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Revisado pelo(a) Dra. Bárbara Serafini Breda, CRM/RS 57350
Caracterizada por deixar a pele seca, avermelhada e com muita coceira, a dermatite atópica ou eczema é uma doença genética muito comum em crianças.
Considerada um dos tipos mais comuns de alergia de pele, além dos sintomas físicos, em alguns casos, por causa da aparência, pode afetar também o psicológico do paciente.
Saiba se a dermatite atópica (eczema) é contagiosa a seguir.
Também chamada de eczema, a dermatite atópica acomete a barreira de proteção da pele e não é transmissível.
Muito comum em crianças, os sintomas, que geralmente ocorrem nas dobras da pele, costumam aparecer:
A dermatite atópica (eczema) possui duas fases principais, que se diferem conforme os sintomas de cada uma. São elas:
Essas fases acometem bebês, crianças e adultos e, ainda que em cada um a dermatite apareça em um local do corpo, a coceira é uma constante.
Por isso as pessoas que têm a doença se coçam muito e de forma descontrolada, levando a doença a evoluir da primeira fase para a segunda.
Entre os principais sintomas da dermatite atópica ou eczema estão:
Contudo, quando ela se manifesta de forma mais grave, devido à coceira intensa, podem ocorrer:
É importante ressaltar que a localização da doença varia nas pessoas conforme sua idade.
Até 2 anos, os bebês costumam ter eczema nos braços, barriga, bochechas e testas.
Já em crianças mais velhas e adolescentes, a dermatite costuma acometer as mãos, rosto, joelhos e cotovelos.
Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.
Por fim, quando as pessoas atingem a idade adulta, não há mais lugar específico para a manifestação dos sintomas: eles aparecem por toda parte do corpo, especialmente no rosto, pescoço e mãos.
É importante mencionar que a dermatite atópica (eczema) pode alcançar níveis mais sérios quando a pessoa insiste em coçar ou esfregar a pele afetada.
Um dos problemas que podem acontecer é o surgimento de infecções bacterianas que afetam não somente a pele, como os linfonodos próximos.
Além disso, o local pode inflamar e começar a descamar, o que apenas aumenta o desconforto.
Vale ressaltar também que as pessoas com eczema tendem a ser mais sensíveis ao vírus do herpes simples, podendo sofrer com a formação de bolhas e febre alta. A sensibilidade se estende a infecções que qualquer vírus e fungos possam causar na pele.
A dermatite atópica pode afetar, inclusive, o psicológico das pessoas que convivem com ela, especialmente suas relações pessoais e profissionais, o que leva ao desenvolvimento de doenças mentais.
Um dos motivos para isso é que a doença causa insônia, comprometendo as atividades da pessoa devido ao cansaço, perda de concentração, irritabilidade e outros sintomas de uma noite mal dormida.
Outro motivo é que a doença compromete a autoestima, especialmente de crianças, que podem sofrer bullying na escola devido ao aspecto físico da dermatite. Mas a discriminação não atinge somente os pequenos, podendo ser sofrida por adultos no local de trabalho, faculdade e outros.
O que se pode observar de todos os sintomas e riscos que a dermatite atópica provoca é que ela vai além de uma simples doença que faz coçar a pele.
Quando os sintomas forem observados, é preciso agendar uma consulta com o dermatologista para investigar o quadro de saúde e receber orientações específicas para o controle da doença.
No caso de pacientes que enfrentam desafios psicológicos e emocionais relacionados à condição, é indicado procurar o apoio do psicólogo.
Os fatores genéticos influenciam diretamente para que a dermatite atópica seja desencadeada.
Isso acontece porque eles determinam as características da pele e a reatividade do corpo quando exposto a agentes externos.
Por isso, quando um dos pais possui o eczema, há mais chances de o filho também apresentar a doença.
Se os dois pais possuírem, as chances são ainda maiores de seus filhos a apresentarem.
Além desses, há os fatores ambientais, que são as substâncias que geram essa reação do corpo.
Acompanhe a lista abaixo com alguns fatores considerados de risco para o aparecimento da doença:
O diagnóstico da dermatite atópica (eczema) é feito por um médico, especialmente o dermatologista.
O profissional faz avaliação dos sintomas na pessoa, como a vermelhidão da pele ou o surgimento de erupção cutânea.
Na consulta, ele pode considerar outros fatores, como o histórico familiar do paciente, a presença de alergias ou asma na família.
A dermatite atópica, ou eczema, é considerada uma doença crônica e não tem cura. Assim, o tratamento é realizado com o objetivo de controlar os sintomas.
Devido ao ressecamento deste tipo de pele (sensível), a base do tratamento é feita com o uso de hidratantes específicos e outros remédios receitados pelo dermatologista.
