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Revisado pela Equipe de Redação da Medprev
Ainda que não seja considerado uma dieta, o chamado jejum intermitente é uma espécie de padrão alimentar no qual são intercalados períodos de jejum com a alimentação. Trata-se de uma metodologia que vem ganhando espaço na internet ou de maneira informal entre aqueles que desejam emagrecer.
Porém, na prática, o desconhecimento de algumas das características dessa metodologia somado à falta de orientação nutricional pode resultar em muito mais prejuízos do que benefícios. Por isso, mais do que entender como essa metodologia funciona, é fundamental que você tenha acompanhamento médico e nutricional para descobrir se no seu caso esse tipo de procedimento é válido ou não.
Como se trata de uma metodologia popular de modo informal, há muitos mitos associados a esse tipo de alimentação. Veja o que é mentira e o que é verdade quando o assunto é o polêmico jejum intermitente.
Mito. O jejum intermitente não é considerado uma dieta, mas sim uma estratégia alimentar. Essa estratégia pode funcionar tanto como um complemento para outras dietas como para manutenção de peso – o que nos leva a concluir que é um mito também a afirmação de que jejum intermitente emagrece.
Mito. É importante observar que o jejum intermitente pode ser do tipo calórico ou metabólico. No caso do jejum intermitente calórico quem se submete a ele consome apenas líquidos durante os intervalos mais longos entre as refeições. Já no segundo caso, é liberada a ingestão de pequenas quantidades de certos tipos de alimentos que não influenciem os níveis de insulina.
Mito. Existem diversos tipos de jejum intermitente, com intervalos que variam de 12 a 36 horas. Independentemente do tipo de jejum, não é recomendado fazer intervalos muito longos, especialmente se você está começando agora a adotar esse tipo de estratégia.
Mito. Alimentos light ou diet também impactam no metabolismo ou na ingestão calórica. É comum que pessoas que recorrem a esses alimentos comam mais do que o necessário nas refeições como forma de compensação. O equilíbrio é a chave para qualquer tipo de estratégia alimentar e “chutar o balde” em algumas refeições causará um desequilíbrio como um todo.
Mito, desde que haja acompanhamento nutricional. O grande problema da adoção desse tipo de estratégia não está no jejum intermitente em si, mas sim nas escolhas erradas de alimentos ou na definição equivocada de um intervalo correto para alimentação. Cada pessoa tem as suas necessidades específicas e por essa razão a avaliação deve ser sempre individual. Fórmulas prontas tendem a não dar os resultados esperados.
Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.
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Mito. Ele pode melhorar a digestão e proporcionar períodos de descanso para o estômago, dando a falsa sensação de que ele melhora problemas como a gastrite. Todavia, se não houver redução na ingestão de alimentos inflamatórios, os resultados podem ser ainda mais nocivos, contribuindo até mesmo para a piora do quadro. O ideal é procurar um médico e tratar essa condição de maneira separada.
Mito. Desde que os intervalos de alimentação estejam corretos, o resultado pode ser justamente o oposto: ganho de massa magra. O alerta fica para quem faz treinos mais intensos de força, com o objetivo de ganho de massa magra: nesse caso, é preciso que a alimentação esteja ajustada para essa finalidade.
Verdade. O tempo que você passa dormindo deve ser contabilizado como horas de jejum por quem adota a estratégia de desse tipo de jejum. Por isso, é importante adaptar seus hábitos alimentares aos horários de acordo com a sua rotina.
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Independentemente da sua decisão sobre o estilo de alimentação que será adotado, nenhuma solução “pronta” disponível na internet é recomendada. O ideal é sempre agendar uma consulta na Medprev e buscar orientações específicas de um profissional de nutrição. Pessoas diferentes têm necessidades calóricas e metabólicas diferentes, e não há regras gerais quando se trata de tipos de alimentos ou frequência de ingestão.