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Revisado pela Equipe de Redação da Medprev
Também conhecida como cálculo renal, a pedra nos rins é um tipo de massa endurecida que se forma dentro do rim e que tem movimentação livre dentro de todo o sistema urinário.
Dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) afirmam que 1 em cada 11 pessoas tem pedra nos rins.
A condição costuma aumentar de prevalência de acordo com a idade; ou seja, pessoas mais velhas têm uma incidência maior do problema.
Saiba mais sobre as 7 causas de pedra nos rins (cálculo renal) a seguir.
As pedras nos rins, ou cálculo renal, são uma condição caracterizada pela formação de uma massa endurecida resultante do acúmulo de cristais presentes na urina.
A urina, em si, de forma natural, possui diversos minerais e sais dissolvidos em sua composição.
Quando presentes em grande quantidade, essas substâncias podem se acumular e formar a pedra no rim.
O principal sintoma desta condição é a dor forte, que atinge principalmente o fundo das costas, podendo até causar limitação de movimentos.
Essa reação dolorosa se deve ao deslocamento da pedra pelo sistema urinário, podendo, inclusive, causar a obstrução do canal da urina.
Além da dor, o paciente também pode manifestar:
Ao notar um ou mais sintomas relacionados à condição, é fundamental a busca por um médico, como clínico geral, nefrologista ou urologista, para o início do tratamento, com a realização de exames e diagnóstico preliminar.
A formação de pedra nos rins é uma condição multifatorial, ou seja, pode ter diversas causas.
Entre as mais comuns, estão a combinação de fatores genéticos, alimentação não saudável, hidratação inadequada e outras condições médicas específicas.
Abaixo, confira as 7 causas mais comuns de pedra nos rins.
Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.
A desidratação figura como principal fator para o desenvolvimento de pedras nos rins.
Quando o corpo não recebe uma quantidade adequada de líquidos por dia, a urina (que possui minerais e sais) se torna mais concentrada, o que cria um ambiente propício para a formação de cristais, principalmente de cálcio, oxalato e ácido úrico.
Uma vez concentrados, estes minerais se aglomeram, transformando-se em cálculos renais.
Outro elemento relacionado à condição é a diminuição do citrato na urina, substância que ajuda a prevenir a formação de pedras.
Quando formada, a pedra pode ficar presa em pontos específicos ou se locomover livremente, causando obstrução parcial ou total do fluxo de urina. Assim, há a presença de dor intensa, especialmente durante a micção.
Hidratar-se adequadamente não apenas previne a formação de cálculos, como também ajuda a manter a saúde geral do trato urinário.
Contudo, é importante lembrar que, durante uma crise de pedra nos rins, não é indicado beber água para não aumentar a concentração de urina e intensificar a dor.
A urina, em sua forma natural, é composta por vários minerais, sendo os mais comuns o cálcio, o fosfato e a cistina.
A presença destes cristais é normal; porém, quando em grande quantidade, pode desencadear alguns sintomas, como alteração na cor da urina, dificuldade para urinar e dores abdominais.
O acúmulo dos minerais e sais ocorre principalmente devido à falta de hidratação adequada; contudo, outros fatores também podem influenciar esse quadro.
Em alguns casos de infecção urinária, por exemplo, há alterações no pH, favorecendo o aparecimento de alguns compostos.
Além disso, o uso de certos medicamentos e a adoção de dietas com alto consumo de proteínas também podem causar as pedras nos rins.
Por fim, vale salientar que a presença de cristais na urina pode indicar também outras doenças, como cirrose e hepatite viral, por exemplo.
A presença de cristais de leucina na urina indica a presença dessas doenças, sendo também necessários outros exames para a confirmação do diagnóstico.
Sim, alterações anatômicas têm influência direta na predisposição à formação de pedras nos rins.
Em outras palavras, existem alguns tipos de estruturas corporais que favorecem o aparecimento de cálculos renais, como:
A obesidade é uma doença caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal.
Geralmente, está associada a uma série de problemas de saúde, incluindo diabetes do tipo 2, doenças cardíacas, etc.
De modo geral, a obesidade pode aumentar a formação de pedras nos rins devido a uma série de fatores.
Pessoas obesas geralmente têm uma maior concentração de substâncias que formam as pedras nos rins, como o cálcio e o ácido úrico.
Além disso, a obesidade também está associada a uma série de alterações metabólicas, que podem favorecer a formação de pedras nos rins.
A falta de atividade física também é um fator crucial, contribuindo tanto para a obesidade quanto para o aparecimento de pedras nos rins.
A idade e o gênero também têm influência no aparecimento de pedras nos rins.
Em relação à idade, a incidência do problema costuma aumentar de acordo com a idade. Ou seja, pessoas adultas desenvolvem pedras nos rins com mais facilidade.
Isto está ligado principalmente a alterações hormonais e condições de saúde crônicas que contribuem para o aumento do risco de formação de pedras.
Em relação ao gênero, homens têm uma probabilidade maior de desenvolver pedras nos rins em comparação às mulheres, principalmente devido às diferenças na anatomia do trato urinário.
Homens possuem a uretra mais longa, o que permite que as pedras nos rins atinjam tamanhos maiores antes de causarem qualquer tipo de sintoma ou obstrução.
Existem alguns tipos de medicamentos que influenciam a composição da urina, aumentando a concentração de substâncias que contribuem para a formação de pedras nos rins.
Entre os medicamentos mais comuns que podem causar este problema, estão:
O impacto destes medicamentos varia de acordo com a pessoa e depende de fatores individuais, dieta e nível de hidratação.
Se houver familiares com cálculos renais, a probabilidade de um indivíduo também desenvolver a condição é aumentada. Ou seja, existe influência genética em quadros de pedras nos rins.
Diversos genes desempenham um papel na regulação do metabolismo e na excreção de substâncias, como o cálcio e o oxalato.
Além desta influência genética, o próprio ambiente compartilhado da família pode ter influência na formação de cálculos renais devido a hábitos semelhantes, como pouca hidratação e alimentação que ampliam as chances de surgimento das pedras.
Como visto neste post "7 causas de pedra nos rins (cálculo renal)", essa condição pode ser resultado de diversos fatores, incluindo desidratação, uso de medicamentos específicos e presença de doenças como a obesidade.
É crucial entender suas principais causas e quais são os cuidados indicados para prevenir o seu surgimento.
Ao notar um ou mais sintomas do cálculo renal, é muito importante buscar atendimento médico, seja do clínico geral, nefrologista ou urologista.