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Revisado pelo(a) Dr. João Felipe Ditzel Westphalen, CRM/PR 32672, Oftalmologia RQE 24709
Você sabia que existem diversos tipos de conjuntivite? Esta doença, que afeta pacientes de todas as idades, não é tão simples de diagnosticar, uma vez que os sintomas da maioria dos tipos são parecidos e podem ou não ser contagiosos.
É preciso redobrar a atenção e procurar um oftalmologista ao notar os primeiros sintomas, pois, embora a doença comumente não tenha complicações, pode deixar sequelas nos olhos se não for tratada da maneira correta.
Quer conhecer mais sobre a conjuntivite: o que é, sintomas e tratamento? Confira o conteúdo a seguir.
A palavra "conjuntivite" vem do latim "conjunctiva", que significa "unida", e do sufixo "-ite", que significa “inflamação”.
Esta doença se trata de uma espécie de inflamação que afeta a membrana externa do globo ocular (a parte branca dos olhos) e o interior das pálpebras.
A condição pode ser causada por vírus, bactérias, alergias ou agentes irritantes, como poluição e produtos químicos.
A maior parte dos casos é leve, mas em alguns casos pode ser grave, inclusive por ser contagiosa (costuma durar de uma a duas semanas), e pode deixar sequelas.
Os principais sintomas da doença são:
A conjuntivite pode ser dividida em três tipos, de acordo com a sua origem:
O tipo infeccioso é a forma mais comum de conjuntivite e quem é acometido por ela deve ficar isolado do contato de outras pessoas durante o período de contágio.
Isso é necessário, pois sua transmissão não se limita ao contato com o local, ou seja, também pode ser passada pelo ar.
Em geral, os sintomas da conjuntivite infecciosa incluem:
Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.
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A doença pode afetar um ou os dois olhos. Dentro da conjuntivite infecciosa, há ainda outros três subgêneros:
A transmissão da conjuntivite infecciosa, seja viral ou bacteriana, ocorre principalmente por meio do contato direto com as secreções oculares de uma pessoa infectada.
Dessa forma, quando uma pessoa toca os olhos infectados e depois em objetos e/ou superfícies (toalhas, maçanetas, teclados), pode contaminá-los.
Se outra pessoa, por sua vez, tocar nestes locais, e levar a mão aos olhos, o risco de contrair a infecção é muito alto.
Além disso, a transmissão pode ocorrer por contato direto, como apertos de mão, especialmente se o indivíduo infectado tiver tocado os olhos antes.
Ambientes fechados e com grande circulação de pessoas, como escolas, escritórios e transportes públicos, são locais em que a disseminação da conjuntivite pode ocorrer rapidamente.
No caso da conjuntivite viral, a transmissão também pode acontecer por meio de gotículas respiratórias, como tosse ou espirros, uma vez que os vírus responsáveis pela conjuntivite viral, muitas vezes, são os mesmos que causam infecções respiratórias.
Por isso, é comum que surtos de conjuntivite ocorram juntamente com resfriados ou outras doenças respiratórias virais.
O tipo bacteriano, por outro lado, pode ser transmitido pelo compartilhamento de cosméticos, lentes de contato ou até mesmo pelo uso inadequado de colírios.
É fundamental adotar medidas rigorosas de higiene, como lavar as mãos regularmente e evitar tocar os olhos, para prevenir a propagação da conjuntivite infecciosa.
Diferentemente da conjuntivite infecciosa, a conjuntivite alérgica ocorre em função da resposta do organismo quando entra em contato com algum fator externo, como ácaro ou pólen. Sua aparição é mais comum no período da primavera e se assemelha mais a uma simples irritação nos olhos, causando vermelhidão e coceira.
A conjuntivite alérgica não é contagiosa e geralmente está associada a condições como rinite e asma. Lentes de contato também podem ocasionar esse problema.
Há alguns subtipos de conjuntivite alérgica:
O tipo tóxico é causado pelo contato direto dos olhos com algum produto prejudicial, como pesticidas, venenos, produtos de limpeza ou produtos de higiene. Trata-se de uma forma rara de conjuntivite, mas perigosa.
Ela pode trazer complicações para a visão se não for tratada da forma correta. E, assim como a conjuntivite alérgica, também não é contagiosa, o que dispensa a necessidade de isolamento durante o tratamento.
O seu tratamento começa com a remoção imediata do agente irritante. Se o olho foi exposto a um produto químico, é fundamental enxaguar abundantemente com água ou solução salina para minimizar os danos.
Além disso, dependendo da gravidade da irritação, o médico pode prescrever medicamentos específicos, como colírios e lubrificantes, para aliviar os sintomas e promover a cura conjuntiva.
Em casos mais severos, em que há dano significativo ao tecido ocular, pode ser necessário um acompanhamento oftalmológico mais rigoroso para evitar complicações.
Os sintomas dos três tipos de conjuntivite são bastante parecidos, o que torna essencial consultar o oftalmologista para uma avaliação cuidadosa.
Assim que perceber os sintomas, é indicado procurar o médico, principalmente porque quanto antes o tratamento for iniciado, menores são as chances de complicações.