Alguns deles são corticosteroides e medicamentos imunomoduladores e, quando necessário, antibióticos ou antivirais. A fototerapia também pode ser indicada para amenizar os sintomas.
Além disso, incluir pequenas mudanças no dia a dia pode ajudar a aliviá-los e a melhorar a qualidade de vida, como:
Esses são apenas alguns tratamentos possíveis e cada caso demanda uma avaliação e recomendações específicas e personalizadas de um médico. Por isso, fazer acompanhamento é fundamental.
A dermatite atópica (eczema) não tem cura e ela, em si, não pode ser prevenida.
Contudo, é possível prevenir os seus sintomas adotando determinados cuidados com a pele diariamente:
Não, a dermatite atópica não é contagiosa. Ela surge devido à predisposição genética e a fatores externos, mas não pode ser passada de uma pessoa para outra.
O termo "eczema" é usado para descrever várias condições inflamatórias da pele, enquanto a dermatite atópica é um tipo específico de eczema, associado a alergias e predisposição genética.
A duração de uma crise varia para cada pessoa, podendo durar dias ou semanas. Os sintomas podem ser controlados com tratamento adequado.
O eczema não tem cura, mas é possível controlar os sintomas com hidratação constante da pele, evitando gatilhos e usando medicamentos e produtos prescritos por um dermatologista.
Sim, ela pode afetar diferentes áreas do corpo ao longo do tempo, especialmente em crises desencadeadas por fatores ambientais ou estresse.
O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e histórico do paciente. Em alguns casos, testes alérgicos podem ser solicitados para identificar possíveis gatilhos.
Corticosteroides tópicos, imunomoduladores e hidratantes para peles sensíveis são os mais usados. Contudo, o melhor tratamento depende da avaliação do dermatologista.
Ela pode aparecer em diversas partes do corpo, sendo mais comum nas dobras dos braços, atrás dos joelhos, rosto, pescoço e mãos.
Não, a dermatite atópica (eczema) é uma condição inflamatória crônica da pele, mas não é considerada autoimune.
Em casos graves, pode causar infecções secundárias e impactar a qualidade de vida devido à coceira intensa e efeitos psicológicos, como insônia e baixa autoestima.
Sabonetes suaves, hipoalergênicos e sem fragrâncias, indicados para peles sensíveis, são os mais recomendados.
Hidratação da pele, uso de roupas confortáveis, controle do estresse e medicamentos indicados pelo dermatologista ajudam a aliviar os sintomas.
Ela não causa dor diretamente, mas a pele pode ficar sensível, irritada e até dolorida devido à coceira intensa e ao surgimento de rachaduras.
A coceira ocorre porque a barreira da pele está comprometida, tornando-a mais sensível a irritações e inflamações.
Corticosteroides tópicos e imunomoduladores são os mais comuns. Em casos específicos, anti-histamínicos podem ser prescritos para reduzir a coceira.
Contudo, é muito importante lembrar de que somente o médico pode prescrever adequadamente o medicamento de acordo com o quadro de saúde do paciente. A automedicação não é recomendada.
É um tipo de eczema desencadeado ou agravado pelo estresse emocional, levando ao aumento da coceira e da inflamação da pele.
Depende. Algumas pessoas têm sensibilidade a certos alimentos, incluindo chocolate, mas isso varia. Um teste alérgico pode ajudar a identificar gatilhos alimentares.
Sim, há forte influência genética para seu surgimento. Se um ou ambos os pais têm a condição, as chances de o filho também desenvolver aumentam significativamente.
O dermatologista é o especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento da dermatite atópica.
Estresse, clima seco ou muito quente, banhos quentes, uso de produtos irritantes, alergias e coçar a pele são exemplos do que pode piorar a condição.
Sim, o frio pode ressecar a pele e, portanto, agravar os sintomas da dermatite atópica.
A dermatite atópica é uma condição crônica e recorrente, sendo desencadeada por fatores como estresse, mudanças climáticas e exposição a irritantes.
A psoríase é uma doença autoimune que causa placas espessas e descamativas na pele, enquanto o eczema é uma inflamação crônica relacionada a alergias e ressecamento da pele.
Como mostrado no post "A dermatite atópica (eczema) é contagiosa?", se há o diagnóstico da dermatite atópica (eczema) ou a presença de alguns dos sintomas citados, é muito importante realizar o acompanhamento com um médico especialista como o dermatologista.
Assim, é possível aliviar os sintomas, tratar a doença adequadamente e evitar o seu agravamento, como o surgimento de outras infecções e de transtornos mentais decorrentes da autoestima afetada.