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Revisado pelo(a) Dra. Bárbara Ponce, CRM/MA 8911
Conhecida cientificamente como colelitíase, a pedra na vesícula (ou cálculo biliar) é uma condição médica que, em grande parte das vezes, não apresenta nenhum sintoma (assintomática). Cerca de 50% a 70% dos pacientes convivem com o problema sem desconforto.
A causa exata dessa condição ainda não foi descoberta. Contudo, sabe-se que fatores como obesidade, idade avançada e histórico familiar estão ligados ao aparecimento deste problema de saúde.
Confira a seguir sobre a pedra na vesícula (cálculo biliar): o que é, sintomas e causas!
A vesícula biliar é um órgão presente na parte inferior do lobo direito do fígado.
É responsável pelo armazenamento da bile (secreção produzida pelo fígado, essencial para a digestão e absorção de vitaminas e gorduras), entre outras funções.
O órgão possui de 7 a 10 centímetros de comprimento, em formato parecido com uma pera, conectando-se ao fígado e duodeno por meio do trato biliar.
A pedra na vesícula, ou cálculo biliar, é uma condição em que ocorre a cristalização da bile dentro da vesícula, com a formação de pequenas pedras. Estas acabam dificultando a ida da bile para o intestino.
Como consequência, a vesícula não consegue exercer suas funções primordiais, levando a dores e outros problemas.
O colesterol, uma das substâncias que compõem a bile, é responsável por mais de 70% dos casos de pedra na vesícula.
Grande parte dos casos de pedra na vesícula são assintomáticos. Contudo, quando os primeiros sinais se manifestam, eles são bastante incômodos e têm impacto direto na qualidade de vida do indivíduo.
Existem 5 sintomas de pedra na vesícula muito comuns:
Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.
Além destes, o indivíduo ainda pode experimentar febre alta, perda de apetite (pela dificuldade de digerir alimentos) e diarreia.
Existem fatores de risco que podem alterar a composição da bile, levando à formação da pedra na vesícula.
Entre os principais estão:
Além disso, pacientes que realizaram a cirurgia bariátrica, com perda de peso rápida e acentuada, também podem ter maior risco de desenvolver a pedra na vesícula.
O diagnóstico da pedra na vesícula é realizado por meio de exames de ultrassom e tomografia computadorizada abdominal. O profissional responsável pelos procedimentos é o gastroenterologista.
O ultrassom abdominal é o exame mais comum para detectar a pedra na vesícula e baseia-se em ondas sonoras que criam imagens do interior do corpo humano.
Isto permite, diretamente, a visualização das pedras, além do estado geral de saúde da vesícula biliar.
A tomografia computadorizada é a segunda opção, caso o ultrassom não forneça informações suficientes para o diagnóstico.
Trata-se de um exame mais sensível para detectar, por exemplo, pedras menores e pode ser útil também para avaliar outras condições de saúde associadas.
O tratamento da condição pode envolver intervenção cirúrgica (colecistectomia) e também o uso de medicamentos específicos (para diminuição do colesterol e posterior diluição das pedras).
Este último, porém, geralmente não apresenta resultados satisfatórios.
Algumas opções podem ser utilizadas para tratar a pedra na vesícula.
Uma dúvida comum sobre a pedra na vesícula é a respeito da cirurgia e de quando operar.
Em relação ao procedimento cirúrgico, sua realização ocorre por meio da videolaparoscopia, com anestesia geral. Ela possui recuperação muito rápida e riscos baixos.
Nesse procedimento, o cirurgião realiza pequenas incisões no abdômen do paciente e insere o laparoscópio e outros instrumentos cirúrgicos necessários para a realização do procedimento.
Com as imagens do interior do abdômen, o médico responsável consegue localizar e analisar diretamente o problema. Uma vez detectadas, as pedras são removidas, liberando assim a funcionalidade da vesícula.
Após a remoção, as incisões são fechadas com pontos ou adesivos cirúrgicos.
Existem pacientes que, por diversas razões, não podem ser tratados cirurgicamente. Para estes casos, existe o tratamento de dissolução dos cálculos biliares.
Essa dissolução ocorre a partir da administração de sais biliares por via oral, durante vários meses.
Geralmente, este tipo de tratamento é utilizado em pessoas com cálculos pequenos e que são diretamente causados pelo excesso de colesterol.