Como as causas da conjuntivite são múltiplas, indo desde reações alérgicas até o contato com produtos químicos, é indicado manter objetos com risco de contágio longe dos olhos.
Além disso, é necessário evitar o contato com os olhos, com as mãos ou com secreções deixadas pela pessoa infectada.
No caso de pessoas com lentes de contato, ao identificar possíveis sinais da doença, é preciso suspender seu uso de imediato.
Para diagnosticar a conjuntivite, o médico faz um exame oftalmológico com uma lâmpada de fenda. Pode ser necessária ainda a coleta de secreção para exames posteriores.
No geral, os sintomas desaparecem completamente depois de alguns dias, não deixando sequelas.
No entanto, é importante lembrar do risco da automedicação com colírios ou produtos similares, pois pode agravar o quadro de saúde ocular e ainda mascarar a doença, trazendo um risco maior para as pessoas próximas.
A conjuntivite em crianças é uma condição comum que pode causar grande desconforto e preocupação tanto para as crianças quanto para os pais.
Devido ao sistema imunológico em desenvolvimento, as crianças são mais suscetíveis a infecções virais e bacterianas, que são as principais causas de conjuntivite infecciosa.
Além disso, a exposição a ambientes específicos, como creches e escolas, aumenta o risco de contágio, uma vez que a transmissão da conjuntivite é facilitada pelo contato próximo e pela tendência das crianças de tocar frequentemente os olhos e compartilhar objetos.
Os sintomas em crianças incluem olhos vermelhos, coceira, lacrimejamento, secreção ocular e, em casos bacterianos, formação de crostas nas pálpebras, especialmente ao acordar.
Para cuidar de uma criança com conjuntivite, é essencial seguir algumas precauções.
Primeiramente, deve-se manter uma higiene rigorosa, lavando as mãos da criança e dos cuidadores com frequência para evitar a propagação da infecção.
O uso de toalhas e lenços deve ser exclusivo para a criança infectada e esses itens devem ser lavados separadamente.
Se a conjuntivite for de origem bacteriana, o uso de colírios ou pomadas antibióticas prescritas pelo médico é fundamental.
É importante evitar que a criança vá à escola ou creche até que não esteja mais no estágio contagioso, o que normalmente acontece após 24 a 48 horas do início do tratamento, dependendo do tipo de conjuntivite.
Além disso, garantir que a criança não coce ou esfregue os olhos ajuda a prevenir complicações e a acelerar a recuperação.
A conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva, a membrana que cobre a parte branca dos olhos e o interior das pálpebras.
Os principais sintomas incluem vermelhidão, coceira, lacrimejamento, sensação de areia nos olhos, secreção e inchaço das pálpebras.
A gravidade dos sintomas pode variar dependendo da causa da conjuntivite.
Os tipos mais comuns de conjuntivite: viral, bacteriana e alérgica. A conjuntivite viral é altamente contagiosa, assim como a bacteriana, que frequentemente apresenta secreção amarelada ou esverdeada.
A alérgica, por outro lado, não é contagiosa e ocorre devido a reações alérgicas a substâncias como pólen ou ácaros.
A conjuntivite viral e bacteriana são transmitidas principalmente por meio do contato direto com as secreções oculares de uma pessoa infectada ou de objetos contaminados, como toalhas, lençóis ou maquiagem.
A higienização frequente das mãos e o cuidado para não tocar os olhos são medidas eficazes para prevenir a transmissão.
O tratamento da conjuntivite depende do tipo. A viral geralmente se resolve sozinha e pode ser aliviada com compressas frias e colírios lubrificantes. A conjuntivite bacteriana requer colírios ou pomadas antibióticas. Já a alérgica é tratada com colírios anti-histamínicos ou estabilizadores de mastócitos, sendo também importante evitar a exposição ao alérgeno causador.
A duração da conjuntivite varia de acordo com o tipo. A viral geralmente dura de uma a duas semanas. A bacteriana pode melhorar em poucos dias com o tratamento adequado. A alérgica pode persistir enquanto houver exposição ao alérgeno, mas os sintomas podem ser controlados com o tratamento.
Em geral, a conjuntivite não causa complicações graves e raramente resulta em problemas de visão permanentes.
No entanto, se não for tratada corretamente por um médico, especialmente nos casos bacterianos, pode levar a infecções mais sérias ou a problemas de visão temporários. Por isso, é muito importante seguir as orientações profissionais para evitar complicações.
Como visto neste post "Conjuntivite: o que é, sintomas e tratamento", esta doença é uma infecção ocular bastante debilitante, podendo ser contagiosa ou não.
Ela tem três tipos principais, com sintomas muito parecidos, tornando o seu diagnóstico bastante desafiador.
Porém, é fundamental buscar atendimento especializado ao suspeitar da presença da condição.
O tratamento varia de acordo com o tipo e a gravidade. Em casos mais graves, o médico pode receitar medicamentos, colírios e outros produtos para aliviar os sintomas e promover a cura.
Quando diagnosticada precocemente e tratada adequadamente, há um risco baixo de sequelas.