si mesma.
Mesmo que esses acontecimentos tenham sido na infância ou na vida adulta, desde que gerem um impacto significativo, podem alterar pensamentos e comportamentos.
Ao se autossabotar continuamente, a pessoa se sente ainda mais incapaz, criando um ciclo que se repete.
Além dessa causa, o comportamento sabotador também pode ter outra origem: a resposta biológica do organismo a situações novas e/ou imprevisíveis.
Dessa forma, o medo de errar pode fazer com que o indivíduo aja de forma impulsiva e, até mesmo, contrária ao planejado.
É possível reconhecê-la, pela presença de algum dos 39 sinais da autossabotagem descritos abaixo. Acompanhe!
A autossabotagem pode se manifestar por meio de comportamentos de evitação e defesa, como:
Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.
A autossabotagem também pode ser reflexo de padrões de autocrítica e insegurança, como:
Ao identificar um ou mais sinais da autossabotagem e os seus impactos na vida em diferentes aspectos, é essencial buscar o suporte de um psicólogo.
A autossabotagem pode ser categorizada em tipos, conforme a forma como se manifesta.
Questionar as próprias atitudes é positivo quando feito de forma saudável, ou seja, quando ao repensar seus comportamentos, o indivíduo busca melhora.
Mas, quando esse questionamento ocorre em excesso e leva à insegurança, pode acarretar na autossabotagem.
Uma pessoa que se autossabota pode descuidar da sua saúde física e mental.
Ela pode, por exemplo, escolher alimentos que não são saudáveis, não seguir uma rotina para dormir, além de evitar realizar atividades físicas.
Esse comportamento pode reforçar o sentimento de insuficiência e prejudicar a autoestima, levando à autossabotagem em diversos aspectos da vida.
A pessoa perfeccionista está constantemente lapidando seus projetos, mas também encontrando erros e motivos para corrigi-los.
Assim, pode até acabar desistindo de finalizar o que está desenvolvendo, devido à sua insatisfação, o que pode levá-la a sabotar seus próximos projetos.
A procrastinação acontece quando a pessoa adia o que deve fazer, mesmo que seja uma tarefa urgente ou um projeto importante. Ela faz isso para evitar conflitos, ansiedade ao agir e por medo de errar.
Uma pessoa que faz autossabotagem resiste a mudanças, por receio de que elas sejam negativas.
Para ela, é mais fácil lidar com o que já é conhecido e permanecer na zona de conforto. Mas, ao fazer isso, podem ser perdidas oportunidades que levariam ao seu crescimento.
Para lidar com a autossabotagem, é preciso identificar os seus sinais e aplicar algumas medidas para evitá-la, como:
Além disso, procurar apoio psicológico é fundamental para conseguir lidar com todos os sentimentos negativos e confusos que a autossabotagem pode provocar.
O profissional auxiliará no encontro das causas desse problema, e ensinará a modificar pensamentos distorcidos e crenças limitantes.
Assim, o paciente será capaz de mudar seu comportamento com menos ansiedade e mais realismo.
A seguir, confira perguntas frequentes feitas por quem busca saber quais são os sinais da autossabotagem!
Entre os sinais comuns da autossabotagem, estão: procrastinação, medo de errar, perfeccionismo excessivo, evitar desafios, comparar-se com os outros e ter pensamentos autodepreciativos.
Elas demonstram insegurança constante, adiam decisões importantes, rejeitam elogios, se comparam negativamente e, frequentemente, se sentem incapazes.
Incluem fugir de responsabilidades, evitar riscos, criar expectativas inalcançáveis, ignorar necessidades pessoais e manter hábitos prejudiciais à saúde.
Os principais tipos de autossabotagem são autocrítica severa, procrastinação, perfeccionismo, resistência a mudanças e realização de escolhas que afetam negativamente o bem-estar.
É necessário reconhecer os padrões nocivos, adotar atitudes realistas, enfrentar medos gradualmente e, sempre que possível, contar com apoio psicológico, que auxiliará no alcance desses propósitos.
A autossabotagem pode surgir de traumas passados, baixa autoestima, críticas recorrentes, ou como resposta do corpo ao medo de falhar, mesmo diante de metas bem definidas.
Como mostrado neste post "39 sinais da autossabotagem e como lidar", há diversos sinais que indicam esse comportamento prejudicial.
Ao reconhecê-los, é possível buscar meios para evitá-los, e impedir que diversos aspectos da vida sejam afetados por eles.
Além disso, ao notar o padrão desse tipo de comportamento e seus impactos, é indicado buscar o auxílio de um psicólogo para a definição de estratégias que auxiliem na modificação de pensamentos e hábitos nocivos.