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    Saúde
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    Quando devo procurar um cardiologista?

    25/09/2025 • Tempo de leitura 4 min

    Revisado pela Equipe de Redação da Medprev

    Preciso sentir alguma dor no peito para procurar ajuda médica? Pessoas jovens também precisam de acompanhamento cardiológico? Como saber quando devo procurar um cardiologista?

    Se essas dúvidas passam pela sua cabeça, saiba que nosso artigo de hoje é justamente para ajudar você a identificar quando chegou a hora de procurar um especialista na área da Medicina que se dedica a estudar e cuidar do coração.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde, as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo todo, correspondendo a 31% dos óbitos. Porém, a maior parte dessas doenças pode ser prevenida apenas com uma mudança nos hábitos de vida – e o cardiologista é o melhor profissional para orientar você nessa jornada.

    O melhor momento para agendar uma consulta varia de pessoa para pessoa e depende do sexo, da idade e da presença ou não de fatores de riscos e sintomas de doenças cardiovasculares. Veja quando cada grupo deve procurar o cardiologista:

    1. Pessoas que não apresentam sintomas

    Em situações de rotina, quando a pessoa não tem nenhum sintoma indicativo de problemas cardíacos, o melhor momento para procurar o cardiologista depende da presença ou não de fatores de risco para as doenças cardiovasculares, que podem estar relacionados a:

    • Hábitos de vida: tabagismo, sedentarismo, dieta inadequada, consumo excessivo de álcool;

    • Doenças preexistentes: dislipidemia (colesterol e/ou triglicerídeos elevados), hipertensão, diabetes, obesidade ou sobrepeso;

    • Fatores psicossociais: estresse, depressão, ansiedade;

    • Histórico familiar: quando pais, irmãos, tios e avós têm doença coronariana, sofreram infarto ou acidente vascular cerebral ou tiveram morte súbita ainda jovens.

    Quando existe a presença desses fatores de risco, é recomendável que os homens façam a primeira visita ao cardiologista aos 30 anos, enquanto as mulheres devem fazer isso aos 40. Na ausência deles, a consulta inicial pode ser aos 45 anos para os homens e aos 50 para as mulheres.

    Essa diferença entre homens e mulheres existe porque, durante a vida reprodutiva, elas contam com uma proteção extra ao sistema cardiovascular, conferida pelos hormônios femininos. Porém, a partir da menopausa, com a queda nos níveis de estrogênio, os riscos tendem a se igualar ou mesmo ultrapassar aqueles apresentados pelos homens.

    2. Pessoas que apresentam sintomas de doenças cardiovasculares

    Embora haja uma recomendação sobre a idade média em que se deve visitar o cardiologista, essa informação se trata de uma estimativa que pode variar de pessoa para pessoa. Dessa forma, a consulta é recomendada independentemente da idade quando existem sintomas como:

    Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.


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    • Cansaço ou falta de ar durante atividades leves ou mesmo em repouso;

    • Falta de ar ao acordar ou necessidade de dormir com a cabeça elevada;

    • Inchaço nos pés, tornozelos e pernas;

    • Batimentos cardíacos acelerados ou fora de ritmo;

    • Palpitações;

    • Pele pálida ou azulada;

    • Dores do peito (especialmente depois de crises de estresse ou esforço físico);

    • Desmaios aparentemente sem explicação;

    • Dor de cabeça sem a presença de sinusite, problemas oftalmológicos ou doenças neurológicas.

    Todos esses sintomas podem ser manifestações de doenças e problemas no coração, incluindo insuficiência cardíaca, arritmias e até mesmo infarto. Por isso, a consulta não deve ser adiada.

    3. Crianças e adolescentes

    Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, estima-se que 10% a 35% das crianças e adolescentes brasileiros apresentam altos níveis de colesterol e/ou triglicerídeos, um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares.

    Além disso, de acordo com a OMS, cerca de um terço das crianças entre 5 a 9 anos apresentam sobrepeso, o que aumenta a chance de elas se tornarem adultos obesos e apresentarem risco aumentado para diabetes, AVC, colesterol alto, doença arterial coronariana, hipertensão e mortalidade precoce.

    Dessa forma, a avaliação com o cardiologista é recomendada para crianças e adolescentes quando:

    • Os pais ou avós do sexo masculino apresentaram doença arterial isquêmica antes dos 55 anos e do sexo feminino antes dos 65;

    • Os pais têm taxas de colesterol total superiores a 240 mg/dl;

    • A criança ou adolescente apresenta fatores de risco como hipertensão, obesidade, diabetes, tabagismo e uso de medicamentos que alteram o perfil lipídico.

    A partir da consulta com o especialista em cardiologia, poderá ser definido um programa terapêutico com o objetivo de tratar os distúrbios e prevenir riscos futuros, o que pode incluir medidas como acompanhamento nutricional, perda de peso, prática de atividades físicas, monitoramento da pressão arterial e uso de medicamentos.

    4. Pessoas que vão iniciar uma atividade física

    Os exercícios físicos são fundamentais na prevenção de doenças cardiovasculares, mas o início repentino da prática também pode oferecer alguns riscos. Dessa forma, é necessário fazer uma avaliação com o cardiologista antes de começar a frequentar a academia, correr, jogar futebol, fazer crossfit etc.

    Na consulta, o médico fará a avaliação clínica do paciente e poderá solicitar exames como teste de esforço, eletrocardiograma e ecocardiograma para descartar a presença de sopro cardíaco ou anormalidades no funcionamento do coração.

    Essa recomendação é especialmente importante para pessoas com mais de 30 anos, mas mesmo indivíduos mais jovens podem se beneficiar dessa avaliação médica.

    Agora que você já sabe que a pergunta “quando devo procurar um cardiologista?” pode ter diferentes respostas, procure descobrir em qual grupo você se encaixa melhor e saiba que você pode contar com o Medprev para agendar a sua consulta. Não adie a sua avaliação!

    Fonte: World Health Organization.