Por ser um problema de saúde muito silencioso, é importante ficar atento às medidas de diminuição dos fatores de risco associados.
Eles estão ligados a uma vida mais saudável, por meio de alimentação equilibrada e exercícios físicos regulares.
Além disso, é importante monitorar sempre os níveis de colesterol, principalmente para pacientes submetidos à cirurgia bariátrica.
Embora muitas pessoas acreditem que a pedra na vesícula e o cálculo renal sejam correspondentes, esses são problemas de saúde diferentes com manifestações e sintomas parecidos.
O cálculo renal, popularmente conhecido como pedra no rim, assim como a pedra na vesícula, é uma massa sólida que se forma a partir de pequenos cristais.
Suas causas estão ligadas ao volume insuficiente de urina no corpo, ou seja, devido à pouca ingestão de líquido por parte do indivíduo.
As pedras na vesícula ou cálculos biliares são caracterizadas por dores abdominais súbitas, geralmente pelo excesso de colesterol na bile. Assim, afetam diretamente a vesícula biliar.
Já o cálculo renal se manifesta em dores de forte intensidade, além da presença de sangue na urina. Dessa forma, está ligado diretamente ao sistema urinário do indivíduo. Além disso, é muito perigoso em caso de pessoas com diabetes ou outras condições imunossupressoras.
Além da pedra na vesícula, a vesícula biliar pode ser afetada por outros problemas e doenças, que inclusive, impactam a saúde do paciente como um todo.
Compreender estas doenças e tomar medidas preventivas é fundamental para a busca do tratamento e diagnóstico adequados.
A colecistite é uma inflamação aguda ou crônica da vesícula biliar. A principal causa é a presença de pedras na vesícula. O acúmulo de bile leva à irritação e posterior inflamação do órgão.
Outras causas da colecistite são infecções bacterianas, isquemia (redução do fluxo sanguíneo) e doenças sistêmicas.
Os sintomas da condição variam de leves a graves e incluem:
O tratamento para a condição depende da gravidade dos sintomas e das condições de saúde do paciente, mas pode incluir a utilização de remédios e a intervenção cirúrgica.
O câncer na vesícula biliar é um problema de saúde bastante raro e comumente assintomático.
Geralmente, é descoberto de forma não intencional (investigação de outros problemas de saúde) e já em fases avançadas, sendo originado nas células que revestem a vesícula biliar.
A doença costuma acometer principalmente as mulheres e pessoas acima dos 65 anos.
Vale salientar que a maioria dos indivíduos que têm cálculos biliares não desenvolvem câncer.
O tratamento para o câncer da vesícula biliar inclui o tratamento básico para todo tipo de câncer: cirurgia, radioterapia e também quimioterapia.
Entre os principais sintomas destacam-se a perda de apetite, náuseas, fadiga e fraqueza, além da icterícia.
É de suma importância a detecção precoce diante de todo tipo de sintoma sugestivo mencionado.
O refluxo biliar ocorre quando a bile retorna para o estômago e, por vezes, para o esôfago.
Em condições normais, ela flui de forma linear do fígado para a vesícula biliar, onde ajuda na digestão de gorduras.
Em algumas situações, contudo, o refluxo pode acontecer e levar à irritação e danos no revestimento do estômago e esôfago.
Suas causas estão ligadas a disfunções da válvula responsável pelo processo (válvula ileocecal), após alguma cirurgia de remoção da vesícula biliar e também devido ao estreitamento do esfíncter de Oddi.
Entre os sintomas desse problema de saúde, estão:
O tratamento envolve medicamentos, cirurgia e mudanças na dieta.
Como mostrado no post "Pedra na vesícula (cálculo biliar): o que é, sintomas e causas", a formação dessas pedras, também conhecida como cálculos biliares, é uma condição dolorosa que afeta a vesícula biliar, órgão essencial para a digestão de gorduras.
Embora grande parte das pessoas não apresente sintomas, algumas podem vivenciar dores abdominais, náuseas e outros desconfortos que impactam negativamente na qualidade de vida.
O tratamento pode incluir medidas cirúrgicas, medicamentosas, além de mudanças no estilo de vida.
Através de um diagnóstico adequado e planejamento do tratamento, é possível cuidar do problema com bastante eficiência, permitindo uma vida com mais saúde e conforto.